segunda-feira, 22 de março de 2010

O EXORCISMO ROMANO



O exorcista-chefe do Vaticano, Gabriele Amorth, espantou o mundo na semana passada ao declarar, alto e bom som, que “o demônio está à solta no Vaticano”. A justificativa para tal desabafo, que macula a residência oficial dos católicos com a fumaça do diabo, foram os inúmeros e incômodos casos de pedofilia envolvendo religiosos e o atentado ao papa Bento XVI no Natal do ano passado. Casos recentes não faltam para sustentar a indigesta frase do padre Amorth, que já tem 85 anos e dedicou os últimos 25 à realização de 70 mil rituais de expulsão do diabo do corpo de fiéis atormentados. Na Alemanha, por exemplo, surgiram denúncias de abusos feitos contra meninos dentro do milenar coral Regensburger Domspatzen, administrado até 1994 pelo irmão do papa, Georg Ratzinger. No Chile, um padre espanhol da Congregação de Clérigos de São Viator foi preso com 400 horas de vídeos que continham pornografia infantil, boa parte produzida pelo próprio sacerdote. Já no Brasil, dois monsenhores e um padre da cidade de Arapiraca, Alagoas, foram acusados de abusar sexualmente de seus coroinhas. “Quando se fala de Satanás dentro do Vaticano, é de casos como esses que está se falando”, reitera o exorcista. Para Amorth, o diabo existe, não é uma entidade subjetiva ou simbólica, e precisa ser enfrentado. E o que poderia ser tratado como um arroubo medieval em outras épocas hoje ganha força considerável com um lobby de peso: o do próprio papa Bento XVI, que acredita no demônio e defende a volta dos rituais de exorcismo.

Clique nas figuras abaixo para entender os procedimentos para o exorcismo no catolicismo romano:





Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/58820_A+IGREJA+ENFRENTA+SEUS+DEMONIOS+PARTE+1

Um comentário:

  1. O exorcismo feito por João Paulo II

    Ao exorcizar uma jovem nos domínios do Vaticano, o papa João Paulo II reafirma a existência do demônio e convoca os católicos a enfrentar as possessões.
    Na ofensiva A luta contra Satanás, anjo que desafiou Deus na origem do mundo, durará até o final dos tempos, prega a Igreja Católica.
    O peso dos 80 anos de idade e os sintomas do mal de Parkinson não impediram o papa João Paulo II de enfrentar seu maior inimigo: Satanás, um anjo tão degradado que desafia Deus e tenta desviar a humanidade para o pecado e a
    infelicidade, segundo a tradição católica. Aconteceu na tarde de 6 de setembro. O pontífice recebeu na Santa Sé uma italiana de 19 anos que apresentava sinais de possessão demoníaca. Ela urrava palavras estranhas e
    sentia-se agredida por símbolos cristãos, como a cruz. A batalha de orações durou 30 minutos. João Paulo II abraçou-a e rezou para livrá-la da
    influência maligna. Não chegou a cumprir os longos rituais do exorcismo, que incluem a leitura de textos bíblicos e até um interrogatório ao diabo. Fez o que a Igreja chama de exorcismo menor. Concedeu a bênção, e a garota se acalmou. Horas depois, ela mergulhou em nova crise. Não estava curada.
    A identidade da jovem foi mantida em segredo. Sabe-se que ela vive na região da Úmbria, no norte da Itália, e tem surtos desde os 12 anos. Médicos e psiquiatras tentaram, em vão, curá-la. Antes de recorrer ao papa, a garota
    foi atendida pelo padre Gabriele Amorth, exorcista-chefe de Roma, mas não reagiu aos rituais. Então, levaram-na à Praça São Pedro, para assistir à audiência semanal de João Paulo II. Surpreendentemente, ele decidiu recebê-la. Foi a terceira vez, em 20 anos de pontificado, que o papa assumiu pessoalmente a missão de exorcizar.

    Líbero

    6 de setembro de 2000 A bordo do papa-móvel, João Paulo abençoava a multidão na Praça São Pedro quando uma jovem italiana começou a gritar
    insultos, com voz rouca O bispo Gianni Danzi, secretário-geral da Cidade do Vaticano, tentou acalmá-la com um crucifixo. A jovem passou a afrontá-lo e a dizer frases desconexas Avisado, o papa recebeu-a no Vaticano. Rezou e
    prometeu celebrar missa para “conseguir sua libertação”. O efeito foi temporário. Ela voltou a ficar agitada horas depois.

    Fonte: Revista Época

    ResponderExcluir