sábado, 12 de setembro de 2009

A BÍBLIA NA NOVA ORTOGRAFIA



Impacto da reforma ortográfica nas Escrituras é bem
pequeno e corresponde a apenas 0,15% de
mudanças no vocabulário do texto bíblico.

Se você ainda não se adaptou
ao Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, não precisa se desesperar.
Embora as mudanças na escrita
tenham começado a valer desde 1º
de janeiro deste ano, a população terá
até o fim de 2012 para se adaptar às
novas regras (veja guia na página ao
lado). Além disso, segundo estimativa
do Ministério da Educação, apenas
0,5% do vocabulário brasileiro será
alterado. No Brasil, a reforma padroniza
o uso do hífen e traz modificações
na acentuação. As novidades na
grafia também já podem ser notadas
na literatura bíblica. Desde junho do
ano passado, quando foi assinado o
novo acordo ortográfico, a Sociedade
Bíblica do Brasil (SBB) iniciou a adaptação
dos textos de suas publicações.
Lançados em dezembro
último, os nove volumes da coleção
didática Estudando com a Bíblia
foram os primeiros a sair com as novas
normas da língua portuguesa. Alguns
títulos bíblicos infantis também já
passaram por revisão, assim como
uma nova edição econômica da
Bíblia Sagrada na Nova Tradução na
Linguagem de Hoje (NTL H).
“Inicialmente, priorizamos a
revisão de algumas Bíblias, em especial
das publicações infantis, que
atendem especialmente ao público
escolar”, afirma Denis Timm, gerente
editorial da SBB.
Segundo ele, a atualização de
Bíblias com a nova grafia seguirá
um cronograma dividido
em duas etapas. A primeira
envolve todos os lançamentos,
atuais e futuros,
que serão publicados
dentro da reforma. Paralelamente,
os projetos
editoriais já em circulação
serão gradualmente atualizados, à
medida que venham a ser reimpressos.
“Como a reforma prevê que as duas
grafias continuem válidas até 2012,
por algum tempo continuarão a ser
impressas Bíblias nas duas grafias, sem
qualquer prejuízo para a mensagem
bíblica”, enfatiza Timm.

Impacto ínfimo

Assim como no vocabulário
geral da língua, o impacto da reforma
ortográfica na Bíblia não é significativo.
“Fizemos um levantamento de quantas
palavras sofreriam alteração dentro
do universo de um texto bíblico e
a conclusão é que apenas cerca de
0,15% das palavras sofreriam algum
tipo de mudança”, contabiliza o
gerente editorial.
A s três traduções bíblicas –
Almeida Revista e Atualizada (RA),
Almeida Revista e Corrigida (RC) e
Nova Tradução na Linguagem de Hoje
(NTLH) –, já tiveram os respectivos
textos-base revisados. Na tradução
de Almeida Revista e Atualizada, por
exemplo, houve mudanças em 1.100
palavras, o equivalente a 0,15% de
seu conteúdo total. Mesma média
de alterações foi realizada na NTLH.
“Cerca de 85% das mudanças nos
textos bíblicos englobaram o fim
do trema e também do acento em
palavras terminadas com o ditongo
‘éi’, como Galileia, Judeia e hebreia”,
explica Timm.
Para ele, os leitores das
Escrituras não terão tantas dificuldades
em assimilar a perda do acento em
algumas palavras bíblicas tradicionais.
“Não haverá diferença. É mais difícil
para o escritor entender a mudança
ortográfica do que para o leitor.
Ele vai continuar a ler e entender
naturalmente. Inicialmente poderá
até estranhar que Galileia perdeu o
acento, ou achar ainda que a correção
feita é um erro, mas isso faz parte do
processo.”

Fonte: Revista A Bíblia no Brasil - Sociedade Bíblica do Brasil
Edição no. 224 - julho à setembro de 2009 - página 22

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