sábado, 29 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O ABACAXI



Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação:

- Patrão tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. “O Luiz, que está conosco há somente seis meses, está ganhando mais do que eu.”

O patrão, fingindo não ouvi-lo disse:

- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá ate lá e verifique se eles têm abacaxi.

Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.

- E ai, Álvaro - perguntou o patrão.
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
- E quanto custa?
- Isso eu não perguntei não.
- Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários? - Quis saber o patrão.
- Também não perguntei isso não.
- Há alguma outra fruta que posso substituir o abacaxi?
- Não sei não…
- Muito bem Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco. – O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luiz. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Álvaro. Em oito minutos, o Luiz voltou.
- E então? - Indagou o patrão.
- Eles têm abacaxi sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal e se o senhor preferir, tem também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$ 1,50, cada; a banana e o mamão a R$ 1,00, o quilo; o melão R$ 1,20, a unidade e a laranja a R$ 20,00, o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luiz.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado e perguntou-lhe:

- Álvaro, o que foi que você estava mesmo me dizendo?
- Nada sério não patrão. Esqueça. Com sua licença.
E o Álvaro deixou a sala.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

QUAL O SIGNIFICADO DA PREGAÇÃO DE CRISTO AOS ESPÍRITOS EM 1Pe 3.19


Jesus pregou aos espíritos em prisão?

“No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão...” (I Pe. 3:19)

Qual é o sentido de IPe. 3.19, que se refere à pregação de Cristo aos espíritos em prisão no Hades? Pregou Cristo a eles, dando-lhes a oportunidade de salvar-se, após terem morrido? Se examinarmos essa sentença cuidadosamente, em seu escopo total, descobriremos que a passagem não ensina tal coisa — pois contrariaria Hb. 9:27 - “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.

Na versão NASB, IPe. 3:18-20 foi traduzido assim: Porque Cristo morreu pelos pecados, de uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus, tendo sido sentenciado à morte na carne, mas vivificado no espírito; no qual ele foi também e fez proclamação aos espíritos agora na prisão, que outrora foram desobedientes, quando a paciência de Deus esperou nos dias de Noé, durante a construção da arca, pela qual uns poucos, isto é, oito pessoas, se salvaram das águas. Observamos, pela tradução acima, que o verbo que se traduz por pregou em King James Version não equivale ao grego euangelizomai (“pregar ou levar boas-novas”), que certamente significaria que depois de sua crucificação Cristo realmente levou uma mensagem de salvação às almas perdidas no Hades; antes, o verbo é ekëryxen, derivado de kërysso (“proclamar uma mensagem”, da parte de um rei ou potentado). O que o v. 19 diz na verdade é que Cristo fez uma proclamação às almas que estavam aprisionadas no Sheol ou Hades.

Há duas possibilidades para o conteúdo dessa proclamação: 1º) a proclamação feita pelo Cristo crucificado no Hades a todas as almas dos mortos pode ter sido essa: o preço do pecado havia sido pago, e todos os que haviam morrido na fé deveriam aprontar-se para subir ao céu, o que ocorreria logo, no domingo da ressurreição. 2º) a proclamação poderia dizer respeito àquela urgente advertência que Noé havia feito à sua própria geração, no sentido que se refugiassem na arca, antes que o grande dilúvio destruísse toda a raça humana.

Dessas duas opções, a primeira diz respeito a uma ocorrência real (cf. Ef. 4:8); essa proclamação teria sido feita a todos os habitantes do Hades, em geral, ou então só aos redimidos, em particular. Mas a segunda, significa que Cristo, mediante o Espírito Santo solenemente advertiu os contemporâneos de Noé, por meio do próprio Noé (conforme descrição em IIPe. 2:5) como pregador ou arauto da justiça.

Portanto, parece-nos muito evidente que a passagem discutida nos assegura que até mesmo naqueles tempos antigos, nos dias de Noé, quando o Senhor estava em estado de pré-encarnação, o Verbo estava interessado na salvação dos pecadores. Assim é que o ato pelo qual a família de Noé se salvou mediante a arca foi um evento profético, apontando para a provisão graciosa de Deus pela expiação substitutiva numa cruz de madeira — à semelhança do instrumento de livramento, a arca, que salvou Noé do julgamento divino sobre a humanidade culpada. Em ambos os casos apenas os que pela fé se refugiam no meio de salvação proposto por Deus podem livrar-se da destruição.

Esse relacionamento entre tipo/antítipo é equacionado com clareza em IPe. 3:21 - “a qual, figurando [ARA traduz assim antitypon] o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação [epërótëma] de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”. Em outras palavras, o arrependimento do pecado e a confiança só em Cristo, para a salvação com base em sua expiação e ressurreição, são os elementos que suprem o livramento do pecador culpado e tornam possível que esse obtenha “uma boa consciência”, com base na convicção de que todos os seus pecados foram pagos completamente pelo sangue de Jesus.

Diante das conjecturas podemos pressupor que: 1º) Jesus desceu ao Hades e proclamou a sua vitória ou 2º) Podemos concluir também que a proclamação a que se refere o v. 19 ocorreu, não quando Cristo desceu ao Hades, após sua morte no Calvário, mas em Espírito, o qual falou pela boca de Noé, durante aqueles anos em que a arca era construída (v. 20). Portanto, uma coisa é certa, o v. 19 nenhuma esperança oferece de uma “segunda oportunidade” para aqueles que rejeitaram Cristo durante sua vida aqui na Terra.

Fonte: www.cacp.org.br

sábado, 15 de agosto de 2009

A CABANA - Cristianismo ou Espiritismo?



O texto abaixo foi escrito por Anderson Augusto e publicado em http://vocecomdeus.com/2009/07/07/a-cabana-livro-evangelico/

Um dos maiores sucessos da literatura neste ano foi o lançamento do livro A Cabana, escrito por Willian P. Young, que com uma pequena verba e sem muita pretenção alcançou a lista dos mais vendidos do The New York Times, nos Estados Unidos, e já veio para o Brasil como um grande Best Seller, que apesar de ser um livro aparentemente religioso, também conquistou os leitores dos meios seculares.

O Livro conta a história real de um homem que perdeu uma das filhas brutalmente assassinada por um maniáco estuprador e que depois desse momento perde todo o brilho de viver, que perde toda a confiança em Deus, e apesar de acreditar em Deus não consegue ter um relacionamento com o Pai, descrito no livro intimamente como Papai.

Algumas perguntas que são respondidas neste livro são: Sendo eu e minha família fiéis a Deus porque Ele deixou isso acontecer com minha filha? Se Deus é bom, porque minha filha que não tinha culpa de nada morreu? Dentre outas questões profundas de questionamentos humanos.

Eu li o livro, muitas coisas ditas neles são verdadeiras, muito verdadeiras e elucidativas, a quebra de paradoxos que temos de Deus, a quebra de paradigmas, de conceitos pré-formados em nossas mentes, mas há algumas coisas do livro que sobressaem de longe dos ensinamentos cristãos, como o encontro do protagonista com pessoas mortas, de resoluções de pendências não resolvidas com aqueles que morreram, perdão, elementos que levam ao ensinamento espírita de casos não solucionados com os mortos.

O que eu digo então amado leitor, A Cabana vale a pena ser lido? Sim, mas nem tudo que tem no livro pode ser levado como verdade absoluta, leia, há muitos diálogos interessantes entre o protagonista e Deus, que nos da uma amplitude maior do nosso relacionamento com Deus, porém nem tudo pode ser levado como real, os diálogos com Deus, Jesus e o Espírito Santo são muito bons, verdadeiros, mas a parte de encontrar com mortos, pedir perdão, leva-nos mais ao espiritismo e nós sabemos que isso Deus abomina. Então se você for ler o livro em suma e parafraseando “retire os espinhos e coma a carne” ou seja o que é bom leve consigo e o que você sabe que não procede jogue fora.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

FESTA PARA COMEMORAR DIVÓRCIO ESTÁ VIRANDO MODA NO BRASIL



Hoje pela manhã me surpreendi quando assistia um programa na TV Bandeirantes sobre festas de divórcio. Fiquei mais surpreso ao perceber que ando meio desatualizado, uma vez que esta prática já está acontecendo há alguns anos.

Rapidamente apertei a tecla F5 pra atualizar-me. O texto abaixo, de autoria de Maria Fernanda Seixas, publicado pelo "Correio Braziliense" nos dá uma idéia desta nova onda.

Para um bebê que nasce, o batizado. Para alguém que morre, um funeral. Para o casal que se une, o casamento, e para a chegada de um novo ano, o Réveillon. Cerimônias de passagem que encerram ou abrem portas para novas fases na vida das pessoas. Pensando nisso, os americanos tiveram a ideia de criar um novo hábito ritualístico para uma transição cada vez mais comum: o divórcio. Conhecidas como festas de descasamento, despedidas de casados ou celebrações do divórcio, elas já são febre nos Estados Unidos e começam a se tornar populares no Brasil.

Segundo uma das maiores entusiastas do que seria o novo ritual do século 21, a escritora americana Christine Gallagher, autora do livro “The Divorce Party Planner”, ainda sem tradução para o português (algo como “o planejador da festa de divórcio”), a proposta não é festejar o término de um casamento e, sim, permitir que a pessoa demarque um momento de superação e celebre com positividade uma nova fase que virá.

– Pessoas recém-divorciadas, muitas vezes, se sentem desconectadas e tristes. Promover um encontro entre amigos e familiares queridos que a apoiem e reforcem o quanto ainda são queridas as ajudam a dar a volta por cima – diz Gallagher.

E vale tudo para superar o fracasso da tentativa de ser feliz para sempre ao lado de alguém. Segundo Christine, o mais comum é que o ex-casal celebre separadamente e das mais variadas maneiras: com festas, jantares, noitadas ou mesmo com uma boa noite de conversa. Há quem chame a família e os amigos. Há quem convide todos os conhecidos. E há também aqueles que preparam um ritual de catarse: queimam fotos, cartas, enterram as alianças em caixões chamados ring coffins (caixão para alianças), gritam, choram e botam os demônios para fora.

Mas há casos – ainda que raros – em que a dupla festeja junta o fim do casamento.

– É raro, pois há sempre alguém magoado. Mas se eles forem realmente amigos, podem, sim, promover esse ritual juntos – explica a escritora.

Para a psicóloga Regina Navarro Lins, autora do livro “Cama na Varanda”, é válido as pessoas quererem comemorar o fim de uma fase difícil e o começo de uma vida nova.

– Para alguns, o casamento é muito desgastante. Não é raro ver pessoas saindo literalmente aliviadas de um divórcio. Elas conseguem se desvencilhar do ideal do par amoroso e da obrigatoriedade de estar com alguém que já não ama mais.

Regina explica que o fim de um casamento era visto antes como uma tragédia social, mas agora é encarado com normalidade por parte da família e dos amigos.

Festa à brasileira

No Brasil, as despedidas de casado são cada vez mais populares nos grandes centros, e o comércio já investe nesse novo filão de mercado. Em São Paulo, empresas de festa promovem decorações especializadas, como bolos de descasamento com noivos e noivas se estrangulando ou empurrando um ao outro para fora do topo do bolo, balões com os dizeres “solteiro de novo”, lembrancinhas, convites personalizados e até os tradicionais doces bem-casados, agora na versão bem-descasado.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PR. GILBERTO ESTEFANO - UM TRADICIONAL QUE ODEIA A ASSEMBLÉIA DE DEUS



A foto acima faz parte do blog do Dito Cujo.

Já faz algum tempo que guardei o texto abaixo. Esta semana estamos completando 80 anos da Assembléia de Deus em Curitiba/PR e estamos realizando a Conferência Pentecostal na programação das comemorações do centenário de nossa denominação. O pensamento deste Gilberto Estefano demonstra o ódio que alguns movimentos têm não só das Assembléias de Deus mas de todo o movimento pentecostal.

O texto abaixo é de autoria do Gilberto Estefano e está disponível em http://obereano.blogspot.com/2008/09/verdadeira-histria-das-assemblias-de.html

Temos de lembrar que todas as igrejas pentecostais nasceram de uma divisão. No caso da Assembléia de Deus a divisão foi [mais] desonesta [ainda].

Sua origem é uma origem cheia de erros. Tinham mais intenção de "pregar" aos batistas que aos incrédulos. Por onde passavam deixavam um rasto de divisões e mágoas dentro das igrejas de Cristo. Seria isso correto?

A Assembléia de Deus é a mãe e avó de todas as igrejas pentecostais no Brasil (com exceção da Cristã do Brasil). Ela é mãe da Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor, Só o Senhor é Deus, Casa da Benção e aí a fora. Estas igrejas, por sua vez, são mães de outras igrejas como a IURD, Vida Nova, Internacional da Graça entre muitas outras consideradas neopentecostais.

Vejamos abaixo como surgiu a Assembléia de Deus no Brasil. As informações abaixo são tiradas dos livros A História dos Batistas e do Diário de Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores das Assembléias de Deus no Brasil.

Em 19 de Novembro de 1910 desembarcaram no Brasil dois "pastores batistas". Chamavam-se: Gunnar Vingren e Daniel Berg.

Estes dois foram "pastores batistas" nos Estados Unidos, mas devido a apostasia de se unirem ao movimento pentecostal realizado na Rua Azuza 312, em Los Angeles, foram excluídos das igrejas batistas por causarem a divisão dos membros e distúrbios da ordem na igreja.

Ao chegarem no Brasil foram apresentados ao pastor Eurico Nelson, o pastor da Igreja Batista de Belém do Pará. Pediram entrada nessa igreja, entrada esta que foi de princípio negada por não terem carta de transferencia (e nem poderiam ter, pois tinham sido excluídos).

Omitindo que eram membros excluídos, apresentaram-se como verdadeiros pastores batistas, e isso lhes deu o privilégio de morarem no porão da igreja até conseguirem se instalar em outro lugar. Por aquele tempo o pastor Eurico Nelson precisou viajar para o Sudeste do país, pois veio a uma Convenção Batista.

Foi neste tempo que esses dois "pastores" agiram de má fé e causaram um grande problema ao pastor que gentilmente os recebeu.
Sem a presença do pastor, e ajudado por um co-moderador da igreja, José Plácito da Costa, eles conseguiram filiação na igreja, mesmo sem as cartas de transferência.

Começaram então a induzir alguns membros a ficarem após o culto a assistir suas reuniões, às quais, eram feitas sem o conhecimento da igreja e no porão onde estavam instalados. Em seus cultos havia muito barulho e êxtases, e alguns começaram a dizer que tinham recebido dos dois pastores o que eles chamam de "batismo com fogo".
Um irmão da igreja, o evangelista Raimundo Nobre, descobriu o caso, e logo comunicou a igreja.

Foi feita uma reunião para apurar o caso, e nessa reunião os dois pastores e mais onze membros da igreja foram excluídos, isso no ano de 1910. Segundo o historiador da Igreja Batista de Belém, Antônio B. Almeida, Vingren e Berg continuaram a realizar trabalho de proselitismo entre os membros da Igreja, em lugar de evangelizarem os descrentes (é típico deles).

O proselitismo perdurou por toda a sua vida. O próprio Vingren afirma em seu diário que: "Por onde íamos, buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo". Este "novo batismo" constituía de doar aos crentes já convertidos o "dom de línguas".

O que os fundadores da Assembléia de Deus fizeram foi desonesto. Mentiram que eram batistas quando não eram. Diziam estar em comunhão quando na verdade foram excluídos. Esperaram um pastor viajar para poderem agir de uma forma sorrateira. E pior, dividiram um corpo de Cristo.

A Bíblia é clara sobre esse assunto de divisão: "Quem comigo não ajunta se espalha". Dividir a Igreja de Cristo é dividi-lo, e todas as igrejas pentecostais que saíram dos grupos reformados deixaram para trás grandes divisões e mágoas contra pessoas que simplesmente amavam Jesus da mesma maneira que se amou a dois mil anos atrás.

sábado, 8 de agosto de 2009

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO VAZIO



Já se foi o tempo em que a sociedade pautava seus valores e pensamentos acerca da vida buscando a moral, ética e a riqueza de conteúdo para seu crescimento. A sociedade encontra-se em crise. Não é difícil identificarmos o esvaziamento da convicção, o pragmatismo exagerado e a limitação do pensamento. Podemos afirmar que vivemos em uma sociedade fútil e manipulada pelo mundo do entretenimento e do espetáculo vazio.

Parece que estamos proibidos de pensar, de raciocinar. Os meios de comunicação exibem programações cada vez mais inúteis, com conteúdos rasteiros e insignificantes. No Brasil, a TV é a principal fonte de informação, em detrimento ao rádio, ao jornal impresso e aos livros – estes quase que ignorados por grande parte da população.

Em matéria intitulada “Brasileiro assiste mais de 3h de TV por dia” o Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, publicação mensal da Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, edição de novembro de 2005, informa que este é um dos maiores índices do mundo. Alemães são os que menos ficam em frente à televisão. Afirma também que o excesso de tv pode trazer conseqüências como a erotização precoce e a banalização da violência.

Segundo pesquisa da Eurodata TV Worldwide divulgada, recentemente, pela Folha de S. Paulo, as crianças brasileiras são as que mais ficam em frente da telinha. Em média, são três horas e 31 minutos por dia. Os alemães são os que menos ficam em frente da TV, cerca de 30 minutos por dia. Na Alemanha, 90% da população tem televisores em casa.

O excesso de tv na adolescência, por exemplo, pode aumentar o risco de depressão na fase adulta, concluiu um estudo publicado na edição de fevereiro da revista Archives of General Psychiatry. Pesquisadores usaram dados de uma análise com mais de quatro mil jovens que não estavam deprimidos no começo do estudo. Depois de sete anos de acompanhamento, mais de 7% apresentaram sintomas de depressão.

Concluiu-se que, enquanto 6% dos que assistiram a menos de três horas de TV por dia eram depressivos, mais de 17% dos que assistiram por mais de nove horas ao dia tinham sintomas de depressão. Não houve nenhuma associação da doença com jogos de computador, videocassetes ou rádio. "Não sabemos se foi especificamente a exposição à TV que estava associada à depressão, um tipo especial de programação ou outro fator contextual, como assistir sozinho ou com outras pessoas", alerta, cauteloso, Brian Primack, autor do estudo, da Universidade de Pittsburgh. Informações de Nicholas Bakalar [The New York Times, 10/2/09].

A falta de interesse pela leitura, pela reflexão crítica e pela busca de informações nos diversos meios de comunicação é bastante preocupante.

As telenovelas, consideradas orgulho da produção cultural no Brasil, apresentam-se carregadas de conteúdo imoral e cheias de futilidade, fazendo que milhares de pessoas desperdicem seu tempo. O enredo é sempre o mesmo, com repetições de temas e reflexões esporádicas. O que me chama atenção, é o incentivo à “não família”, apresentando-a sempre de forma ultrapassada e desnecessária. O adultério é ingrediente indispensável nas produções. O poder é tão arrebatador, que mesmo aqueles que possuem uma família bem estruturada sempre defendem que a “bela moça” abandone seu esposo para “ser feliz” com outro.

Em recente estudo do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, verificou-se uma ligação entre as populares novelas e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130noveladivorciobrasil_np.shtml)
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Para Nivaldo Ximenes, em artigo intitulado “Telenovelas – resta alguma esperança?”, não é de hoje que organismos internacionais acompanham a história de nosso país e alertam "aos que se preocupam" com este tema, afirmando que nossa política, valores familiares, relacionamentos e costumes são influenciados e modificados pelas telenovelas brasileiras. A quem interessa? Com certeza a homens ímpios descompromissados com os valores da palavra de Deus.

Os programas de auditório literalmente “enrolam”os seus telespectadores, que param diante da tv durante horas para se envolver com um conteúdo pobre, superficial e, em muitos casos, perigoso para nossa saúde espiritual.

É crescente o número de mulheres, vestidas de forma sensual, que se apresentam nestes programas, com o objetivo de manter os índices de audiência elevados sem nenhuma preocupação de apresentar algo útil e relevante. A aparência vale mais que o conteúdo.

Até os programas humorísticos foram embalados pela onda da futilidade e falta de valores. Com conteúdo cada vez mais indecente, tem sido difícil para uma família, poder sentar todos juntos na sala para participarem de um momento de entretenimento. Quase que na totalidade, os programas humorísticos brasileiros apresentam um lixo no sentido cultural e uma mensagem imoral.

A cultura está em crise! As letras das músicas perderam a criatividade poética e a mensagem sadia. Não importa o que diz a letra, se a plástica for boa, vale tudo!

O que dizer então de programas como Big Brother? Expõem de forma clara a superficialidade das pessoas, que confinadas num espaço físico, não conseguem apresentar absolutamente nada de relevante. O conteúdo deste e de outros reality shows são de exibição de corpos, diálogos fúteis e pensamentos medíocres.

A internet, em contrapartida aos seus benefícios, empolga seus usuários, não pelo que tem de útil, mas pela futilidade que apresenta. Bisbilhotar a vida de alguém no site de relacionamento Orkut ou ficar horas conversando com alguém no MSN tem maior validade do que pesquisar um conteúdo sadio.

A futilidade comanda os movimentos. A. W. Tozer, conhecido escritor evangélico, afirmou que o homem tornou-se um parasita, incapaz de viver um só dia sem o sentimento que a sociedade lhe forneça algo. O que vemos são pessoas que não produzem, não refletem, afinal os meios de comunicação é que tem esta obrigação segundo os mesmos.

A mente humana, parece que à semelhança de uma lata de lixo, está com a tampa aberta, sem nenhum tipo de filtro, aceitando tudo o que é despejado. Nem mesmo os cristãos de hoje estão preocupados em buscar sabedoria de Deus para suas vidas.

Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus, diz Provérbios 2.1-5.

Como orienta Paulo, em sua carta aos filipenses, no capítulo 4 e versículo 8, devemos ocupar a nossa mente com virtudes: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Eliel Gaby

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PASTOR OU PRESIDENTE?



Não raras vezes, ouvimos nas discussões eclesiásticas opiniões que nos deixam perplexos. Certo dia, um grupo de obreiros de uma determinada cidade, discutia qual deveria ser o perfil ideal de um pastor. Como bom curioso que sou (até que me provem o contrário, curiosidade não é pecado) fiquei até o final do debate para ver o resultado.

Como “cabos eleitorais eclesiásticos” cada um, à seu modo, defendiam veementemente seu ponto de vista. Um deles disse: Precisamos de um presidente de verdade, (será que existe presidente de mentira? Questionei-me) um homem que tenha coragem de chegar em nossas reuniões e enfrentar o público com firmeza, que não seja “mole”.

Outro, mais exaltado falou: Pra ser presidente tem que saber negociar. Um presidente que não divide cargos não pode ser pastor. Confesso que num determinado momento aquela conversa começou a enojar-me.

A medida que os discursos prosseguiam, outros obreiros agregavam-se à discussão. Quando dei conta, já estávamos reunidos numa roda de número considerável de obreiros.

Alguns questionavam a formação educacional e profissional que deveria ser observada na escolha de um pastor. É claro que a questão de experiência ministerial foi discutida – não por preocupação de vivência espiritual do pastor, mas porque não era admissível que um pastor com pouco tempo de casa assumisse qualquer cargo.

Um outro falou: Presidente bom tem que ter formação em Administração de Empresas, Contabilidade ou Direito.

Comecei a pensar, afinal, o que é um presidente? Por definição, presidente é o que ocupa o maior cargo em uma organização. Até aqui, tudo normal. Por que então minha preocupação?

Percebi que todos estão em busca de um presidente, e não de um pastor. A problemática é simples: os pastores de hoje querem presidentes, enquanto à igreja busca por pastores.

Em nenhum momento da discussão foi abordada a necessidade de se escolher homens que andassem em conformidade com o texto bíblico em 1 Timóteo, capítulo 3 que diz: ... Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento ...

Na instituição do diaconato, nos Atos dos Apóstolos, capítulo 6, versículo 3, havia a seguinte recomendação: Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.

Pastor é diferente de Presidente. Um pastor é alguém que se dedica a cuidar e preservar do seu rebanho. A igreja necessita de pastores, de alguém que os cuide, que os alimente.

Enquanto a “política eclesiástica” expande-se, o rebanho sofre. Igreja não é empresa, não é lugar de lucro, não é secular. Presidente se forma no sistema educacional. Não será muito difícil, dentro de pouco tempo, abrirmos os classificados dos jornais e lermos: Contrata-se profissional com formação em Administração de Empresas, ou Contabilidade ou em Direito, com pós-graduação em liderança de pessoas, de boa aparência e inglês fluente para presidência de igreja evangélica nesta cidade.

Cláudia Lúcia (http://www.abiblia.org/perguntasView.asp?id=355) lembra-nos que no contexto bíblico, entende-se que Deus escolhe o homem para determinados fins.

Ele, através de sua onisciência e onipotência, criou o homem com uma característica inigualável no aspecto da sua individualidade.
Assim, quando imaginamos que para execução de um determinado serviço é necessário a utilização de vários instrumentos, podemos deduzir que para cada tipo de obra, Deus se utiliza dessa individualidade do homem.

Então, pode-se concluir que todos nós nascemos com um TALENTO e através desse talento, descobrimos a nossa VOCAÇÃO. Quando essa vocação é voltada para a obra de Deus, recebemos o DOM de Deus que nos capacita para exercermos o MINISTÉRIO ao qual Deus tem nos chamado.

Mais vale para Deus um PASTOR do que um PRESIDENTE.

Eliel Gaby

domingo, 2 de agosto de 2009

A BÍBLIA CONSIDEROU A TERRA COMO SENDO QUADRADA?



APOCALIPSE 7:1

PROBLEMA: João fala nessa passagem dos "quatro cantos da terra", o que implica que a terra seja um quadrado. Mas a ciência moderna ensina ser ela redonda. Não se trata então de um erro na Bíblia?

SOLUÇAO: A Bíblia não ensina que o mundo seja quadrado. Antes de tudo, essa é uma figura de linguagem que significa "de toda parte do globo terrestre", ou, como Jeremias se expressou, "dos quatro ângulos do céu" (Jr 49:36). É um modo sucinto de se referir às quatro direções, "norte, sul, leste, oeste". Nesse sentido, a expressão é análoga à frase: "os quatro ventos... do céu" (Jr 49:36).

As únicas referências à forma da terra na Bíblia falam dela como sendo redonda. Isaías falou de Deus, "que está assentado sobre a redondeza da terra..." (Is 40:22). E Jó refere-se ao mundo como que suspenso no espaço, dizendo que Deus “estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada (Jó 26:7)”. Certamente nada há de não-científico nessas afirmações.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas,Enigmas e "Contradições"
da Bíblia.
Norman Geisler - Thomas Howe