sexta-feira, 22 de outubro de 2010

APRENDENDO A SER IGREJA COM OS MINEIROS DO CHILE



Tive o prazer , em meio a tantaos , caos , trajédias , noticias ruins, e por aí
vai...este sensacional resgate dos 33 mineiros na mina San José , no Acapulco.
Não contive as lágrimas ao ver muitos dos resgates e imediatamente comparações
naturais com a igreja me vieram à mente. Tanto que pensei em colocar o nome
neste artigo de “aprendendo a ser igreja com os mineiros do Chile”. Desisti.
Não... não foi em vão a emoção que senti e muitas das lições, pelo menos por
algum tempo aprendidas. As analogias são inevitáveis.

Em primeiro lugar, falemos dos verdadeiros heróis, que não foram os mineiros. Os
grande heróis da história foram os homens da equipe de resgate, principalmente
aqueles que desceram ao fundo da mina para ajudar no resgate dos que ali
estavam.

Quantas comparações vêm à mente: eram homens perdidos nas trevas;alguém
teve que se fazer como eles para que pudesse salvá-los;os méritos são todos da
equipe de resgate, já que eles por suas próprias forças jamais sairiam dali.
Isso é só o começo. As semelhanças continuam com aquilo que a igreja deveria
ser: Pelo que sabemos, todos se uniram de forma a manter a vida de cada um,
revezando-se em turnos, em apoio, em mútuo auxílio. Ah! Como falta isso em
nossos arraiais onde o que mais se vê são homens devorando homens.

Outro fato interessante: as pessoas que aguardavam ansiosas no “acampamento da
esperança”, não saíram de lá enquanto o último não fosse resgatado. TODOS valiam
a pena, TODOS eram importantes. Não havia sequer o desejo de “assim que o meu
querido sair, eu vou-me embora e que se danem os outros”. Que coisa linda! O
desejo de que todos se salvem é maior do que a festa “do meu que se salvou”.

Há ainda uma outra lição, esta para a liderança: o último mineiro a sair, Luis
Urzúa, era justamente o “líder” do grupo. Quanta diferença da liderança de hoje,
que quer ser servida em primeiro lugar, antes das suas ovelhas. Como ouvi de um
pastor de TV , justificando seu salário astronômico e seus luxos: “vocês têm que
entender que a prosperidade do pastor é símbolo da prosperidade da igreja”.
Quanta bobagem numa única frase! Mas Urzúa entendeu o verdadeiro papel do líder:
animar a todos os liderados, servir ao invés de ser servido, e ser o último a
“receber a benção”.

Pois é... tantas belas lições para a igreja... corpo de Cristo, que deve
aprender a viver em comunhão verdadeira, apoio mútuo, desejo de que o outro
também seja abençoado e uma liderança que se volta totalmente para o outro.
Tudo ia bem... até que...

Num dos últimos noticiários sobre o resgate, uma informação veio à tona:
famílias já cobravam caro para dar o testemunho da libertação de seus parentes e
outros já fechavam contratos de exclusividade para contarem suas histórias.
Minha conclusão: nos ensinaram o que havia de melhor....e aprenderam de nós o
que temos de pior: a comercialização das bênçãos e da fé alheia.
Triste realidade essa do ser humano!

Texto de Fábio Dalamaria

2 comentários:

  1. Graça e paz, sempre!

    Passei por aqui para conhecer seu blog.
    Estou procurando bons blogs para compartilhar.

    Já estou te seguindo.

    Ficaria muito feliz se puder me visitar.
    Se quiser me seguir também será um prazer para mim.

    Abraço em Cristo,

    Sandro
    http://oreinoemnos.blogspot.com/
    Te espero lá.

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  2. Olá meu amigo! Muito bom o post, e realmente não poderia ser diferente neh, nosso "povo" sempre quer tirar vantagem de alguma coisa, isso é cultural, pelo menos na América Latina, ou é geral a coisa?? kkkk
    Ah, coloquei o banner da FATADC no meu blog viu. Abraços!

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