sexta-feira, 5 de março de 2010

O TERRITÓRIO ECLESIÁSTICO E OS MOVIMENTOS FACCIOSOS



Esse é o típico assunto que causa náuseas. É importante lembrar que esse assunto é bem antigo. 1 Coríntios 3.4-6 “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?” Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”

Izaias Neubaner, em artigo intitulado “A sublimidade do culto cristão”, publicado em http://izaiasneubaner.multiply.com/journal/item/72/72, faz a seguinte reflexão:

1 Co 11.18; 1.10-13; 3.4-6). “Ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões”. O termo “dissensões” empregado em 1 Co 11.17 e 1.10 descreve a destruição da unidade cristã por meio da carnalidade. Em vez de gratidão a Deus, para promover a comunhão uns para com os outros e “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.3), os crentes reuniam-se para o culto com “espírito faccioso”. Quão desrespeitoso é, ao nome do Senhor, os crentes, ajuntarem-se no culto desunidos, murmurando, queixosos e brigados uns com os outros! (1 Co 1.11; 3.3).

O antropocentrismo (concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem) é um assunto por todos combatidos nos púlpitos, porém praticado fora dele.

Estamos assistindo perplexos a “política santa” nos territórios eclesiásticos. Pastores que se preocupam em organizar-se politicamente juntando para si correligionários e adeptos.

Buscam seguidores para si mesmos. Não buscam seguidores para o reino de Deus. Seus projetos são ambiciosos. Prosperidade pra essa “cambada” é ter um grupo cada vez maior de seguidores pessoais.

A autoridade pastoral não existe mais! O voto tem mais valor que a palavra de um homem de Deus. As relações políticas são mais eficazes que a palavra do Senhor.

Reuniões que deveriam somar para o crescimento do reino de Deus, são arenas de discussões políticas eclesiásticas. Andam separados por princípios políticos. Os de “A” odeiam os de “B”e vice-versa.

Dividem os mesmos púlpitos e comungam na ceia do Senhor, mesmo sob o manto do ódio. Acusam-se, esbravejam, disputam e causam divisões.

Ainda abrem a boca pra falar “línguas estranhas” – e olha que são estranhíssimas mesmo.

Aos pastores políticos, carros, privilégios, ausência de cobranças, frouxidão da lei. Aos “pequenininhos”, linha dura, cobrança exacerbada e exigências absurdas. Viva a política, viva o “território eclesiástico”.

O que dizer de consagrações? Hoje tornou-se uma moeda de troca. Eu te consagro, e você vota pra mim! Fica do meu lado, depois te recompenso.
Pastores que não pregam, que não alimentam as ovelhas, não sabem orar, não prestam pra nada, mas são políticos do reino – não o de Deus é claro.

O meu grito é pelo fim da política eclesiástica, pelo fim do desrespeito à casa de Deus. Precisamos de homens de Deus, não de políticos eclesiásticos que se enfrentam nas arenas do território eclesiástico.

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