sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pr. Pimentel - Horários dos Cultos e Sepultamento

Aos prezados irmãos e amigos que acompanham a despedida ao Pr. José Pimentel de Carvalho, informamos que nesta sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011, teremos três cultos no templo sede de nossa igreja: 10:00h, 15:00h e 19:00h. O sepultamento ocorrerá somente no sábado, dia 26 de fevereiro, às 11:30h no Cemitério Jardim da Saudade, localizado na Rua João Bettega, 999 - Bairro Portão - Curitiba/PR. O culto realizado no sábado terá seu início às 9:00h.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Marcha Ateísta e seu avanço pelo mundo



Movimento ateísta cresce em todo o mundo e conquista adeptos até mesmo em países de forte tradição cristã.

Para justificar suas idéias, aqueles que não acreditam na existência de Deus costumam contar a história da vespa-escavadora e da lagarta-cinzenta. Este inseto tem um centro de inervação em cada um de seus segmentos. Detentora desse segredo anatômico da presa, a vespa perfura a lagarta sucessivas vezes, de uma extremidade a outra, gânglio por gânglio. Seu objetivo não é matá-la, mas paralisá-la, para que suas larvas, ali depositadas, possam se alimentar de carne fresca – e viva. Tão assustadora quanto essa historieta – sempre acompanhada da provocação “como um Deus bom pode ter criado algo tão cruel?” – tem sido o mais novo ataque de ateus e céticos à religião. Eles encontram no mundo de hoje, cheio de injustiça e violência, motivos de sobra para fustigar a fé alheia. Por meio de manifestações públicas, livros, programas de TV e sites na internet, o chamado movimento dos novos céticos, tenta tornar real a famosa frase do filósofo alemão Friederich Nietzsche (1844 – 1900): “Deus está morto! E nós o matamos”.

Longe de ser uma aventura, essa é uma guerra premeditada. Se por um lado aqueles que não crêem se desesperam com a nova efervescência da religiosidade neste começo de século, por outro, sabem que podem ter o apoio de um exército de 750 milhões de pessoas em todo o globo. Nunca houve tantos ateus e com tanta força quanto na atualidade. A estratégia adotada nessa guerra subterrânea é fazer barulho, incomodar e desafiar. “Se este livro funcionar do modo como pretendo, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem”, gaba-se o biólogo evolucionista Richard Dawkins em Deus, um delírio (Companhia das Letras), a mais polêmica e impactante dessas obras, não por causa de seus profundos ou populares argumentos, mas pelos ataques destemperados. Como, por exemplo, aquele que Dawkins usa para justificar o título do livro: “Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama religião”, dispara.

Professor de compreensão pública da Ciência da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Dawkins é o mais popular e carismático ateu hoje. Ganhou fama em 1976, quando lançou O gene egoísta, seu primeiro best-seller, no qual afirma que tudo que a pessoa faz é movido pela lógica dos interesses de seus genes. Aliás, homens e demais animais de reprodução sexuada não passariam de máquinas para garantir a sobrevivência dos melhores genes. Apesar disso, esses seres seriam capazes de criar culturas, comportamentos, hábitos e manias que competem entre si e se multiplicam. Chamou-os de memes. Em Deus, um delírio, porém, Dawkins dá nome a seus memes. Principalmente ao da religião ­–para ele, um agente nocivo aos humanos, tal qual um vírus.

“Lógica equivocada ­– O biólogo garante que está apenas reagindo a dois perigos que ameaçam o mundo moderno. O primeiro é a onda fundamentalista, puxada principalmente pelos atentados terroristas promovidos por radicais islâmicos. O outro seria o esforço de evangélicos, principalmente nos Estados Unidos, para ensinar o criacionismo nas escolas. Este último é especialmente caro para Dawkins, que fez carreira popularizando o evolucionismo de Darwin. Por causa disso, ele não mostra nenhum receio em apelar. No ano passado, o britânico foi convidado para estrelar um documentário em horário nobre sobre religião. Ainda mais provocativo que o título Raiz de todo o mal? foi a publicidade do programa. Abaixo de uma foto mais antiga da silhueta dos prédios de Manhattan, Nova York, ainda com as torres gêmeas do World Trade Center, havia a legenda: “Imagine um mundo sem religião”. “Argumentar assim é a mesma coisa que dizer que o avião é um mau invento porque é utilizado em guerras que matam pessoas”, critica o jornalista Michelson Borges, editor da Casa Publicadora Brasileira e autor de diversos livros sobre ciência e religião. “A religião bíblica pregada por Jesus e fundamentada nas Escrituras Sagradas nada tem a ver com aqueles que a usam para cometer atrocidades”, diz. Dawkins e seus pares costumam ignorar esse tipo de distinção. Pudera: a Inquisição e as Cruzadas da Idade Média são eventos usados exaustivamente para justificar suas posições. Só esquece que Adolf Hitler também usou a idéia darwinista da seleção natural para promover sua “limpeza étnica” na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Daniel Dennett, outra estrela do ateísmo moderno, ataca por outro flanco em seu livro Quebrando o encanto (Editora Globo). “Um dos motivos para a resistência da religião em se submeter a uma investigação científica irrestrita é o medo de ter seu encanto quebrado pelas luzes fortes do microscópio”, provoca. “A lógica dele é totalmente equivocada. Usar uma ferramenta humana e limitada para determinar a existência de Deus e sua ação, que estão em outra esfera, transcendente, é como tentar medir as distâncias cósmicas com uma fita métrica”, devolve Borges.

Ainda que essa opinião seja unânime entre os pesquisadores teístas – aqueles que crêem em Deus –, nem por isso eles se furtam ao debate travado também à luz da razão. Em seu livro Não tenho fé suficiente para ser ateu (Editora Vida), o pastor Norman Geisler e o apologeta Frank Turek garantem que há muito mais evidências científicas para se comprovar a existência de Deus do que para descartá-la. “Essas evidências confirmam que o universo passou a existir por meio de uma explosão surgida do nada. Ou alguém criou essa coisa do nada ou essa coisa simplesmente ‘surgiu’ do nada, o que não faz sentido. Qual dessas visões exige mais fé para ser crível? A ateísta”, frisam.

Ceticismo globalizado – Por mais vibrantes que sejam todos esses debates, nenhum se compara à polêmica entre criação e evolução. E se do lado darwinista seus representantes se consideram os únicos com credenciais científicas para tratar da origem da vida, é cada vez maior, entre os criacionistas e defensores do movimento conhecido como design inteligente, a insatisfação contra a mídia e a academia que, acusam eles, não permite um debate amplo e aberto sobre a questão. “Hoje há numerosos exemplos de teses que antes favoreciam a interpretação evolucionista da natureza e eram aceitas como ‘cientificamente comprovadas’, e agora estão sendo totalmente descartadas”, lembra o engenheiro Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira e professor aposentado da Universidade de São Paulo, a USP. “Já se sabe que os ‘órgãos vestigiais’ possuem funcionalidade. Vários ‘elos perdidos’ com supostos ancestrais já não são aceitos como fósseis de animais intermediários, especialmente entre o ser humano e os símios”, explica.

Marxista e ateu na adolescência, Vieira converteu-se ao Evangelho quando cursava o quarto ano da faculdade. “Fui convidado por uma colega para uma conferência evangelística e aceitei por educação. Mas lá fiquei impressionado com a precisão das profecias bíblicas e pela coerência do cristianismo”, conta. O caminho é muito parecido com aquele percorrido por Enézio Eugênio de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, sediado em Campinas (SP). Ex-ateu de carteirinha, ele acha salutar o ressurgimento do ceticismo – desde que contribua para o debate. “A discussão é boa até para aqueles que desejam fortalecer sua fé em Deus. O problema é que ela tem resvalado para o campo do fundamentalismo e da arrogância. Há uma campanha globalizada pelo ceticismo”, analisa.

A verdade é que, desde a Antigüidade, a humanidade acredita no sobrenatural. O Renascimento, porém, trouxe consigo as primeiras grandes descobertas no campo das ciências e abriu terreno para o crescimento do ceticismo – especialmente por causa da intolerância da Igreja em casos como o de Galileu Galilei, que após demonstrar que a Terra gira em torno do Sol – e não o contrário, como dizia o poder eclesiástico – foi forçado a se retratar. No século 19, as teorias contra a existência de Deus atingiram os segmentos mais intelectualizados da sociedade graças a movimentos como a Revolução Francesa de 1789. Sociólogos como Karl Marx (1818 – 1883) chegaram a condenar a religião como o “ópio do povo”, em alusão à droga do momento, que alienava e destruía vidas.

Impulsionado pela Revolução Industrial e pelo sistema capitalista, o humanismo substitui o racionalismo no século 20. O distanciamento da divindade deixa de ser coisa de acadêmicos e pensadores e invade correntes filosóficas, movimentos políticos e sociais, atingindo as ideologias como o liberalismo, o anarquismo e o socialismo. Torna-se popular. “O ateísmo, como crença ampla, é um fenômeno recente, de menos de 200 anos. No começo do século passado, chegaram a dizer que representaria o fim do misticismo e da religiosidade, o que não aconteceu. Pelo contrário - houve um florescimento da religião. Mas, nas últimas décadas, junto com ele, redobrados ataques e, agora, este ateísmo fundamentalista”, diz o sociólogo Gedeon de Alencar, diretor do Instituto Cristão de Ensino Contemporâeno.

Esfriamento da fé – Agora, o mundo presencia um crescimento do ceticismo como nunca houve. A prosperidade das nações desenvolvidas e o esfriamento da fé em continentes inteiros, como a Europa, o berço do cristianismo, ressuscitam a premissa marxista de que o sofrimento leva à religião, mas a fartura, ao afastamento de Deus. Hoje, o número de descrentes no mundo só fica atrás das três grandes religiões mundiais: o cristianismo, com 2 bilhões de fiéis; o islamismo, com 1,2 bilhão de adeptos; e o hinduísmo, com seus 900 milhões de praticantes. Entre as cinco nações com maior porcentagem de pessoas que se declaram ateus ou agnósticos – aqueles que não sabem se Deus existe ou não e não se interessam por isso –, em apenas uma as crenças foram impostas de maneira compulsória, o Vietnã comunista. Nas outras quatro – todas européias – há liberdade religiosa. No topo desse ranking está a Suécia, onde 85% dos habitantes rejeitam a religião institucional

Outra característica da falta de fé em Deus dos tempos atuais é a beligerância com que tem sido travado o debate. E, nesse campo, ninguém supera Richard Dawkins. “A fé não passa da grande enrolação, a grande desculpa para fugir da necessidade de pensar e avaliar as evidências. Por se tratar de uma crença que não se baseia em evidências, é o vício da religião”, ataca ele. Como seus pares, seu grande argumento é de que religião e ciência são incompatíveis. E chega a dizer que nenhum cientista respeitado e que se preze pode ser crente.

Outrora admirador confesso de Dawkins, o biofísico molecular e também acadêmico de Oxford, Alister McGrath, conta que se sentia extremamente alegre diante dos prognósticos daqueles tempos, de que a religião iria acabar. Também ele era ateu – pelo menos, até conhecer de fato a religião cristã. “Percebi que o cristianismo é muito mais complexo e intelectualmente desafiador do que supunha. O tempo passou e a religiosidade está mais viva do que nunca. Isso fez com que os principais defensores do ateísmo partissem para um ataque desesperado, um tudo ou nada”, diz ele em seu livro O delírio de Dawkins (Editora Mundo Cristão).

Agora teólogo, McGrath considera Deus, um delírio e outras obras dos profetas do ateísmo como Sam Harris, Daniel Dennett e Christopher Hichens, peças tipicamente panfletárias e de conteúdo questionável.“Dawkins oferece o equivalente ateu da pregação do fogo do inferno, substituindo o pensamento cuidadoso, baseado em evidências, pela retórica turbinada, uma especulação que apenas parece ciência e por críticas culturais. É como se ele fosse um evangelista, pregando sem parar em sua igreja e mandando todos erguerem as mãos, mesmo sem concordar”, critica.

Outra questão condenada por McGrath como falácia é a de que os verdadeiros cientistas rejeitam a fé em Deus. Segundo ele, vários dos mais brilhantes cientistas da atualidade são religiosos. E, como exemplo, cita Francis Collins, diretor do Projeto Genoma Humano, responsável pelo primeiro mapeamento da cadeia do DNA do homem. Ateu na juventude, Collins se converteu depois que, mesmo já doutorado, voltou a estudar medicina e conviveu com pacientes em hospitais que, diante das mais diversas dificuldades, mantinham a serenidade e a espiritualidade. Em seu livro A linguagem de Deus (Editora Gente), Collins não apenas conta sua experiência como garante que cerca de 40% dos mais destacados cientistas no mundo são religiosos. “Quando o então presidente americano Bill Clinton anunciou na Casa Branca o mapeamento do DNA humano e agradeceu a Deus por isso, para mim não houve qualquer constrangimento. Aliás, eu até ajudei a escrever seu discurso. Sei que ciência e fé não são contraditórias e que o homem só conseguirá ser completo conciliando as duas. Só a fé pode responder perguntas como por quê o universo existe, qual é o sentido da vida e o que acontece após a morte”, diz ele.

Considerado um dos mais importantes neurocirurgiões do Brasil, Raul Marino Jr vai na mesma. “Loucura é essa campanha promovida por Dawkins”, disse a ECLÉSIA. Mesmo com uma agenda profissional concorrida, na qual ainda constam a USP e o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, instituições em que leciona, Marino sempre arruma tempo para Deus – seja escrevendo um livro sobre os Dez Mandamentos, seja indo aos cultos da Igreja Batista Paulistana, da qual é membro. Autor de A religião do cérebro (Editora Gente), ele explica que novas pesquisas em neurociência descobriram as áreas do cérebro onde a fé tem seu espaço. “São tipos de estruturas, antenas, que estabelecem a ligação com Deus e o sobrenatural, permitindo que o físico viva também o espiritual. Se Deus não existisse, por que a tal evolução produziria uma região da anatomia com essa finalidade?”, questiona.

Ateus práticos – Pesquisa recente do instituto Datafolha mostrou que no Brasil 97% das pessoas crêem em Deus. O que não quer dizer que por aqui a polêmica não exista. Pelo contrário: a guerra já foi deflagrada no país seja nas universidades, onde há verdadeira militância ateísta, como na sociedade em geral. De 1950 para cá, os sem-religião são o grupo que mais cresce no Brasil, passando de pífios 0,5% para 7,8% da população. É bem verdade que a grande maioria destes expressa algum tipo de religiosidade, mas independente das igrejas ou de qualquer outro grupo organizado. São os chamados “ateus práticos”: gente secularizada que pode até dizer que crê, mas não vive a fé.

“É algo duro de aceitar, mas real. As igrejas brasileiras perderam seu conteúdo, trocaram a pregação pelo entretenimento, e o refletir, pelo sentir. Sem falar nos sucessivos escândalos, que têm feito com que um número grande de crentes não apenas abandonem a igreja, mas a própria fé”, lamenta o professor Paulo Romeiro, do Departamento de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Não há dúvidas de que a secularização e a beligerância ateísta são poderosas aliadas. Também por aqui, os grupos de ateus crescem e se multiplicam desde 1998, quando foi fundado o primeiro e mais representativo deles, a Sociedade da Terra Redonda (STR), que mantém um movimentado portal na internet e publica uma revista de discussão de suas idéias. “Hoje, os ateus até podem ser combatidos, mas jamais ignorados”, afirma o engenheiro Daniel Sottomaior, da STR.

Esse “evangelismo às avessas” tem levantado debates e causado preocupação entre as igrejas brasileiras, mas são poucas as que têm se mobilizado diante do assunto. “Encontramos grupos de evangelização para judeus, muçulmanos, prostitutas e os mais diversos segmentos. Mas e os intelectuais?”, preocupa-se o professor Rodrigo Pereira Silva, da Universidade Adventista em Engenheiro Coelho (SP). “A descrença cresce muito por meio da mídia e aqueles que não concordam são taxados como ignorantes, mas as igrejas não despertaram para essa situação”, analisa. Em recente viagem à Alemanha, ele ficou chocado quando descobriu que há professores de teologia em universidades de lá que são ateus. “Quer saber o futuro daqui? Olhe para lá. A história mostra que os movimentos e tendências religiosas nascem na Europa, vão para os Estados Unidos e vêm para o Brasil. Estamos enfrentando uma guerra intelectual para a qual não estamos preparados”, sentencia.

Especialista em arqueologia e um dos poucos palestrantes com visão não-liberal convidado para palestrar no 1º. Fórum sobre o Jesus Histórico, promovido em outubro no Rio de Janeiro, Rodrigo Silva acredita que para mudar esse quadro é preciso vencer os preconceitos. Dos descrentes e também dos crentes. “Primeiro, temos que arrumar a própria cozinha. É necessário repensar as universidades evangélicas, que vêm sofrendo uma progressiva secularização. Disciplinas como apologética, a verdadeira defesa da fé, foram jogadas para escanteio e perderam a importância. Depois, precisamos nos conscientizar de que nossos jovens não estão preparados para o debate e para o ambiente secular universitário. Esse é o ambiente mais atacado pelos sem-religião e ateus”, explica.

De olho nisso, o professor trabalha também para mostrar a coerência e profundidade do cristianismo. Aos domingos pela manhã, apresenta o programa Evidências, na Rede Bandeirantes e na Rede Novo Tempo de televisão. Nele, fala sobre arqueologia e história e como as ciências estão comprovando a veracidade das Escrituras. Junto com alunos escolhidos a dedo que estão preparando seus trabalhos de conclusão de curso, ele está montando estudos bíblicos que servirão de base para publicações impressas e novos programas de rádio e TV. Com linguagem e temas diferenciados, seu objetivo é alcançar os sem-religião e, principalmente, aqueles que não crêem em Deus, discutindo a hipótese – isso mesmo, até as palavras são medidas – da existência de um ser sobrenatural. Até cientistas de renome estão sendo convidados para o projeto.

“O importante é estimular o debate. Às vezes, precisamos provocar o ceticismo e a dúvida para estimular a fé”, comenta Rodrigo, um tanto enigmático. Ou talvez não, pois de certa forma Dawkins está correto ao propor que a pessoa não embase a sua vida em delírios. Todos, inclusive ele mesmo, podem até dizer que não crêem, mas têm fortes crenças. Mas dessa vez, será a posição da Igreja que responderá quem, de fato, está delirando.

Fonte: "Para eles Deus deve morrer"! Marcos Stefano - Jornalista da revista Eclésia.
Revista Eclésia - Edição 120.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

EBD enfrenta desafios



Domingo é dia de escola! Pelo menos, para milhões de crentes que saem de suas casas no chamado dia de descanso a fim de aprender a Palavra de Deus. A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e mais democrática instituição de ensino do mundo. Ela abre suas portas a qualquer pessoa, independentemente de idade, classe social ou nível de instrução. Gratuita, oferece a todos a oportunidade de ampliar seus horizontes de conhecimento e espiritualidade. É ali que muita gente senta-se pela primeira vez em um banco escolar, e é nela que pessoas sem qualquer instrução formal podem tornar-se mestres. Além disso, a EBD está diretamente ligada à história das igrejas evangélicas no Brasil, já que foi implantada ainda em meados do século 19, época em que as primeiras denominações protestantes de missão chegaram ao país. Pode-se dizer que a Igreja Evangélica, por aqui, nasceu de mãos dadas com a Escola Dominical.

Até o início da década de 1980, quando a liturgia das igrejas históricas ainda predominava, a EBD era tão cara ao domingo quanto o próprio culto público, a ponto de se apropriar naturalmente da nomenclatura “dominical”. Em inúmeras congregações, as atividades matinais concentram-se no estudo bíblico, conferindo à Palavra de Deus um papel de centralidade na vida dos crentes. Sempre houve discussões quanto à pedagogia e ao conteúdo, é verdade; mas, a despeito do formato e das metodologias aplicadas, matricular-se em uma das classes era o que se esperava de todo e qualquer membro da congregação, fosse veterano ou novo convertido.

Todavia, por volta de trinta anos atrás, teve início uma espécie de crise. Algumas denominações mais novas, notadamente as de linha neopentecostal, acharam por bem substituir a boa e velha Escola Dominical por outras atividades, ou simplesmente aboli-la. A justificativa, correta em parte, era de que o modelo estava desgastado. Em muitas igrejas, de fato, as manhãs de domingo transformaram-se em enfadonhos encontros, onde temas com pouca conexão com a realidade e a vida dos crentes eram abordados.

Mas a pergunta é: por mais que a EBD precise de renovação e dinamismo, alguém conseguiu inventar coisa melhor? Se depender das igrejas mais tradicionais, a resposta é a mesma – ou seja, um retumbante “não”. Muitas denominações continuam adeptas do modelo tradicional de Escola Dominical e reiteram que seus frutos são benéficos aos cristãos, mesmo em pleno século 21, época de tantas modernidades. “Acredito que ela é a mais importante agência de aprendizado bíblico e de evangelização da Igreja”, afirma Rute Bertoldo Vieira Moraes, pastora, redatora e coordenadora do Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista. “Muitas igrejas surgiram a partir da EBD, especialmente através do trabalho com crianças”, confirma.

Material abundante­ – Não existem estatísticas, nem mesmo denominacionais, para indicar se a frequência à Escola Dominical está mesmo em queda, como se queixam tantos pastores e educadores cristãos. Mas ninguém tem dúvidas de que a instituição esta longe da extinção. E, mesmo não sendo uma unanimidade, ela continua contando com forte apoio entre os evangélicos.

Segundo a teóloga Lilia Dias Marianno, mestre em ciências da religião e assessora do Departamento de Educação da Convenção Batista Brasileira (CBB), as pessoas podem estar desacreditadas da igreja, mas não das Escrituras. “O amor pela Bíblia está aumentando nesses últimos dias”, entusiasma-se. “Mas há muitas igrejas que não estão vivendo a Palavra de Deus e, por isso, também não conseguem suprir a necessidade das pessoas”, opina. Por essa razão, variados ministérios seguem investindo na EBD como principal ferramenta de discipulado. Uma das maneiras encontradas para se fazer isso tem sido através das editoras das próprias denominações, as quais têm colaborado com a publicação de materiais e organização de eventos para formação de professores.

A Assembleia de Deus, maior confissão evangélica do país, constitui o melhor exemplo. A Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), sediada no Rio de Janeiro, não apenas produz vasto material para alunos e professores das mais diferentes classes, como também promove encontros nacionais para educadores. Esses congressos, de grande porte, atraem professores e dirigentes de ensino bíblico de diversas denominações, interessados no know-how de uma igreja que já caminha para 100 anos de fidelidade às Escrituras.

Outras instituições eclesiásticas fazem o mesmo, elaborando e publicando o próprio material educativo. As igrejas batistas contam com a Junta de Educação Religiosa e Publicações (Juerp); já a Editora Cultura Cristã é responsável pelas lições dos presbiterianos; e as igrejas metodistas também dispõem de material próprio de EBD. Em todos os casos, os currículos são elaborados de acordo com a ortodoxia da doutrina cristã e as particularidades teológicas de cada grupo.

“Preparamos uma matriz que apresenta a divisão dos temas, sua distribuição e seu detalhamento ao longo dos anos”, explica Cláudio Antônio Batista Marra, teólogo, jornalista e editor da Editora Cultura Cristã, de São Paulo. A casa edita e distribui material eclesiástico, respeitando cada fase do desenvolvimento etário e espiritual de seus fiéis, de modo que os alunos possam aprender e aplicar os ensinamentos na vida prática. “As idades são agrupadas em faixas para viabilizar a criação do material, sua comercialização e uso”, diz o editor. Hoje em dia, a diversidade de bons materiais é tanta que, mesmo entre as igrejas históricas, congregações locais muitas vezes optam por trocar o material da casa publicadora denominacional por lições de outras editoras, por entender que é mais adequado àquele momento – isso, quando não o produzem internamente.

Quem oferece essas lições sem traços teológicos ou eclesiológicos específicos de uma denominação precisa manter duas preocupações: com o preço final – as publicadoras independentes não contam com subsídios de igrejas, e por isso precisam produzir lucro para continuar funcionando – e com a qualidade do conteúdo. “Isso exige uma postura de vida tanto corporativa quanto individual orientada pelo paradigma da grande missão da Igreja”, afirma André de Souza Lima, editor assistente da Editora Cristã Evangélica. “Ou seja, existimos para ensinar os discípulos de Cristo a guardar todas as coisas.”

“Alimento nutritivo” – “Se a Escola Dominical fosse mais promovida, teríamos uma Igreja quatro vezes maior”, pontifica o pastor e professor Antônio Gilberto, da Assembleia de Deus, um dos mais respeitados educadores cristãos do país. Formado em psicologia, teologia, pedagogia e letras, Gilberto tem 56 anos de experiência na área e é autor de sete livros, entre eles o Manual de Escola Dominical (CPAD), considerada obra de referência. No entender de Gilberto, muitas igrejas têm sofrido com problemas devido à pouca importância que dão ao estudo da Palavra. Defensor intransigente da EBD clássica – aquela que se realiza ao menos uma vez por semana, envolvendo toda a igreja, com métodos de ensino e conteúdo –, o veterano mestre anda preocupado com o que vê no cenário evangélico brasileiro. “As igrejas precisam se conscientizar de que a educação bíblica é um investimento que merece lugar entre as prioridades da igreja”, sentencia.

Algumas denominações de surgimento mais recente, no entanto, parecem dispostas a quebrar o modelo clássico e oferecer a seus fiéis algo que entendem mais contextualizado como prática educacional e de discipulado. É o caso da Igreja Renascer em Cristo, com a sua Escola de Profetas, mais voltada para a formação de liderança. Já a Igreja Bola de Neve – denominação criada por surfistas evangélicos e que tem membresia predominantemente jovem –, por sua vez, mantém um ministério voltado para o estudo da Bíblia chamado Mergulhando na Palavra, de natureza mais informal.

De maneira geral, são duas as principais críticas às iniciativas que diferem da EBD convencional: a primeira diz respeito à confiabilidade do conteúdo ministrado; e a outra se concentra na falta de uma estrutura que contemple as necessidades específicas de cada grupo dentro da igreja. O modelo em células, por exemplo, é rejeitado por muitos especialistas religiosos no que se refere ao discipulado. Para Lilia Dias Marianno, esse modelo muitas vezes se limita a reproduzir aquilo que é dito pelo pastor nos cultos durante as reuniões na semana. “O modelo de células não produz conhecimento bíblico. Nele não há estudos consistentes das Escrituras”, critica.

Há ainda as denominações que nem mesmo possuem algo que substitua a EBD, limitando a transmissão do conhecimento bíblico às pregações nos cultos. É o caso, por exemplo, das igrejas de linha neopentecostal, comoUniversal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus e a Internacional da Graça. Procuradas pela reportagem de CRISTIANISMO HOJE para dar informações a respeito do assunto, seus representantes não haviam se pronunciado até o fechamento desta edição. Como investem fortemente em mídia, principalmente em rádio e televisão, igrejas dessa linha atraem milhares de pessoas a seus templos, promovendo cultos todos os dias da semana. Mas muita gente discorda que tais ajuntamentos constituam uma forma de discipulado. “O culto é celebração, não ensinamento. O espaço de ensino bíblico é outro momento. Na Escola Bíblica Dominical, são formados discípulos; é o momento de o povo leigo sentar, estudar e buscar conhecimento”, opina Lilia.

A questão não se resume à consistência do alimento espiritual; ela passa também pela maneira como esse conteúdo é apresentado. A concorrência pela atenção do membro da igreja é forte. “Hoje em dia, as igrejas sofrem com a falta de interesse dos membros pelo estudo da Bíblia, pois existem outros atrativos mais interessantes, como louvor, festas e confraternização, sem falar na ênfase nos milagres e na solução rápida de problemas, elementos com alto apelo sensorial”, afirma Silas Davi Santos, professor de EBD dos jovens da Igreja Metodista em Itaberaba (SP). No seu entender, o verdadeiro estudo da Palavra segue na contramão disso, pois exige tempo, disciplina e dedicação. “A Escola Dominical pode e deve ajudar o cristão e aluno a manter o foco na Palavra, fomentando os ensinamentos de Jesus para que não se desvie por caminhos errados.”

Escola para a vida

A Escola Bíblica Dominical tem certidão de nascimento. Ela surgiu em 1780, na cidade inglesa de Gloucester. O jornalista evangélico Robert Raikes percebeu que muitas crianças da cidade estavam envolvidas com furtos, vícios e outros delitos. Resolvido a tentar mudar aquele quadro de perigo social, saiu pelas ruas e convidou os pequenos que encontrou a participar de uma reunião aos domingos, na qual seriam oferecidas aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática e religião. As crianças ficaram muito empolgadas e a participação foi crescendo. Em pouco tempo, os alunos não aprenderam lições apenas sobre a Bíblia, mas também acerca de moral e ética com princípios cristãos. O próprio Robert Raikes jamais poderia imaginar que aquela pequena semente se tornaria um ministério importante e estratégico para a Igreja de Cristo, oferecendo a cada crente a oportunidade de – como recomenda a própria Bíblia – conhecer e prosseguir em conhecer as Sagradas Escrituras.

Nos Estados Unidos, um dos maiores entusiastas do ensino bíblico era o editor e evangelista Dwight L.Moody. A escola dominical que montou em Chicago foi a maior de sua época, com frequência média de 650 pessoas e sessenta professores. Assim como Raikes, Moody deu especial atenção à formação cristã das crianças. Sua EBD infantil atendia a quase mil meninos e meninas, além de suas famílias. Como sinal do prestígio de seu trabalho, até o presidente americano Abraham Lincoln visitou suas instalações e falou aos alunos. O trabalho do evangelista deu origem a respeitados estabelecimentos de ensino de orientação cristã, como o Instituto Bíblico Moody e Escola Monte Hermon.

Já no Brasil, a Escola Dominical surgiu em meados do século 19. O casal de missionários escoceses Robert e Sarah Kalley instalou-se em Petrópolis, na Região Serrana fluminense, buscando ali um clima mais parecido com o deixado para trás na Europa. Erudito e bem articulado, o médico Kalley logo tornou-se interlocutor do imperador D.Pedro II. Graças às suas boas relações com o monarca, o missionário conseguiu que, pouco a pouco, as restrições à fé protestante no Império fossem abrandadas. Uma delas impedia que os grupos evangélicos se reunissem em construções com aspecto de templo, a fim de que não fossem confundidos com as igrejas católicas. Outra discriminação – a que proibia o sepultamento de protestantes em cemitérios gerais – também foi abolida. No dia 19 de agosto de 1855, a casa dos Kalley abriu-se para cinco crianças da região. Naquele dia, Sarah, que já dominava o português, deu uma aula baseada na história do profeta Jonas – aquele que fugiu de Deus e foi engolido por um peixe –, enfatizando a necessidade da obediência ao Senhor. Nascia ali a EBD em território nacional.

“Nem os pastores põem mais fé na EBD”

Entrevista exclusiva com o professor Angelo Gagliardi Jr.

O teólogo e médico Angelo Gagliardi Júnior, 53 anos, escreveu o livro Você acredita em Escola Dominical? no fim dos anos 1990, no qual debatia a crise desse modelo de ensino. Em entrevista a CRISTIANISMO HOJE, ele mostra que o tema continua atual.

CRISTIANISMO HOJE – Na década passada, quando o senhor escreveu o livro, o panorama da Escola Bíblica Dominical era diferente do de hoje?

ANGELO GAGLIARDI JR – Basicamente, os problemas são os mesmos, com o agravante de que o Evangelho é apresentado hoje numa visão mais utilitária, superficial, hedonista, sem ênfase no necessário conhecimento da Palavra e em atitudes como o arrependimento, a mudança de vida e o compromisso com o Senhor. Creio que o fato de hoje haver bem mais igrejas questionando-se e pensando em buscar alternativas seja um avanço. Isso era impensável, por exemplo, há trinta anos, quando matava-se o povo de fome com absoluta frieza em nome da tradição denominacional. O que regrediu foi o fato de ser cada vez maior o desapego ao ensino e ao manuseio da Bíblia como material central de estudo da escola. É, contudo, a Bíblia, a Palavra de Deus, o alimento, a espada, o mel, a lâmpada. Ela é insubstituível como instrumento de revelação de Deus.

Muitas igrejas promoveram mudanças na estrutura clássica da escola bíblica. Qual a sua opinião sobre isso?

É uma questão de visão, de importância, de prioridades, de filosofia. Sem que essas coisas mudem primeiro, nada dará resultado. É como colocar vinho novo em odres velhos. O problema é que ninguém mais põe fé na EBD, nem os pastores.

O que levou a isso?

Um somatório de fatores. Experiências fracassadas, estruturas arcaicas e carência de recursos didáticos e pedagógicos colaboraram para isso. Some-se a isso os modismos, a frieza espiritual de nossos dias – fato profetizado biblicamente –, a escassez de líderes e os inúmeros compromissos que hoje envolvem a liderança e o povo evangélico, e você terá um quadro pronto para o esvaziamento da EBD.

Muitas igrejas se recusam a adotar o formato convencional de EBD. Seria uma boa justificativa?

Nunca enfatizei o formato nem o apego a uma exclusiva metodologia, sequer a um único material didático acessório ou complementar. A escola está posta como ministério na Igreja para promover o conhecimento de Deus revelado em Cristo Jesus. Ela deve prover instrução, formação e a maturação do povo de Deus através do ensino, da meditação, do compartilhamento das Sagradas Escrituras.

A pergunta inevitável: como é possível resgatar o valor e a utilidade da Escola Dominical?

Só com a participação verdadeira e comprometida dos líderes e pastores das comunidades. O púlpito exalta o pregador. As sociedades internas e as células são, administrativamente falando, mais fáceis de serem gerenciadas e aliviam grande parte do descomunal peso transferido para as costas do pastor. Mas quem proverá o ensino da Palavra de forma cuidadosa, metódica, ordenada e progressiva?

Fonte: Matéria de Tatiana Piva - Cristianismo Hoje - Dezembro/2010

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Por que Deus não cura amputados?



Resposta: Algumas pessoas usam esta pergunta na tentative de “desaprovar’ a existência de Deus. De fato, existe um website popular e anti-cristão dedicado ao argumento “por que Deus não cura amputados?”: http://www.whywontgodhealamputees.com. Se Deus é todo-poderosos e se Jesus prometeu fazer todas as coisas que pedimos, então por que Deus nunca cura amputados quando nós oramos por eles? Por que Deus cura vítimas de câncer e diabetes, por exemplo, mas ainda assim ele não faz com que o membro amputado seja regenerado? O fato que um amputado permanece amputado é “prova” para alguns de que Deus não existe, que a oração é inútil e que as tão-chamadas curas são coincidência e que a religião é um mito.

O argumento acima, geralmente, é apresentado de uma maneira pensativa, bem fundamentada com uma pitada liberal das Escrituras, para fazê-lo parecer mais legítimo. No entanto, é um argumento baseado em uma visão errada de Deus e uma deturpação das Escrituras. A linha de raciocínio empregada no argumento “por que Deus não cura amputados” supõe, pelo menos, sete premissas falsas:

Premissa 1: Deus nunca curou um amputado. Quem disse que na história do mundo, Deus nunca causou a regeneração de um membro? Dizer “eu não tenho evidência empírica de que membros possam ser regenerados; portanto, nenhum amputado jamais foi curado na história do mundo” é o mesmo que dizer “eu não tenho nenhuma evidência de que os coelhos vivem em meu quintal; portanto, nenhum coelho jamais viveu sobre neste quintal na história do mundo”. É uma conclusão que simplesmente não pode ser formada. Além disso, temos registros históricos de que Jesus curou leprosos, alguns de quem podemos presumir que tiveram perdidos dedos ou características faciais. Em cada caso, os leprosos eram completamente restaurados (Mc 1. 40 – 42; Lc 17. 12 – 14). Além disso, há o caso do homem com a mão atrofiada (Mat 12.9 – 13); e a restauração da orelha decepada de Malco (Lc 22. 50, 51); para não mencionar o fato de que Jesus ressuscitou os mortos (Mt 11.5; Jo 11), o que seria inegavelmente mais difícil que curar um amputado.

Premissa 2: a bondade e o amor de Deus requerem Dele a cura de todos. Doenças, sofrimento e dores são resultados de nosso viver em um mundo amaldiçoado – amaldiçoado por causa de nossos pecados (Gen 3. 16 – 19; Rom 8. 20 – 22). A bondade e o amor de Deus o levou a nos dar um Salvador para nos redimir da maldição (1 Jo 4. 9, 10), mas nossa redenção final não será realizada até que Deus tenha dado um ponto final no pecado no mundo. Até aquele tempo, nós estaremos sujeitos à morte física.

Se o amor de Deus requer que Ele cure todas as doenças e enfermidades, então ninguém morreria – porque o “amor” manteria todos em perfeita saúde. A definição bíblica de amor é “um sacrifício que busca o que é melhor para o ser amado”. O que é melhor para nós não é sempre a integridade de nossa saúde física. O Apóstolo Paulo orou para ter o seu “espinho da carne” removido, mas Deus disse-lhe “não” por que Ele queria que Paulo entendesse que não precisaria ser plenamente saudável para experimentar a graça sustentadora de Deus. Através desta experiência, Paulo cresceu em humildade e no entendimento da misericórdia e poder de Deus (2 Co 12.7 – 10)

O testemunho de Joni Eareckson Tada fornece um exemplo moderno do que Deus pode fazer por meio da tragédia física. Quando adolescente, Joni sofreu uma acidente de mergulho que a deixou tetraplégica. Em seu livro Joni, ela relata como, muitas vezes, ela foi visitada por “curadores da fé” e oravam desesperadamente pela saúde que nunca chegava. Finalmente, ela aceitou sua condição como vontade de Deus, e ela escreveu: “quanto mais eu penso nisso, mais eu estou convencida de que Deus não quer todo mundo saudável. Ele usa nossos problemas para Sua glória e nosso bem”(p. 190)

Premissa 3: Deus ainda realize milagres hoje, assim como ele fez no passado. Nos milhares de anos de história coberta pela Bíblia, nós encontramos quatro períodos curtos nos quais os milagres foram amplamente executados (o período do Êxodo; o período dos Profetas Elias e Eliseu; o Ministério de Jesus; e o período dos Apóstolos). Ainda que os milagres ocorressem através da Bíblia, foi apenas durante estes quatro períodos que os milagres eram “comuns”

O período dos Apóstolos terminou com o escrito do Apocalipse e a morte de João. Isto significa que agora, uma vez mais, os milagres são raros. Qualquer ministério que reivindique ser conduzido por uma nova geração de apóstolos ou reivindique possuir a capacidade de curar, está enganando as pessoas. Os “Curandeiros” apostam na emoção e usam o poder da sugestão para produzir “curas” inverificáveis. Isto não quer dizer que Deus não cure pessoas hoje – cremos que Ele o faça – mas não em números ou modos que algumas pessoas declaram.

Voltemo-nos, novamente, para a história de Joni Eareckson Tada, que naquele tempo procurou ajuda dos “pais da fé”. Sobre o tema dos milagres nos dias de hoje, ela disse: “o relacionamento do homem com Deus em nossos dias e cultura é baseada em Sua Palavra em vez de ‘sinais e maravilhas’”(op. cit. 190). Sua graça é suficiente e sua Palavra é certa.

Premissa 4: Deus é obrigado a dizer ‘sim’ para qualquer oração oferecida da fé. Jesus disse: “Eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”(João 14. 12 – 14). Alguns tentaram interpretar esta passagem como uma carata branca da parte de Jesus prometendo a Sua anuência com tudo o que pedimos. Mas isto é má interpretação da intenção de Jesus. Observe, em primeiro lugar, que Jesus está falando para seus Apóstolos e a promessa é para eles. Depois da ascensão de Jesus, aos Apóstolos foi dado poder para realizar milagres como pregar o evangelho (At 5. 12). Em segundo lugar, Jesus usa a frase “em meu nome” duas vezes. Isto indica a base para a oração dos Apóstolos, mas também implica que tudo o que oravam deveria estar em concordância com a vontade de Jesus. Uma oração egoísta, por exemplo, ou uma oração motivada por ganância, não pode ser dita que foi orada em nome de Jesus.

Nós oramos em fé, mas fé significa que nós confiamos em Deus. Nós confiamos Nele para fazer o que é melhor e Ele sabe o que é melhor. Quando consideramos todo o ensinamento da Bíblia sobre oração (não apenas a promessa dada aos Apóstolos), aprendemos que Deus pode exercitar Seu poder em resposta a nossa oração, ou Ele pode surpreender com um curso de ação diferente. Em Sua sabedoria, Ele sempre faz o que é melhor (Rom 8.28).

Premissa 5: a cura futura de Deus (na ressurreição) não pode compensar o sofrimento terreno. A verdade é que “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”(Rom 8. 18). Quando um crente perde um membro, ele tem a promessa de Deus de uma plenitude futura e a “fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.”(Heb 11.4)(sic). Jesus disse: “melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno(Mat 18.8). Suas palavras confirmam a relativa falta de importância de nossa condição física neste mundo, quando comparada com nosso estado eterno. Entrar aleijado na vida eterna (e então ser completamente curado) é infinitamente melhor do que entrar inteiro no inferno (para sofrer a eternidade)

Premissa 6: O Plano de Deus está sujeito à aprovação do homem. Uma das alegações do argumento “por que Deus não cura amputados” é que Deus simplesmente não “honra” os amputados. No entanto, a Escritura deixa claro que Deus é perfeitamente justo (Sal 11.7; 2 Tes 1. 5, 6) e em Sua soberania não presta contas a ninguém (Rom 9. 20, 21). Um crente tem fé na bondade de Deus mesmo quando as circunstâncias tornam difícil e a razão parece hesitar.

Premissa 7: Deus não existe. Esta é a pressuposição subjacente a que todo o argumento “por que Deus não cura amputados” é fundamentada. Aqueles que defendem o “por que Deus não cura amputados” começam com a pressuposição de que Deus não existe e, então, avançam para reforçar suas ideias da melhor maneira possível. Para eles, “religião é um mito” é uma conclusão apressada, apresentada como uma dedução lógica, mas que é, na realidade, fundamental para o argumento.

Em certo sentido, a questão do por que Deus não cura amputado é uma questão do tipo “pegadinha”, comparável a “Deus pode fazer uma pedra tão grande que ele não possa levantar?” e não se destina a buscar a verdade, mas desacreditar a fé. Em outro sentido, pode ser uma pergunta válida com uma resposta bíblica. Essa resposta, em suma, deveria ser alguma coisa do tipo: “Deus pode curar amputados e curará todos deles que confiam em Cristo Jesus como salvador. A cura virá, não como resultado de nossas exigências agora, mas no tempo próprio de Deus, possivelmente nesta vida, mas definitivamente no paraíso. Até aquele tempo, nós caminharemos por fé, confiando no Deus que nos redimiu em Cristo e nos prometeu a ressurreição do corpo”.

Um testemunho pessoal:

Nosso primeiro filho nasceu faltando ossos nas pernas e nos pés. Seus pés tinham apenas dois dedos. Dois dias depois de seu primeiro aniversário, ele teve os pés amputados. Estamos pensando em adotar uma criança chinesa que teve problemas semelhantes e precisou de cirurgia. Sinto que Deus escolheu-me para ser uma mãe muito especial para estas crianças especiais, e eu não tinha ideia até ver o tópico sobre por que Deus não curar amputados, que as pessoas usaram isso como uma razão para duvidar da existência de Deus. Como mãe de uma criança que não tem os pés e uma mãe em potencial de outra criança que também em estado semelhante, eu nunca vi por aquela perspectiva. Pelo contrário, tenho viso Deus me chamando para ser uma mãe especial para ensinar outros sobre as bênçãos de Deus. Ele também tem me chamado para dar a estas crianças a oportunidade de serem inseridas em uma família cristã que vai ensiná-las as amar ao Senhor de um modo especial e entender que podemos suportar todas as coisas por meio de Cristo Jesus. Alguns podem achar que isto seja um obstáculo; nós achamos que seja uma experiência de aprendizado e desafio; nós agradecemos a Deus por Ele nos dar a algumas pessoas o conhecimento para realizar o necessário e fazer próteses que permitam o meu filho e, esperançosamente o próximo filho, a serem capazes de andar, correr, pular e viver para glorificar a Deus em todas as coisas. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”(Rom 8.28)

Fonte: http://profgaspardesouza.blogspot.com/2010/07/por-que-deus-nao-cura-amputados.html

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O propósito de Deus na permissão da dificuldade



Joni Eareckson Tada diz que o cristão precisa entender o propósito de Deus nas dificuldades.

Joni Eareckson Tada ficou mundialmente conhecida nos anos 1970 como ativista em luta permanente pelos direitos e pela qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiência física. À frente do ministério Joni e Amigos, surgido após drama pessoal – na adolescência, um mergulho imprudente em águas rasas deixou-a tetraplégica –, ela percorre o mundo em sua cadeira de rodas, oferecendo esperança e muito mais a gente que, como ela, tem de atravessar a vida sofrendo com sérias limitações. Até hoje, sua instituição já distribuiu mais de 50 mil cadeiras de rodas, além de aparelhos ortopédicos, próteses e todo tipo de auxílio a deficientes físicos, sobretudo nos países mais pobres. Além, é claro, da palavra de esperança e salvação do Evangelho, mensagem de que Joni nunca abriu mão de anunciar.

Autora do livro testemunhal Joni, uma histeria inesquecível, sucesso em todo o mundo, ela tem sido vista como exemplo de superação e fé. Só que agora um novo drama se abateu sobre a vida dessa frágil mulher de 60 anos: o diagnóstico recente de um câncer de mama. A doença veio se somar a uma dor crônica que a vem atormentando há uns dez anos. Parecendo otimista e confiante após uma cirurgia oncológica, ela rejeita comparações com Jó, ícone do sofrimento na Bíblia, mas admite que, por vezes, não sabe o que pensar acerca de um Deus que, conforme a crença evangélica, tem poder para curar todas as enfermidades do corpo e da alma. “Qualquer cristão luta para entender o propósito de Deus na dificuldade”, diz. “Lembro sempre da passagem de I Pedro 2.21: ‘Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.’”

Joni falou com CRISTIANISMO HOJE sobre seu livro mais recente, A place of healing: Wrestling with the mysteries of suffering, pain and God´s sovereignty (ainda inédito em português, a tradução literal do título é “Um lugar de cura: Lutando com os mistérios do sofrimento, da dor e da soberania de Deus”), da editora David C. Cook. Longe de ser um memorial de lamúrias, a obra descreve sua teologia do sofrimento.



CRISTIANISMO HOJE – O quanto sua perspectiva sobre sofrimento e cura mudou desde o diagnóstico do câncer?

JONI TADA – Felizmente, não mudou de forma alguma. Diante de situações assim, você examina a Escritura novamente e segue todas as passagens referentes à cura. Fiz isso com a minha quadriplegia, há mais de 40 anos, e de novo dez anos atrás, quando passei a experimentar uma dor crônica. Há um mês, ao receber o diagnóstico de câncer de mama, olhei para esses mesmos textos da Escritura, e as palavras de Deus não mudam. Embora a impressão seja a de que muita coisa tenha sido acumulada, continuo pensando em I Pedro 2.21: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.” Esses passos, na maioria das vezes, conduzem os cristãos não a intervenções miraculosas ou divinas, e sim, diretamente à comunhão do sofrimento. É um bom princípio básico para qualquer cristão que luta para entender o propósito de Deus na dificuldade.

E a relação com Deus, como fica?

De certo modo, tenho sido atraída para mais perto do Salvador. Há coisas sobre o seu caráter que eu não via. Isso me diz que ainda estou mudando, crescendo, sendo transformada, e me tornando mais como ele. Jesus disse que quem tivesse fé nele, faria coisas ainda maiores do que as que ele fez. Somos inclinados a pensar que Jesus estava falando sobre milagres – mas, não necessariamente. Ele estava oferecendo o Evangelho; estava fazendo avançar o seu Reino; estava reivindicando a terra como sua, por direito. Então, quando fez essa promessa, o Salvador deu a todo crente a capacidade de também fazer isso. É isso o que tenho visto no último mês. É incrível a quantidade de pessoas sedentas por Cristo que tenho encontrado, desde médicos a enfermeiros, e todo o pessoal técnico dos centros médicos onde sou tratada. Eu sei que isso era verdade antes, mas parece haver algo especial acompanhando esse diagnóstico. A todos, tenho falado de confiança no amor de Deus por nós.

Impossível deixar de fazer a pergunta clássica. Na sua opinião, como um Deus bom permite que as pessoas, mesmo as que creem nele de todo coração, sofram tanto?

Quem faz essa pergunta – e eu mesma luto com ela – não está aceitando o fato de que este mundo está comprometido. Vivemos em um mundo caído. Quando não experimentamos o sofrimento, isso é uma exceção. O princípio básico é o de que experimentaremos muito sofrimento, porque vivemos em um mundo que geme sob o peso de uma pesada maldição. Se ser bom, para Deus, significa dar cabo do pecado, então ele teria de dar cabo dos pecadores. Mas o Senhor é um Deus de grande generosidade e enorme misericórdia, de modo que permite o curso do sofrimento. Ele não o detém até que haja mais tempo para amealhar mais pessoas para o aprisco da comunhão de Cristo.

Existem sofrimentos que vêm por causas naturais e outros que são provocados pela ação humana, ou seja, entre as diferentes causas da dor, em muitas delas a vítima nada podia fazer para evitá-las. Que tipo de sofrimento é mais fácil de aceitar?

Sofrimento é dificuldade e pesar. É tudo um pacote só. Sim, Deus poderia evitar o sofrimento. Pode, por exemplo, impedir que um assaltante atire contra a vítima ou evitar o surgimento de um tumor. Se ele escolhe permitir que essas coisas ocorram, isso não quer dizer que seja menos cuidadoso ou compassivo. Sua vontade, seu propósito e seu plano soberano podem ser um pouco mais obscuros e enigmáticos deste lado da eternidade. Quer a dificuldade seja resultado de negligência de quem a enfrenta ou fruto da ação direta de uma outra pessoa, ou, ainda, de uma catástrofe natural, é preciso lembrar que todas essas coisas estão ao alcance da soberania divina. Um olhar mais atento sobre o Novo Testamento mostra que a soberania de Deus se estende sobre todas as coisas – e ele permite todos os tipos de coisas, mesmo aquelas que não aprova. Ele não aprova, por exemplo, minha lesão medular ou o meu câncer, mas em sua soberania ele os permitiu. Não me importo se o termo usado for “deixar”, “permitir” ou “ordenar”. É tudo a mesma coisa. No final das contas, tudo se resume ao fato de que Deus está no controle. Não penso que haja uma diferença prática.

Fonte: Sarah Pulliam Bailey (http://cristianismohoje.com.br/interna.php?subcanal=36)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Católicos não podem se confessar pelo iPhone, diz Vaticano



Segundo porta-voz, a tecnologia não substitui a presença física quando se admite os pecados a um padre.

Os católicos não podem fazer suas confissões através do iPhone e a tecnologia não substitui a presença física quando se admite os pecados a um padre, disse um porta-voz do Vaticano nesta quarta-feira.

O comunicado do padre Frederico Lombardi foi divulgado depois do lançamento nos Estados Unidos de um aplicativo para o iPhone criado para ajudar os católicos na confissão exigida pela Igreja Católica.

"Não se pode de forma alguma se confessar pelo iPhone", disse Lombardi nesta quarta-feira, acrescentando que a confissão requer a presença do penitente e do padre.

"Isso não pode ser substituído por qualquer aplicação de TI", afirmou.

O aplicativo "Roman Catholic" acompanha os católicos pelo processo de sacramento e contém o que a empresa responsável pelo programa considera ser "uma avaliação personalizada da consciência para cada usuário".

Segundo os inventores, o programa não foi criado para substituir as confissões presenciais, mas ajuda os católicos no processo, que geralmente envolve admitir pecados aos padres em uma cabine de confissão.

Reportagens afirmando que o aplicativo tinha recebido aprovação da Igreja Católica nos EUA indicaram que agora seria possível se confessar através do iPhone.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo - 09/02/2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A onda das drogas digitais



O que são drogas digitais?

São músicas ou efeitos sonoros em formato MP3 veiculados na internet e que são, supostamente, capazes de provocar estados alterados na mente de quem os escuta. São chamados de drogas digitais porque o barato provocado por eles seria parecido com a sensação proporcionada pelo consumo de maconha, LSD ou ópio. Elas são acompanhadas de imagens psicodélicas, e o som abusa de batidas eletrônicas e zumbidos. O tema ganhou repercussão em 2008, quando um jornal americano publicou uma matéria alertando pais sobre o perigo das drogas. Depois disso, muitas pessoas dizem ter sofrido alucinações após escutar as músicas. Entretanto, não existe nenhum estudo que comprove que elas causem reações alucinógenas, já que não contêm nenhum tipo de substância química e seus efeitos não são tão evidentes assim.

SONS DO BARATO
Conheça algumas características das batidas que podem mexer com o estado de consciência

MELODIA DO TRANSE
Os cientistas dizem que as drogas digitais são baseadas nas chamadas batidas ou sons binaurais, dois tons em frequência aproximada, mas diferentes entre si, descobertos em 1839. O que acontece é que essas batidas seriam capazes de sincronizar as ondas cerebrais, supostamente alterando o estado da mente

SÓ COM TREINO
As drogas digitais não podem ser confundidas com as drogas reais, que alteram a consciência por causa da ação de substâncias químicas. Para viajar com a música e entrar em transe, é preciso certo treino e autossugestão – o que acontece quando se usam sons para meditar, por exemplo

CANTOS E BATUQUES
Não é de hoje que sons são usados para alterar a consciência das pessoas. Em sociedades primitivas, o rufar dos tambores e o entoar de cânticos influenciavam o estado mental e o comportamento das pessoas durante sacrifícios rituais. A repetição de sons, como os mantras indianos, pode levar a um elevado nível de concentração

NA MIRA DA POLÍCIA
As ciberdrogas causaram alvoroço nos Estados Unidos em meados deste ano depois que a Secretaria de Narcóticos do estado de Oklahoma declarou que elas poderiam induzir ao consumo de drogas reais. Algumas escolas americanas até baniram o uso de iPods para evitar que seus alunos “se entorpecessem”

O link abaixo direciona você para uma reportagem da tv portuguesa sobre o assunto:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?t=Drogas-digitais-sao-moda-perigosa.rtp&headline=20&visual=9&article=368117&tm=2

Fonte: Yuri Vasconcelos. Revista Mundo Estranho - Editora Abril.
http://mundoestranho.abril.com.br

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Crianças precisam brincar



Há vários anos, vem aumentando o número de estudos e estatísticas sugerindo que a cultura do “brincar” está desaparecendo nos Estados Unidos. As crianças passam tempo demais na frente de uma tela, lamentam os pais e educadores – uma média de 7 horas e 38 minutos por dia, segundo uma pesquisa realizada no ano passado pela Kaiser Family Foundation. Apenas uma em cada cinco crianças mora perto de um parque ou playground, segundo um relatório de 2010 produzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, deixando-as ainda menos inclinadas a brincar ao ar livre.

Por trás dos números está não apenas o comportamento das crianças, mas também o dos adultos: o pai digitando furiosamente em seu Blackberry, estressado demais pelo trabalho para tolerar jogos barulhentos no ambiente. Fins de semana tomados por futebol e outras ligas de esportes, todas organizadas e dirigidas por pais. Toda a lista de aulas – xadrez, natação, inglês, balé – e o dever de casa começando nas séries mais novas. Some a isso todas as preocupações de segurança dos pais, que afetam até mesmo os verdadeiros crentes, como Sarah. “As pessoas têm medo de deixar seus filhos na rua, mesmo onde eu moro”, disse ela. “Se quero que meus filhos saiam de casa, tenho de ir com eles”.

Kathy Hirsh-Pasek, psicóloga desenvolvimentista da Universidade Temple, na Filadélfia, concluiu: “Brincar é simplesmente algo natural para animais e humanos. Mas, de alguma forma, nós retiramos isso das crianças”.

Pouco tempo para brincadeiras parece estar no final da lista de preocupações da sociedade, mas cientistas, psicólogos, educadores e outros entusiastas do “brincar” dizem que a maioria das habilidades sociais e intelectuais necessárias para o sucesso na vida e no trabalho são desenvolvidas inicialmente nas brincadeiras da infância.

Através das brincadeiras, as crianças aprendem a controlar seus impulsos, solucionar problemas, negociar, pensar de maneira criativa e trabalhar em equipe – como quando cavam juntas numa caixa de areia, ou constroem um forte com as almofadas do sofá. Os especialistas definem o “brincar” como um jogo ou atividade iniciado e comandado por crianças. Então, o videogame não conta, segundo eles, exceto talvez por aqueles que envolvem criar algo. Tampouco contam brinquedos “educativos” que fazem coisas como cantar o abecedário quando a criança aperta um botão.

Os entusiastas da atividade estão começando a buscar os pais, reconhecendo que, para o movimento funcionar, as atitudes parentais precisam evoluir – começando com disposição para tolerar um pouco mais de imprevisibilidade na agenda das crianças e um pouco menos de estrutura em casa. Construir aquele forte, por exemplo, provavelmente envolverá desmontar o sofá e esvaziar o armário de roupa de cama – um lençol faz um excelente telhado.

Para tentar abarcar mais pais, uma coalizão chamada “Play for Tomorrow” (“Brincar pelo Amanhã”, em tradução livre) organizou, em outubro passado, um gigantesco dia de brincadeiras no Central Park, em Nova York. O evento, intitulado “The Ultimate Block Party” (“A Melhor Festa de Rua”, em tradução livre), oferecia jogos de adivinhação, montes de massa de modelar, giz, blocos de montar, quebra-cabeças e muito mais. A Fundação Nacional de Ciência foi envolvida no projeto, explicando aos organizadores – e enfatizando para os pais – o valor científico e educacional por trás de cada uma das tarefas selecionadas. Os organizadores esperavam atrair 10 mil pessoas ao evento. Mais de 50 mil compareceram.

“Ficamos extasiados”, disse Roberta Golinkoff, psicóloga desenvolvimentista da Universidade de Delaware e cofundadora do evento, ao lado de Kathy. Agora, as duas estão negociando levar a festa para outras cidades, além de tornar o encontro no Central Park um acontecimento anual. O objetivo, de certo modo, é retornar aos velhos tempos.

“Quando eu estava crescendo, havia uma cultura de infância que era mantida pelas crianças”, disse Jim Hunn, vice-presidente da KaBOOM, uma entidade sem fins lucrativos que comanda a redução do que eles mesmos chamam de “déficit de brincadeiras”. Para reviver essa cultura, segundo ele, “os pais precisam se reafirmar neste processo e ensinar as brincadeiras às crianças. É crucial que os pais tomem uma atitude e saiam para brincar com seus filhos”.

Como brincar

Uma parte importante do movimento está ensinando as próprias crianças como brincar. Uma criança média de 3 anos consegue pegar um iPhone e habilmente rolar pelo menu de aplicativos, mas quantas crianças de 7 anos conseguem organizar um jogo de futebol com os amigos da vizinhança?

Com isso em mente, no evento do Central Park, os pais receberam um “livro de brincadeiras” de 75 páginas, delineando pesquisas sobre o “brincar” e oferecendo sugestões de atividades divertidas – coisas que as gerações passadas faziam sem precisar de estímulo, e que podem evocar, nos pais de hoje, sentimentos de identificação e nostalgia.

“Suba no sofá com seus amigos e finja que está navegando num barco a uma terra distante”, diz uma ideia. Outra, da seção de brincadeiras construtivas: “Coloque um brinquedo no chão e descubra como construir uma ponte passando sobre ele, usando blocos de montar”. “Crie bonecos com recortes de revistas e jornais velhos”, sugere uma terceira, “e deixe sua imaginação voar!”

Fonte:http://delas.ig.com.br/filhos/movimento+busca+recuperar+antigas+brincadeiras+infantis/n1237973214316.html

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Parábola do Muro



Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro, estavam Deus, Seus anjos e pessoas leais a Jesus. Do outro, satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

Em cima do muro havia um rapaz, indeciso, porque, embora tivesse sido criado num lar cristão, agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se aproveitaria um pouco os prazeres do mundo.

Sem iniciativa, ouvia o grupo do lado de Deus gritar, sem parar:

- Ei! Desça do muro agora! Venha para o lado de cá!

Já o grupo do inimigo não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o rapaz, inerte, resolveu perguntar ao diabo:

- Por que o grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles, enquanto você e seu grupo não me chamam, nem dizem nada para me convencer a descer e ficar do lado de vocês?

Grande foi sua surpresa quando satanás respondeu:

- É porque o muro é meu.

(Autor desconhecido)