quarta-feira, 30 de março de 2011

Sincretismo e Igreja Evangélica



Multiplicação de religiões e credos marca o início do Terceiro Milênio e sincretismo atinge até a Igreja Evangélica

No mês passado, as atenções do mundo voltaram-se para Nova Orleans, nos Estados Unidos, o maior país evangélico do mundo. A cidade, celebrizada internacionalmente por sua musicalidade, foi tragicamente destruída pela passagem do furacão Katrina.

Em meio à dor daqueles que perderam tudo e a perplexidade pelos milhares de mortos – ainda não se sabe nem o número exato –, iniciativas de ajuda e socorro surgiram de todos os lados. Uma delas mereceu especial atenção da mídia. O ator John Travolta, protagonista de sucessos do cinema como Os embalos de sábado à noite e Pulp fiction, chegou ao local devastado pilotando seu próprio avião. Junto com a mulher Kelly Preston, Travolta foi levar ajuda às vítimas da tragédia. Além de cinco toneladas de alimentos, o casal também se esforçou para oferecer consolo aos sobreviventes.

A atitude do artista chamou a atenção porque, mais do que um simples gesto de caridade, foi motivada por suas convicções espirituais. Travolta é adepto da Cientologia, religião surgida em 1954 e que ensina, entre outras coisas, a reencarnação, a mudança de mentalidade como forma de combater as doenças e a prática da caridade e do amor para o aperfeiçoamento da alma.

Crenças como a de John Travolta são comuns nesta época pós-moderna. Ao mesmo tempo em que as religiões tradicionais parecem desgastadas pelos próprios paradoxos e sua aparente falta de respostas ante a realidade, outras consideradas mais modernas vão ganhando espaço, mentes e corações. O interesse das pessoas pela religiosidade, como forma de responder aos desafios que enfrentam no cotidiano e, assim, viver melhor, cresce na mesma proporção que o número de novos credos. Essa eferverscência religiosa é tão diversificada e tem uma presença tão forte na sociedade, que recebeu até um nome dos estudiosos: Nova Era. Trata-se de um movimento que foi muito combatido nas igrejas evangélicas nos anos 1980 e 90. Naquele tempo não era nada difícil encontrar gente defendendo que a humanidade estava às portas da Era de Aquário – referência à cosmologia astrológica, segundo a qual, a partir do ano 2000, o mundo entraria na fase deste signo do Zodíaco. Seria um tempo de profundas transformações religiosas, que trariam fim à hegemonia do Cristianismo no Ocidente e levariam a uma nova espiritualidade. Uma conseqüência imediata seria o fim das guerras e o entendimento entre os povos.

Porém, em vez do equilíbrio simbolizado pelo yin yang – um círculo em que tudo se mistura, metáfora do fim das diferenças como o Bem e o Mal –, o que a humanidade presencia é um tempo hostil, marcado por violência, intolerância e catástrofes naturais. Mesmo assim, a religiosidade da Nova Era continua em alta e o que se observa é que cada um tenta salvar-se como pode, aderindo aos mais diversos sistemas religiosos, do misticismo puro e simples a códigos intrincados de fé. Seja de uma maneira mais sutil, como as filosofias orientais, ou através de terapias, técnicas de regressão e programação neurolingüística, passando pela yoga e pela ayurvédica, que conjugam espiritualidade e medicina; ou de forma mais institucional, com uma gama de novas religiões organizadas. Entre aquelas que estão em maior evidência neste começo de século, especialmente por causa de sua exposição e uso da mídia, figuram, além da Cientologia, as orientais como a Seicho-No-Ie e aquelas que envolvem a natureza e cultos antigos oriundos do paganismo, como a Wicca (sobre algumas destas religiões, ver quadros ao longo desta reportagem). Há espaço inclusive para religiões bizarras, como a dos Adoradores de Jedi – isso mesmo, os heróis do seriado Guerra nas Estrelas. Acredite: no último censo religioso realizado no Reino Unido, 400 mil pessoas se declararam adeptas da seita.

Até dentro de crenças milenares brotam novas formas de religiosidade que ganham uma força capaz de renovar a antiga religião. Exemplo disso é a Cabala. Tradição mística oriunda do judaísmo, teve seus princípios difundidos no decorrer da Idade Média. Porém, durante muito tempo seus ensinamentos ficaram restritos, devido à perseguição religiosa, a pequenos círculos. Nos últimos anos isso vem mudando. A filosofia extrapolou os limites de sua religião. Enquanto poucos judeus praticantes se identificam com a Cabala, celebridades como a popstar Madonna tornaram-se ruidosas seguidoras – e tal fenômeno de conversão, na maioria dos casos, não representa mudança de religião, apenas a adoção de novos princípios de vida. E se existem religiões para todos os gostos, também há opções para quem tem pouca ou nenhuma fé.

É o caso dos movimentos de céticos, agnósticos e ateus. Uma pesquisa recente promovida pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostrou que o universo de brasileiros que não tem religião pulou de 4,7% em 2000 para 7,8% atualmente. Trocando em miúdos, são mais de 14 milhões de pessoas.

Diversidade – “Tanto aqui, como em todos os outros países ocidentais, as novas religiões têm um campo fértil para se desenvolverem, devido às liberdades de crença”, avalia o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Na sua avaliação, a grande oferta de religiões nos dias de hoje favorece a diversidade. “As pessoas têm uma infinidade de opções de escolha. É como num restaurante – o cliente vai lá para comer e depara-se com diversos pratos e combinações. Da mesma forma é no campo religioso. Cada um escolhe a fé que mais lhe convém.” Para Pierucci, esse aumento na variedade faz crescer a competição entre as religiões, seguindo uma lógica comercial.

Pierucci diz que as igrejas mais tradicionais, como a Católica, não conseguem mais controlar seus fiéis porque eles estão mais informados. “À medida que as pessoas têm mais informação, vão formando a sua própria religiosidade. Muitas mantêm sua religião nominal, mas praticam outros rituais sem nenhum problema”. Por outro lado, observa, há uma tendência de que as pessoas sintam-se cada vez mais autônomas e independentes da religião, ou seja, sem um pertencimento formal. Segundo o Instituto para o Estudo da Religião Americana, a cada ano surgem de 3 a 4 mil novas religiões em todo o mundo. Dessas, de mil a 2 mil não resistem nem um ano. Mesmo assim, estima-se que existam, hoje, algo entre 40 mil e 60 mil religiões, sendo que mais da metade delas são variações do Cristianismo.

Esse número é ainda mais impressionante quando se analisa que no mundo todo existem apenas cerca de 20 religiões que podem ser consideradas globais, incluindo nesse grupo o próprio Cristianismo, além do Islamismo, Judaísmo, Budismo e Hinduísmo. Já as novas religiões acabam refletindo a época em que surgiram. Caso típico é a década de 1950, quando as tentativas de se descobrir vida em outros planetas ganhou força e gerou entusiasmo. Como resultado disso, houve um boom de crenças que acreditam que deuses e anjos são extraterrestres. A Cientologia, por exemplo, prega que a raça humana surgiu a partir da encarnação de seres imortais e divinos que vieram para a Terra, os tetãs. Não menos estranha é a seita Revolução Raeliana, que vai na mesma linha. Para eles, a humanidade teria sido criada por ETs que visitaram o planeta 25 mil anos atrás. Fundada pelo jornalista francês Claude Vorilhon, ou Raël, ela estaria, segundo suas próprias estimativas, presente em 90 países, inclusive o Brasil.

Uma característica básica de todos os novos credos é uma espécie de pragmatismo no que se refere ao pertencimento. A tônica é: creia do jeito que quiser, e deixe os outrosa fazerem o mesmo. Adepta da bruxaria, a contadora Tânia Gori, de 35 anos, diz que ela pode ser praticada por adeptos de todas as religiões, sem quaisquer prejuízos. “O queremos é que pessoas de qualquer crença possam ao menos conhecer o nosso trabalho”. Quem procurou e encontrou respostas para seus anseios na nova religiosidade foi José Carlos Marcello, 21 anos. Ele é um exemplo de como a espiritualidade tem estado cada vez mais em alta, mesmo entre a juventude, até pouco tempo considerada arredia à religião. Durante a adolescência, ele era “um católico praticante”. Mas não conseguia se identificar com uma fé com poucos efeitos na vida cotidiana. “O Cristianismo não me parecia atrativo e eu não encontrava estímulo para estudar e pensar. Ao ver tanta miséria e injustiça, não conseguia enxergar a verdade que eles diziam ter”, conta o rapaz.

A saída foi procurar crenças alternativas. “Entrei para o rastafarianismo, ligado à Igreja Ortodoxa Etíope”, lembra. Outra decepção. “Nada daquilo respondia minhas dúvidas.” Até o dia em que conheceu o movimento Hare Krishna, seita que mistura elementos de religiões orientais como o Hinduísmo com princípios de meditação transcendental e mantras. Em pouco tempo, consumiu muita literatura do grupo e mudou seus hábitos e objetivos de vida – tornou-se vegetariano, começou a freqüentar retiros espirituais e tornou-se monge.

“Encontrei a paz, a tranqüilidade, a paciência e compreendi o sentido da vida”, garante. Vendendo livros, revistas e varinhas de incenso nas ruas de São Paulo, com a roupa típica dos seguidores da crença, ele não pretende parar. Quer estudar sânscrito e mergulhar nos chamados conhecimentos védicos. Marcello entusiasma-se com a fé que abraçou: “Cada vez mais gente está aderindo. Acho que chegou o momento do mundo passar por um despertamento espiritual”.

Fusão de elementos – Mesmo entre os novos credos, contudo, dificilmente se encontrará algum que tenha começado exclusivamente do zero. A maioria pega o que gosta da velha religião e muda aquilo com o que não está de acordo. Outro grupo que ganha corpo é composto por aquelas que fundem as mais variadas crenças ou combinam religiosidade institucionalizada com os mais inusitados tipos de fé. “Observamos o surgimento de uma nova espiritualidade, mais alternativa. Quem faz parte desse grupo pode se inspirar nas idéias de Jesus, combinadas com princípios taoístas e até mesmo com a importância espiritual de golfinhos e discos-voadores”, analisa Christopher Partridge, pesquisador da Universidade Chester, no Reino Unido, e editor do Dicionário de religiões contemporâneas no Mundo Ocidental.

Outro estudioso que enfatiza a individualização como característica das crenças modernas é o historiador Leonardo Arantes Marques, pesquisador de religião e autor do livro História das religiões e a dialética do sagrado (Editora Madras). Ele acredita que esses pensamentos filosóficos, como prefere chamar as novas religiões, têm vantagens sobre as crenças institucionalizadas – como por exemplo, a informalidade e a individualidade. “O Cristianismo e outros pensamentos abafaram essa busca individual”, destaca. De fato, o grande “guarda-chuva” que se convencionou chamar de Nova Era parece ser bem amplo. Debaixo dele cabe qualquer coisa, da crença nos duendes a cerimônias xamânicas, da devoção aos anjos a rituais de bruxaria celta, de terapias inspiradas na medicina oriental a técnicas de meditação. “Antes visto como coisas distintas, hoje há fusão desses elementos. Nessa religião pós-moderna, as revelações são dadas individualmente, pois em cada pessoa existiria uma ‘centelha divina’ e os objetos de culto são escolhidos e combinados de acordo com a criatividade e inspiração de cada grupo”, afirma o professor de antropologia da USP José Guilherme Magnani em seu livro O Brasil da Nova Era (Jorge Zahar Editor).

Ao estudar o fenômeno na cidade de São Paulo, ele identificou mais de mil espaços oferecendo produtos e terapias rotulados como místicos, esotéricos ou alternativos. A maior parte deles, com caráter estritamente comercial e localizados em bairros de classe média e média alta da metrópole, o que dá uma boa idéia do tipo de público que procura esses serviços.

É justamente esse sentimento de religiosodade difuso que tem causado tanta preocupação em diversos estudiosos evangélicos. “Há um florescimento das mais variadas formas de espiritualidade, que alteram o comportamento das pessoas e as influenciam tremendamente”, diz Joaquim de Andrade, pastor da Igreja Batista Ágape e pesquisador do Centro Religioso de Estudos e Informações Apologéticas (Creia). “É só abrir a página dos classificados do jornal para ver a grande quantidade de ofertas de consultas por meio do tarô, runas e astrologia. Nas livrarias, as prateleiras dedicadas aos livros esotéricos, místicos e de auto-ajuda são as mais procuradas. Isso sem contar com os programas de televisão dedicados a divulgar terapias alternativas e soluções para se viver com mais qualidade”, frisa.

Para Joaquim, até mesmo os evangélicos têm sido influenciados pela profusão de ensinos religiosos que surgem não se sabe onde e ganham cada vez mais força. “Ultimamente, o movimento da Nova Era tem utilizado um discurso mais sutil do que aquele de dez, 20 anos atrás. Com isso, não se vê mais os crentes falando nada contra ela”, avalia o pastor. Outro dado curioso para o qual Joaquim chama a atenção é o papel de brasileiros, até evangélicos, na divulgação de novas crenças, principalmente no exterior. “O Brasil não é apenas um grande importador de religiões. Tornou-se um dos mais fortes exportadores”, acredita. “Infelizmente, já não existe mais a preocupação em separar a verdade do erro, mesmo entre os crentes em Jesus”, alerta o pastor Paulo Romeiro, da Agência de Informações Religiosas (Agir).

Dirigente da Igreja Cristã da Trindade e uma das referências quando o assunto é apologética, Romeiro afirma que os ensinamentos mais variados estão entrando nas igrejas por causa do conhecimento bíblico superficial dos crentes. “Enfatizamos muito o louvor e pouco o estudo da Palavra. Assim, nos tornamos presas fáceis. O único enfrentamento que damos é proibir os membros da igreja de manter diálogo ou o de serem agressivos com os membros de outras religiões”, comenta, preocupado.
A fusão de elementos de religiões distintas em denominações cristãs é algo comum atualmente. Um exemplo citado por Romeiro é o da Igreja da Unificação, comandada pelo sul-coreano Sun Myung Moon, que funde o Cristianismo com religiões orientais. Porém, não é preciso ir tão longe para se identificar o surgimento das mais estranhas religiões a partir de igrejas antes cristãs. No Brasil, tornou-se comum encontrar cultos com os costumes mais estranhos e inusitados. Em São Paulo, por exemplo, funciona um dos mais espantosos frutos desse sincretismo. Fundada nos anos 1960 como uma ativa denominação pentecostal, a Igreja Apostólica ingressou por um caminho que mistura espiritismo com tradições católicas e evangélicas. A igreja acredita – e prega – que uma profetisa chamada Rosa, já falecida, seria o divino consolador prometido por Cristo. O primaz da igreja, Aldo Bertoni, diz até que consegue se comunicar com a Santa Vó Rosa, com uma convicção que faria inveja até a Allan Kardec, fundador do Espiritismo. Seria ela que lhe daria orientações sobre a direção do movimento e até detalhes, como a escolha de quem deve ser excluído ou disciplinado. Loucura? Não para as mais de 25 mil pessoas que são ativas nos 300 templos que a igreja mantém em todo país.

Sincretismo – Quem também reclama desse sincretismo do século 21 é Daniel Woods. Rabino messiânico, ele toma conta da sinagoga cristã Bet Sar Shalom (expressão hebraica que significa “Casa do Princípe da Paz”), em São Paulo. Com um trabalho focado no evangelismo de judeus, ele diz que seu testemunho tem sido duramente prejudicado por algumas igrejas evangélicas que se apropriam de festas judaicas extraídas do Antigo Testamento, praticando-as completamente fora de seu contexto bíblico e cultural. “Fico triste quando vejo um símbolo de Israel, como a estrela de Davi, sendo tratado como um distintivo espiritual de certas igrejas, ou quando festas como a das Primícias se transformam em cultos de prosperidade. Até o shofar é tocado para expulsar demônios”, conta ele, um crítico ferrenho de práticas místicas do judaísmo como a Cabala. “Ainda que possamos identificar algum elemento verdadeiro nas combinações de letras das Escrituras, é um perigo substituir as verdades reveladas por Deus por conhecimentos secretos. Quem foi por esse caminho, hoje crê na reencaranação e até no espiritismo”.

Um exemplo acabado do que pode acontecer quando se mistura fé evangélica e princípios esotéricos é a Igreja do Senhor Jesus Cristo em Amor e Graça. Comandada por Renato Suhett, que foi um dos primeiros bispos-cantores da Igreja Universal do Reino de Deus até tornar-se dissidente, em 1995, ela mistura a pregação neopentecostal com diversos conceitos místicos, ostentando um complexo sistema doutrinário que inclui a crença na reencarnação, nos mestres ascencionados e nas tais “sete chamas” – atualmente, o mundo viveria a época da chama violeta e os homens estariam sendo ajudados por Saint Germain. Entendeu alguma coisa? Pois ainda há muito mais. Segundo a pregação da denominação, o diabo seria fruto da imaginação humana ou mesmo da má-interpretação das Escrituras. Na verdade, a grande luta, incluindo aí o sacrifício de Cristo, seria para transformar o homem em um ser melhor até que esse atingisse um estado perfeito, dispensando as reencarnações. Tudo a ver com o nirvana dos budistas.

“Busquei iluminação e encontrei a verdade”, apregoa Suhett, “como os essênios, que ensinaram Jesus, juntamente com os mestres egípcios e indianos”. A salada espiritual é completa quando se sabe que o próprio bispo Renato Suhett é membro da Sociedade Teosófica, da Grande Fraternidade Branca e da Fraternidade Rosa Cruz, todas místicas, e que considera as demais denominações evangélicas como componentes de um mentiroso e corrompido sistema religioso que formaria o Império do Anticristo. Quando questionado sobre contradições entre seus ensinos e os preceitos bíblicos, Suhett tem a resposta preparada: “E quem disse que a Bíblia é a Palavra de Deus? Ela apenas contém partes da Palavra de Deus”. O século 21, realmente, promete ser um caldo de culturas e religiões. Salve-se quem quiser!

Fonte: Claiton Cesar e Marcos Stefano - Revista Eclésia

domingo, 27 de março de 2011

Pastor Wagner Gaby é eleito Pastor Presidente da AD em Curitiba



Pastor Wagner Gaby é eleito presidente da Assembléia de Deus em Curitiba, com 3.814 votos. Um marco na história da AD, onde os membros, através de votação, escolheram seu novo pastor.

À Deus seja glória!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Carta do Pr. Wagner Gaby aos presbíteros da Assembléia de Deus em Curitiba

Quando o apóstolo Paulo convocou os presbíteros da igreja de Éfeso para que se reunissem em Mileto, nas instruções que lhes passou, ele se referiu a eles como supervisores (bispos) e lhes deu a incumbência de alimentar (cuidar, apascentar) a igreja (Atos 20.28). Com esses termos aprendemos muito sobre os presbíteros e sobre a natureza de sua tarefa.

Um presbítero, nas igrejas cristãs primitivas, era cada um dos anciãos aos quais era confiado o governo da comunidade cristã local (At 20.17, 28; 1 Pe 5.1-3; Tt 1.5-7; 2 Tm 3.1-5).

Como supervisores, eles “governam” a igreja local como um homem “governa” a sua própria família (1 Tm 5.17; 3.5,12). Isso inclui a tomada de decisões dentro do âmbito daquilo que é autorizado por Deus, embora eles devam tomar o cuidado de não “dominar” os irmãos (1 Pe 5.3).

Como pastores, estão para a congregação como um pastor de ovelhas para o rebanho. Por isso, eles alimentam com a palavra de Deus, ajudando o rebanho a crescer espiritualmente e ficando alertas contra quaisquer perigos de erro ou pecado, que seria uma ameaça para o bem-estar espiritual do rebanho.

O plano de Deus é que haja vários presbíteros em cada igreja local (At 14.23; Fp 1.1). Os homens designados como presbíteros devem estar de acordo com a descrição que Deus fornece nas Escrituras (1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9). Os presbíteros cuidam do rebanho de Deus, no meio que estão, exercendo a supervisão dele (1 Pe 5.1-2).

Graças a Deus que a Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Curitiba, desde a sua fundação, teve um Presbitério firme, coeso, constituído por homens de Deus maduros na fé e que sempre tiveram presença marcante no desenvolvimento da obra do Senhor em nosso campo ministerial, principalmente na fundação da maioria das congregações existentes em Curitiba e Região Metropolitana.

Nesta oportunidade, gostaria de lembrar que por mais de 70 (setenta) anos, os Presbíteros da IEADC sempre participaram do colegiado de obreiros formado por Pastores, Evangelistas e Presbíteros, em igualdade de condições na votação das matérias de maior relevância em nosso campo ministerial.

Os amados irmãos devem estar lembrados que no ano passado (2010), solicitei ao Pastor Pimentel que autorizasse os Presbíteros a participarem das reuniões do Corpo de Ministros, o que foi autorizado. Entretanto, como o atual Estatuto não contempla a possibilidade de votação, creio que foi dado o primeiro passo para que os Presbíteros da IEADC sejam valorizados e voltem a tomar o lugar que lhes pertence por direito e tradição.

Por essa razão é que inserimos em nossa proposta para a presidência da IEADC, o “Retorno dos Presbíteros na Reunião de Ministério, para a tomada de decisões como sempre ocorreu na IEADC”.

Minha proposta não foi oportunista, eleitoreira, de última hora, às vésperas da eleição, mas porque entendo que biblicamente o Presbítero é um obreiro muito importante na Igreja do Senhor.

Permitam-me a seguinte paráfrase:

"Rogo, pois, aos presbíteros da IEADC, eu, presbítero como vocês, que orem ao meu favor para que eu continue contando com o vosso apoio na continuação do abençoado trabalho realizado pelo nosso patriarca Pastor José Pimentel de Carvalho" (1 Pe 5.1).

Pastor Wagner Gaby

quinta-feira, 24 de março de 2011

As falhas no combate ao alcoolismo no Brasil



Brasil tem leis ineficazes, pouca fiscalização e difícil diagnóstico de dependentes. CPI deve investigar suposta omissão do poder público.

O modelo brasileiro de prevenção e tratamento do alcoolismo está na berlinda. Falhas na aplicação da lei que restringe a venda de bebidas a adolescentes e dificuldades para fazer o diagnóstico precoce em dependentes são barreiras a serem vencidas para contornar o problema em um país onde 25% da população ingere 80% do álcool consumido, segundo estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O quadro preocupante levou um deputado a propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta omissão do poder público no combate ao alcoolismo.

A proposta de criação da CPI, do deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), teve 193 assinaturas – 23 a mais do que o necessário – e aguarda a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), para ser instalada. As CPIs têm o poder de agir de forma investigativa e apontar supostos culpados. O deputado optou por uma CPI para aprofundar o assunto e propor políticas públicas mais agressivas sobre o tema. Na avaliação dele, outro modelo de debate, como conferências, não teria o mesmo efeito.

Para Macris, o governo atua de forma muito fragilizada em um problema que está tomando uma dimensão quase epidêmica no país. “Hoje nós temos iniciativas isoladas de municípios, ONGs [organizações não governamentais], mas não há um banco de dados e centralização da discussão para estabelecer políticas públicas mais objetivas sobre o tema.” O Brasil já tem tradição de CPIs para tratar de exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de armas e pedofilia.

A preocupação do deputado está em sintonia com as estatísticas brasileiras. Pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid), feita em 2005, indica que 12,3% da população brasileira é dependente de álcool. No levantamento anterior, feito em 2001, o porcentual era 11,2%. Outro estudo, feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, no ano passado, aponta que 67% dos estudantes universitários consomem bebidas alcoólicas todas as semanas. Dos 536 jovens entrevistados, 99% disseram que já experimentaram álcool pelo menos uma vez na vida.

Prevenção

Na avaliação do médico sanitarista Elson da Silva Lima, as políticas de prevenção ao uso do álcool são tímidas e pouco divulgadas. Para ele, seria necessário cumprir o que já está estabelecido na lei, ou seja, restringir o acesso de menores de 18 anos às bebidas alcoólicas e limitar locais de venda e horários de funcionamento de bares e estabelecimentos que comercializam bebidas. O médico também defende aumento das penalidades para os transgressores.

O psiquiatra José Elias Aiex Neto, responsável pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) Álcool e Drogas em Foz do Iguaçu, diz que a prevenção não funciona e o diagnóstico é tardio. “O grande problema é que só vamos tratar a pessoa quando ela está arrebentada. Ela só chega ao serviço de saúde quando se envolve em acidentes de trânsito ou homicídios. A minoria chega aos CAPs”, diz. Aiex também critica a Política de Álcool e Drogas porque não há diagnóstico precoce, os programas de saúde da família não estão capacitados para atender os casos e o país precisa de médicos treinados.

Já a psiquiatra e diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) da Secretaria de Estado da Saúde, Marta Ana Jezierski, diz ser necessária uma campanha nacional para combater o alcoolismo na mesma dimensão da feita para coibir o fumo. Na década de 90, uma parcela de 30% da população brasileira fumava. Agora, a média caiu para 17%, segundo a médica. O rigor na aplicação das leis também é urgente, incluindo a da tolerância zero nas estradas. “O Brasil tem lei, mas é comum ver meninos saindo com vodcas de padarias”, diz.

Na avaliação da professora de Farmacologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Roseli Boerngen de Lacerda, o que falta no Brasil é maior participação da comunidade na prevenção. Para ela, não basta criar locais para tratamento. É preciso cobrar aplicação das leis e fazer denúncias. “Não pode ser algo só da saúde e da polícia, ter que ter algo integrado.” Roseli também destaca que a cultura do país não favorece as mudanças. “O álcool é muito inserido na cultura do país. Mudar um padrão de comportamento socialmente aceito e estimulado é muito difícil.”

Ações ajudam na prevenção e tratamento

O governo federal, por meio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), informou que mantém ações de prevenção, tratamento e reinserção social de usuários e dependentes de álcool e de outras drogas. Preventivamente, a Senad promove capacitações de educadores, conselheiros municipais, assistentes sociais e profissionais da saúde. Também distribui cartilhas informativas para todo o país sobre o tema álcool e jovens, além de promover concursos nacionais sobre temas relacionados à prevenção de drogas.

Desde 2007, o país conta com uma Política Nacional sobre Álcool que tem entre seus pilares a redução do “uso indevido do álcool e sua associação com a violência e a criminalidade”. Entre os objetivos da política estão: o incentivo à fiscalização de publicidade de bebidas alcoólicas para não expor crianças e adolescentes, a ampliação do acesso a usuários e dependentes a serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o apoio ao desenvolvimento de campanhas de comunicação, a intensificação da fiscalização às medidas proibitivas sobre venda e consumo de álcool em universidades, entre outras.

No Paraná, a professora Roseli Boerngen de Lacerda coordena um programa para capacitar profissionais da saúde, resultado de uma parceria entre a Senad e universidades brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Por meio da ação, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais são treinados para detectar de forma precoce o envolvimento das pessoas com o álcool e outras drogas para, assim, evitar problemas futuros, como a dependência. Até agora, em todo país, já foram formados 15 mil profissionais.

Estrutura

Para o tratamento de alcoólicos, o Ministério da Saúde oferece atendimento em 258 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPSad) em todo o país. Equipes do Programa Saúde da Família também estão orientadas a identificar casos. No Paraná, há 21 CAPs especializados em álcool e drogas. O estado também dispõe de ambulatórios, leitos e Hospital Dia para atender os pacientes. Além do governo, algumas universidades brasileiras também têm programas de prevenção para evitar o avanço do uso do álcool entre os alunos, entre elas a Universidade de Campinas e a UFPR.

Alguns municípios também promovem ações. Em Diadema (SP), por exemplo, desde 2002, a Lei de Fechamento de Bares restringe a abertura de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas das 23 às 6 horas, todos os dias. Em 2004, uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Pacific Institute for Research and Evaluation (Pire), organização não-governamental americana especializada em danos e mortes causados pelo consumo de álcool, apontou que 273 vidas foram poupadas por causa da lei.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo - 24/03/2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Por que o ovo e o coelho são símbolos da Páscoa?



A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach - que significa "passagem" em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés. Durante a festa judaica, o ovo - um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido - é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: "O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade". (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.) A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida. "Já o coelho foi uma forma de popularizar a festa", diz Maria Ângela de Almeida, teóloga da PUC-SP.

Desde o antigo Egito, o animal era símbolo da fertilidade devido à sua incrível capacidade de procriação. "O Pessach teve origem em ritos tribais, cujo objetivo era celebrar a paz entre os povos. O cordeiro era repartido entre os chefes das tribos, num jantar comunitário que reforçava suas alianças. Nesse contexto, o coelho veio substituir o cordeiro", afirma Maria Ângela.

Fonte: Revista Mundo Estranho - Editora Abril

sexta-feira, 18 de março de 2011

Clima calmo na transição pastoral de Curitiba



Aos amigos que acompanham o processo de transição pastoral em Curitiba, gostaria de compartilhar uma realidade:

Como ocorre em qualquer transição, o clima é "tenso", talvez, "bastante tenso". O respeito entre os candidatos parece ser razoável, mas, a falta de bom senso está nos que rodeiam os candidatos. Muita gente está me perguntando por que eu não "detono" neste blog. É claro que tenho procurado manter a paz com todos, prova disso que tenho bons amigos em todos os "partidos" (kkkkkkk). Detonar, desconstruir imagem, criar fatos, talvez não me sejam familiares. O que tenho visto, e sou sincero no que digo, não é a luta pela vitória de um candidato ou outro, mas o desejo da derrota de um. Não é que criaram um assunto que eu (sim, eu mesmo, este blogueirinho) vou ser o vice-presidente em Curitiba? (kkkkkkkkkk). Um pastor chegou me dar conselhos! Sinceramente, vai "dormir pastor"! Se eu pudesse, eu até arriscaria dizer alguns nomes "cotados" para vice-presidência(kkkkkkkkk). Meu Deus, não escolhemos sequer o presidente, e já tem gente preocupada com quem vai ser o vice. Meu voto vai para ........... (kkkkkkkkkkkkk). Voltando a seriedade da discussão, fico triste com pastores amigos que não me cumprimentam mais, pelo simples motivo de ser filho de um candidato. Nem a "paz do Senhor" recebo de alguns. Um deles disse que vai "cortar minha cabeça, extirpar-me da igreja", meu Deus, nem estou dormindo direito! Já ouviu falar em "mula sem cabeça? É o que eu vou virar (kkkkkkkkkkkkkkk).
Meus amigos, muita calma nesta hora não faz mal à ninguém. Finalmente, aos que acham que eu serei vice, durmam em paz, tem cargo bem melhor do que esse (kkkkkkkkk)! Aos amigos, obrigado pelos bons momentos de risadas que estamos tendo. Aos "opositores", tolerância, respeito. Penso que no céu vamos dividir o mesmo espaço, ou me enganei com esta realidade?



quarta-feira, 16 de março de 2011

Quando o voto é um erro?

Quando o voto beneficia uma minoria e não a coletividade – Na questão em apreço, precisamos pensar conscientemente se estamos com uma visão clara da situação, para que não incorramos no erro de apoiar uma pessoa que representará uma pequena minoria favorecida em detrimento de uma maioria prejudicada. Pergunte-se: quem será beneficiado se fulano ganhar? – Se for a Igreja, a coletividade, então confirme seu voto.

Quando a conseqüência do voto é ganhar algo em troca – Umas das questões mais limpas, ou pelo menos deveria ser, é a democracia. Onde cada pessoa pode expressar sua opinião de forma livre, desimpedida e com motivações genuínas. Mas o inverso da democracia é imposição, ou a barganha, como se diz vulgarmente, “voto de cabresto”. Mas o que há de ser isto? – Quando você é obrigado a votar por coerção, por imposição de alguém que está acima de você, a liberdade foi afugentada e não é você que exerce o voto, mas um terceiro que o manipulou. E o que dizer dos que votam em A ou B, pela livre e espontânea pressão da compra, do suborno ou de promessas miraculosas. Vote sim, mas vote com dignidade. Não troque seu voto por um prato de lentilhas frias, belas aos olhos, mas difícil de degustar.

Quando o voto é realizado sem oração – A Bíblia recomenda que devemos orar em todo tempo, e diante de um evento de tamanha magnitude, a oração é um ingrediente indispensável. Precisamos orar e pedir oração. A oração é a mais poderosa arma que o crente possui. Até porque, não estamos escolhendo um governo secular, mas um homem de Deus, que governará com autoridade divina e debaixo da direção de Deus. Seu escolhido é um homem de oração? Seu voto vai para alguém que estimule o povo a orar? – Pense nisso!

Quando o candidato não se enquadra no crivo da Palavra – O candidato escolhido para receber seu voto, deve ser uma pessoa que esteja apta a ser provada pelo crivo da Palavra de Deus. O perfil do mundo, a campanha do mundo e postura dos mundanos é totalmente diferente da proposta bíblica. O homem de Deus se destaca pelas evidencias do Evangelho em sua vida. Como agiria Jesus diante desta situação? Qual candidato mais se assemelha a Jesus e a sua Palavra? Qual candidato tem vivido a Palavra? Qual candidato ama mais a Palavra e a propaga através do Ensino e Ministrações?

Quando Deus não é glorificado – A Bíblia é muito clara quando expressa que tudo que fazemos deve ser para glorificar a Deus. Como também que, nossos atos devem glorificar ao Senhor. Se algum candidato estiver buscando a gloria para si mesmo, denota sua incapacidade para tal cargo. Se ele, ou sua assessoria, usa do expediente para ameaçar, amedrontar ou mesmo fazer terrorismo, revela o perfil de pastor que lhe pastorear. Procure um homem crente, glorifique a Deus. E tenha a consciência limpa, que ao chegar no céu, poderá se encontrar com Deus e revelar com quem irá se associou, pois votar é concordar, aceitar, compactuar. Não faça como Pilatos que lavou as mãos, assuma a responsabilidade como homem e mulher de Deus.

Quando procuramos a comodidade ao invés de integridade – Quando votamos com motivações erradas, estamos votando errado. Desejar conforto, cuidado, sustento, e todas as demais necessidades supridas é legítimo, mas buscar isso de forma espúria, egoísta e tirana é contrário a vontade do Senhor. Quando o candidato promete circunstâncias que venham nos favorecer afim de que tenhamos regalias e outros membros do corpo não, estamos errados. O correto é votar em alguém tenha um coração segundo o coração de Deus. Pesquise com pessoas próximas, as quais viveram anos atrás com seu candidato ou ainda vivem, faça uma avaliação ampla e saberás se o mesmo possui integridade para receber seu voto.

Quando se vota pela aparência e não pela essência – A sociedade pós-moderna vive alguns conflitos, dentre eles o conflito entre essência e aparência. Escolher a aparência é um equivoco e distorção do verdadeiro significado. Quando priorizamos o que nos é melhor num primeiro momento, sem uma avaliação mais apurada, nem analise mais refinada, sem um crivo mais introspectivo, estamos sendo vulneráveis ao erro e as conseqüências deste erro. Alguns, diante da pressa e precipitação, estão prestes a comprar gato por lebre. A Palavra de Deus afirma que o precipitado, peca. Não sejamos meninos na fé, mas analisemos tudo, retendo o que for genuinamente bom e santo.

Fonte: www.ivantadeu.com.br

domingo, 13 de março de 2011

Pr. Wagner Gaby e seu pensamento sobre a igreja em Curitiba



Entrevista com o Pastor Wagner Gaby, com relação a Organização e Organismo Igreja
Confira abaixo trechos do bate-papo entre o Pastor Wagner e seus amigos:

Amigos: Pastor Wagner, quais os objetivos que devem nortear nossa igreja?

Pr. Wagner: A IEADC possui quatro objetivos principais (art. 4º do Estatuto):


1º) Evangelização.
2º) Ação Social
3º) Ensino Bíblico-Teológico
4º) Missões

Amigos: Qual a diferença entre a parte administrativa e espiritual?

Pr. Wagner: A Igreja está estruturada em duas áreas distintas:

1ª) Eclesiástica 2ª) Administrativa

ÁREA ECLESIÁSTICA

Entendo que é urgente a necessidade de resgatar os valores espirituais em primeiro lugar.

“E os doze, convocando a multidão de discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos as mesas.

Escolhei, pois irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios de reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.

Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (At 6.2-4).

EVANGELISMO

1. Projeto do Pastor Pimentel: uma Congregação em cada bairro.
Hoje: 23 bairros sem Congregação.

2. Maior investimento, treinamento, incentivo e engajamento de toda a Igreja para uma retomada da Evangelização.

3. Realização de Cruzadas Evangelísticas contínuas no centro e nos bairros: Maior aproveitamento dos Evangelistas.

MISSÕES

4. Reestudo dos critérios de envio de missionários (preparo teológico, idioma, legalização para imigração, auxílio financeiro condizente, plano de saúde).

CONSAGRAÇÃO

5. Instituição da Santa Convocação em todo o campo.
6. Instituição do Dia com Deus em todas as Congregações.
7. Maior apoio ao Círculo de Oração (não substituí-lo por União Feminina, desvirtuando de sua finalidade).
8. Um dia de oração e jejum com todos os obreiros da IEADC uma vez por mês.
9. Realização de mais cultos de vigília.
10. Maior consagração dos obreiros para a realização de cura e milagres.
11. Maior incentivo aos membros na busca do Batismo com o Espírito Santo.

AÇÃO SOCIAL

12. Criação de um Orfanato da Igreja (resgate do Lar Gideão).
13. Criação de um Albergue da Igreja.
14. Melhor atenção à terceira idade, com a criação de um Departamento específico.
15. Estruturação e padronização dos Núcleos nas Congregações.
16. Ampliação do atendimento médico e odontológico aos obreiros e membros.

ENSINO BÍBLICO-TEOLÓGICO

17. Construção de prédio próprio para o Colégio da Igreja e para a Faculdade Teológica.
18. Ampliação de Bolsa de Estudos para os Obreiros (Hoje: 50 Bolsas para o Curso de Bacharelado – Autorizado pelo MEC).
19. Cursos Bíblicos para candidatos indicados ao Ministério.
20. Maior apoio à Escola Bíblica Dominical.

MÚSICA

21. Extensão da Escola de Música a nível regional.
22. Viabilização das normas aprovadas pela Secretaria de Música da IEADC.

FAMÍLIA

23. Dinamização das normas previstas no Manual de Organização (Regimento Interno)
Departamentos: Infantil, Adolescentes, Jovens, Casais, Círculo de Oração.

MINISTÉRIO

24. Seminários de capacitação e atualização de Obreiros.
25. Valorização das famílias dos obreiros.
26. Criação de uma Caixa de Socorro aos Obreiros em casos emergenciais.
27. Revisão dos critérios para integração de novos obreiros de acordo com a disponibilidade financeira da Igreja.
28. Estudo para concessão de Plano de Saúde aos obreiros (parceria).
29. Ampliação do Plantão de Aconselhamento com pessoal treinado para as congregações.
30. Implantação urgentíssima de um programa de visitação padronizado para o Campo.
31. Agrupamento de Congregações em Setores (art. 63 do Estatuto).

ÁREA ADMINISTRATIVA

PLANEJAMENTO E CONTROLE

1. Elaboração do Plano Geral constante no Regimento Interno (Capítulo III – art. 5º), que diz respeito ao sistema de planejamento e controle das metas administrativas e eclesiásticas, constituído por:

Diretrizes Estratégicas: que definem os objetivos, as políticas, as diretrizes fundamentais e estratégias administrativas e eclesiásticas da IEADC.

Diretrizes de Funcionamento: que estabelecem instruções econômicas, eclesiásticas e administrativas para a elaboração das Diretrizes Operacionais.

Diretrizes Operacionais: que consolidam as ações a serem desenvolvidas para realizar os programas e projetos em consonância com as Diretrizes Estratégicas e as Diretrizes de Funcionamento, dele resultando o Orçamento Anual da IEADC.

2. Contração de profissional especializado em controle de gestão para assessorar o Pastor-Presidente na elaboração das políticas estratégicas administrativas e eclesiásticas da IEADC.

DIRETORIA EXECUTIVA

3. Desmembramento da Diretoria de Obras e Patrimônio, para maior controle do patrimônio da IEADC.
4. Reestudo da política de construção de templos (mais funcionalidade, menos ostentação - projetos de templos pré-moldados – melhor custo-benefício).
5. Reescalonamento de prioridades das reformas.

32. Programa de Consórcio para aquisição de imóveis, construção e reformas de templos.

33. Programa de Consórcio para renovação da frota de veículos da IEADC para melhor atendimento da obra de Deus.

34. Elaborar projeto de aumento das contribuições financeiras (ofertas e dízimos).

“Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Co 12.15).

Amigos: Não é comum a participação dos membros na escolha do pastor presidente. Por que na AD de Curitiba o processo está ocorrendo desta maneira?

Pr. Wagner: A AD em Curitiba está vivendo um momento singular e histórico em sua existência, onde o Povo de Deus escolherá seu presidente, com a devida clareza, lisura e democracia. A participação dos membros nas decisões da igreja deve ser mais efetiva. Este processo obedece o que estava previsto no estatuto de nossa igreja, onde a assembléia (que são os membros da igreja) deve eleger seu presidente.

Fonte: http://www.amigosdopastowagner.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Papa refuta imagem de um Jesus revolucionário em seu novo livro



Bento XVI lançou em 7 idiomas o 2º volume de seu livro sobre vida de Cristo.
Pontífice, que é teólogo, disse que quis apresentar o 'Jesus real' na obra.

O Papa Bento XVI refutou a imagem de um Jesus Cristo politizado e revolucionário em seu novo livro lançado nesta quinta-feira (10) em sete idiomas e no qual absolve os judeus como responsáveis pela morte do filho de Deus.

O segundo volume do livro do Papa sobre a vida de Cristo, "Jesus de Nazaré. Da entrada em Jerusalém até a Ressurreição", tem um profundo conteúdo teológico e, em seu prefácio, Bento XVI precisa que "não se trata de um documento de magistério" (portanto, infalível), e sim um "percurso pessoal interior na busca do rosto de Deus".

A nova obra, de mais de 300 páginas, espera ser um êxito editorial como foi o primeiro volume, que, em 2007, ficou entre os mais vendidos.

Os livros do papa geralmente viram fenômenos editoriais, e recentemente o Vaticano informou que quase um milhão de exemplares do livro de entrevistas "Luz do mundo" já foram vendidos.

"Desejo apresentar 'a figura e a mensagem' de Jesus. Exagerando um pouco, queria descobrir o Jesus real", escreveu Bento XVI, um reconhecido teólogo.

Em trechos que foram divulgados na semana passada, o papa reafirmou que o povo judeu não era responsável pela morte de Cristo, tese também reconhecida por Israel e por movimentos judaicos.

O papa também rejeita a ideia de que Jesus tenha sido um "político revolucionário".

"No Iluminismo já havia tentativas de interpretar Jesus como um revolucionário político (...) Nos anos 60, formou-se o clima clima espiritual e político no qual uma visão como esta pôde desenvolver uma força explosiva", analisa, em mencionar as repercussões da Teologia da Libertação, firmemente condenada pelo papa.

"Cristo não veio como destruidor, não chegou com a espada do revolucionário. Veio com o dom de curar (...) Ele nos mostra Deus como alguém que nos ama e seu poder é o amor", escreve o papa, segundo uma tradução livre baseada na versão em italiano.

"Não, a subversão violenta, o assassinato de outros em nome de Deus não correspondia a seu modo de ser", enfatiza o papa.

No terceiro capítulo, dos nove que formam a obra, intitulado "Da lavagem dos pés", Bento XVI desenvolve o "mistério do traidor" e analisa a figura de Judas Iscariotes.

O papa-teólogo recorda que "Jesus teve de experimentar a incompreensão, a infidelidade na intimidade de seus amigos" para poder "cumprir as Escrituras", já que "Ele mesmo alude a seu destino através das Escrituras", que inserem Jesus na lógica de Deus, na lógica da história da salvação".

"Ele carregou sobre si a traição de todos os tempos e experimentou o sofrimento de ter sido traído, suportando assim até o final as misérias da história", escreve o pontífice.

O livro também aborda a relação com a política e a violência religiosa, uma das maiores preocupações de seu pontificado devido aos crescentes ataques contra cristãos no mundo muçulmano.

"Não é acaso verdade que as maiores ditaduras se mantiveram graças à força da mentira ideológica e que só a verdade é aquela que concede a libertação?", questiona.

Para Bento XVI, as "consequências terríveis da violência religiosa podem ser vistas ante nossos olhos", por isso chama esta violência de "instrumento do anticristo".

"Não serve à humanidade e sim à desumanidade", conclui.

Joseph Ratzinger começou a escrever esta série quando ainda era cardeal e prefeito da Congregação pela Doutrina da Fé, órgão do Vaticano encarregado de garantir a manutenção do dogma católico.

O segundo volume do livro "Jesus de Nazaré" tem uma tiragem de 1,2 milhão de exemplares em sete idiomas, alemão, italiano, inglês, francês, espanhol, português e polonês.

Fonte: www.g1.com.br - 10/03/2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

O sacrifício vivo



“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” ( Rm 12:1 )

Como cumprir a recomendação do apóstolo Paulo?

Em primeiro lugar não é se socorrendo da definição de sacrifício que consta em dicionários. Saber que sacrifício é ‘qualquer coisa consagrada e ofertada a Deus’ não nos auxiliará na compreensão da orientação paulina, pois não há dicionário no mundo que esclareça como tornar um ‘corpo’ possuidor dos predicativos que se seguem: vivo, santo e agradável.

Em segundo lugar, sabemos que é impossível ao homem natural compreender as coisas de Deus, portanto, não podemos esperar que o trabalho de lexicógrafos nos auxilie na compreensão das Escrituras ( 1Co 2:14 ).

O apóstolo Paulo roga aos cristãos, ou seja, ele não estabelece uma determinação, uma ordenança, ou uma lei, pois ao chamá-los de irmãos, demonstra que, apesar de estar em posição de impor determinações, por ser apóstolo, não impõe, pois tudo que um cristão faz é voluntário, pois Deus a ninguém oprime ( Jó 37:23 ).

Ele roga aos seus irmãos pela compaixão de Deus, ou seja, por Cristo. Cristo é a compaixão de Deus revelada aos homens.

O apóstolo Paulo não utiliza o seu apostolado para impor determinações aos cristãos, antes roga no nome do Senhor Jesus, o primogênito dentre muitos irmãos, para que a sua exortação fosse acatada ( Rm 8:29 ).

Como o verso em análise aborda as questões de oferta e sacrifício, geralmente vem à mente do leitor os sacrifícios oferecidos sob a velha aliança. Porém, os sacrifícios que se ofereciam segundo a lei eram todos ‘cadáveres’, por mais perfeito que fosse o cordeiro escolhido. Para o sacrifício o animal era morto e, após, disposto sobre o altar em holocausto, mas Deus já sinalizava que não se deleitava somente na sombra dos bens futuros "Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos" ( Sl 51:16 ).

Embora o sacrifício para a redenção da humanidade já foi ofertado, pois Cristo é o Cordeiro de Deus, a bíblia nos demonstra que sob a nova aliança também é possível oferecer sacrifício a Deus. O escritor aos hebreus assim orienta: "Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome" ( Hb 13:15 ), ou seja, por intermédio de Cristo (compaixão de Deus) se oferece a Deus ‘sacrifício de louvor’, que nada mais é do que professar o nome de Cristo.

Neste mesmo sentido alerta o apóstolo Pedro: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” ( 1Pe 2:5 ). Ele demonstra que os cristãos são ‘casa espiritual’ e exercem um ‘sacerdócio santo’, ou seja, sacerdócio real segundo a ordem de Melquisedeque.

Como? Se Cristo é a pedra fundamental, o sumo sacerdote, o sacrifício e o primogênito entre muitos irmãos, todos os cristãos, como coerdeiros, filhos de Deus, também são pedras vivas e sacerdotes real edificados casa espiritual ( 1Pe 2:15 ).

Mas, qual o objetivo de os cristãos terem sido edificados casa espiritual? Para oferecerem sacrifícios agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo ( Hb 13:15 ). Que sacrifício é este? O fruto dos lábios, ou seja, anunciar a Cristo (a palavra, o Verbo encarnado), a pedra de tropeço no qual os homens tropeçaram ( 1Pe 2:8 ). O apóstolo Pedro destaca que os cristãos são ‘geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido’ para oferecerem sacrifício de louvor, ou seja, anunciando ‘as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz’ ( 1Pe 2:9 ).

Neste sentido o salmista Davi preanunciou: "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" ( Sl 51:17 ). Como ele haveria de sacrificar? "Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom" ( Sl 54:6 ). Por que Ele haveria de louvar? Porque ‘aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará’, ou seja, qualquer que queira oferecer sacrifício de louvor, ou o ‘fruto dos lábios’, deve anunciar as virtudes de Cristo professando o seu nome ( Sl 50:23 ; 1Pe 2:9 ; Hb 13:15 ). Compare:

"Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos" ( Jo 15:8 );
“Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará” ( Sl 50:23 );
"Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome" ( Hb 13:15 ).
Jesus demonstrou que glorificou o Pai anunciando o seu nome aos homens, e para que o cristão seja discípulo de Cristo deve produzir muito fruto, ou seja, anunciar o nome do Pai, o mesmo que glorificá-Lo “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer (...) Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra” ( Jo 17:4 -6).

Se o sacrifício do cristão é oferecer o ‘fruto dos lábios’, ou ‘sacrifício de louvor’, ou ‘professar o nome de Cristo’, que glorifica o Pai, o que o apóstolo Paulo propõe aos irmãos no verso 1 do capítulo 12 da epístola aos cristãos em Roma?

Como é assente que ‘um texto fora do contexto é pretexto’, devemos analisar o contexto de Romanos 12.

Antes de analisarmos o contexto de Romanos 12, observe este verso: "Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR" ( Sl 116:17 ). Por que é necessário observar este verso do Salmo 116? Porque neste verso há um paralelismo sinônimo, ou seja, a segunda linha, apesar de empregar termos diferentes, repete o pensamento da primeira linha, que é uma das características da poesia hebraica.

Lembrando que na poesia hebraica temos uma espécie de rima de pensamentos, nunca de som, ou seja, as idéias é que são relacionadas e não o som, ou rima. É esta uma das características da poesia hebraica que preserva a beleza e a idéia mesmo quando se traduz para qualquer outra língua. Compare:

“Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará” ( Sl 50:23 );
“Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR" ( Sl 116:17 );
"E ofereçam os sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo" ( Sl 107:22 );
"Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no SENHOR" ( Sl 4:5 ).
‘Sacrifício de louvor’ é o mesmo que ‘relatar as obras de Deus’ com alegria, ‘invocar o seu nome’, ‘confiar em Deus’, ‘glorificar’, ‘anunciar’ etc.

Se o paralelismo sinônimo da poesia hebraica estabelece que ‘oferecer sacrifício de louvor’ é o mesmo que ‘invocar o nome do Senhor’, segue-se que o que o apóstolo Paulo propõe no capítulo 12 é continuação das idéias exaradas no capítulo 10, o que não é de se estranhar, pois se trata de uma epístola ( Rm 10:13 ).

Os mesmos irmãos que o apóstolo roga para que apresentem os seus corpos em sacrifício, foram abordados no capítulo 10: “Irmãos, o bom desejo do meu coração...” ( Rm 10:1 ), e: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão...” ( Rm 12:2 ).

Qual era o bom desejo do coração do apóstolo Paulo? Que os seus irmãos na carne (judeus) fossem salvos, porém, ele bem sabia que os seus compatriotas, apesar do zelo, não tinham o ‘entendimento’ de Deus ( Rm 10:2 ).

Que entendimento lhes faltava? Que Deus é rico para com todos que O invocam ( Rm 10:12), pois ‘todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’ ( Rm 10:13 ). Como oferecer ‘sacrifício de louvor’ (buscar ao Senhor) é o mesmo que possuir um ‘espírito quebrantado’ ( Sl 116:17 ; Sl 51:17 ), neste quesito não há diferença entre gentios e judeu, servos e livres, macho e fêmea ( Rm 10:12 ).

Para os que não compreendem a verdade do evangelho o ciúmes permanece ( Rm 10:19 ).

Quando o escritor aos Hebreus cita o Salmo "Dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, Cantar-te-ei louvores no meio da congregação" ( Hb 2:12 ; Sl 22:22 ), está em destaque o paralelismo, pois quem anuncia o nome de Deus é que O louva. Compare: “Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que O buscam; o vosso coração viverá eternamente” ( Sl 22:26 ), com "Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor, e invocarei o nome do SENHOR" ( Sl 116:17 ). Quando Jesus convida 'vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos' e 'aprendei de mim (...) e encontrareis descanso para as vossas almas', cumpre-se os versos acima ( Mt 11:28 -29).

Após declinar qual era o desejo do seu coração ( Rm 10:1 ), e que Deus não havia rejeitado a Israel como povo ( Rm 11:1 ), o apóstolo Paulo rogou aos irmãos (judeus e gentios) que oferecessem a Deus os seus corpos, ou seja, agissem de modo a demonstrar que judeus e gentios que crêem em Cristo foram elevados a mesma categoria: membros do corpo de Cristo ( 1Co 12:13 e 24).

O sacrifício do cristão é professar a Cristo, mas quando há qualquer tipo de discriminação nega-se a eficácia do evangelho ( Hb 13:15 ). Seria o mesmo que considerar que Deus só podia fazer nova criatura dentre os judeus, pois eram mais regrados devido à lei. Ou que Deus só podia salvar gentios, uma vez que os judeus foram rejeitados.

Diante das diferenças que alguns ainda evocavam por entenderem que mesmo no evangelho persistiam as diferença entre judeus e gentios (ambos, judeus e gentios, não haviam compreendido que os judeus não são mais excelentes que os gentios, e que os judeus não foram rejeitados Rm 3:9 e Rm 11:1 e 12), o apóstolo Paulo roga que ofereçam os seus corpos por sacrifício vivo, santo e agradável, pois assim as diferenças culturais seriam extintas.

Até mesmo considerar que os dons que foram repartidos tornam alguns cristãos melhores que outros não é racional diante de Deus, pois o douto não é melhor que o neófito “Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros” ( 1Co 12:24 -25).

Como por natureza o cristão é vivo, santo e agradável a Deus, o sacrifício também é vivo, santo e agradável. Por quê? Porque os cristãos já ressurgiram com Cristo e são pedras vivas, sacerdócio real, templo santo. Como é o templo que santifica o ouro, e o altar que santifica a oferta, o sacrifício é vivo, santo e agradável porque o cristão é pedra viva (templo e altar), nação santa, sacerdócio santo, casa espiritual, etc. ( 1Pe 2:5 ).

Conclui-se que, aqueles que não aceitam os irmãos como sendo seu igual, ainda está morto. Não creu em Cristo conforme as escrituras, e não pode oferecer o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável. Não cultua o culto racional, pois para santificar os membros do seu corpo, o próprio Jesus utilizou a palavra, o que torna a igreja santa e irrepreensível “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” ( Ef 5:26 -27). É Cristo que dá vida! É Cristo que santifica! É Cristo que torna o homem agradável a Deus ( Jo 10:10 ; Ef 1:6 ; 1Co 6:11 ).

O apóstolo Paulo considerou tudo como esterco para alcançar a Cristo "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo" ( Fl 3:8 ), porém, não podia falar-lhes abertamente, por questões socioculturais, que ser judeu ou ser gentil, quando em Cristo, era de nenhum valor, o mesmo que nada, escória ( Gl 6:15 ).

O apóstolo Paulo roga aos cristãos que ofereçam os seus corpos em sacrifício vivo, santo e agradável, pois somente desta forma todas as diferenças socioculturais seriam excluídas. Sacrificar as diferenças socioculturais é o culto racional, pois todo os cristãos, não importando suas origens, são povo adquirido, sacerdotes santos, pedras vivas, casa espiritual para oferecerem sacrifícios santos e agradáveis a Deus ( 1Pe 2:5 ).

O culto racional só é possível após ser participante do leite racional. O que é o leite racional? A palavra da verdade que concede crescimento, que torna o cristão sóbrio, com o entendimento cingido ( 1Pe 2:2 ). No que isto implica? Que o cristão invoca como Pai Aquele que não faz acepção de pessoa (judeu e gentil) ( 1Pe 1:17 ), e que toda carne é como a flor da erva (judeu e gentil) ( 1Pe 1:24 ), e o que permanece é a palavra de Deus ( 1Pe 1:25 ).

Nascer de novo é um imperativo, mas sacrificar as diferenças sociais em função da unidade do corpo de Cristo é uma disposição voluntária, por isso o apóstolo Paulo roga no verso 1, do capítulo 12 da carta aos Romanos. O apóstolo dos gentios destaca que os cristãos são muitos, mas são um só corpo em Cristo, ou seja, individualmente cada cristão é membro um dos outros, portanto, não pode haver diferença entre os cristãos “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” ( Rm 12:5 ).

Daí vem o imperativo: não sede conformados com o mundo! O que isto quer dizer? Que as diferenças apregoadas pelos judaizantes, algo próprio ao mundo, não devia ser a tônica dos cristãos ( 1Pe 1:14 ). Antes, deviam ser ‘transformados pela renovação do entendimento’, ou seja, a transformação do entendimento reflete diretamente na mudança de comportamento, que passa a ser segundo a boa, agradável e perfeita vontade de Deus ( Rm 12:2 e 18 compare com 1Pe 2:19 ).

A mudança de comportamento operada pela transformação do entendimento é o que tapa a boca à ignorância dos homens insensatos, daqueles que se ensoberbecem a favor de um contra o outro, pois vão além do que está escrito "Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos" ( 1Pe 2:15 ; Rm 12:3 e 1Co 4:6 ).

Apresentar o corpo como sacrifício vivo, santo e agradável é culto racional ofertado a Deus, ou seja, refere-se a uma transformação na compreensão através da verdade do evangelho (leite racional). O cristão que pensava que os judeus eram mais ilustres que os demais homens diante de Deus precisavam compreender que no corpo de Cristo não há diferença entre judeus e gentios, pois através da operação do evangelho da paz foi feito dos dois povos um novo homem ( Ef 2:15 ).

O culto racional, o mesmo que compreender que todos (judeus e gentios) são um só corpo em Cristo Jesus é apontado como sendo um sacrifício que os cristãos, individualmente e voluntariamente, poderiam oferecer a Deus.

Além de andar de acordo a compreensão do Evangelho podemos oferecer também sacrifício de louvor que decorre do fruto dos lábios, conforme demonstra o escritor aos hebreus ( Hb 13:15 ).

Sob a Velha Aliança, era oferecido a Deus o sacrifício de animais, o que prenunciava o sacrifício do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Apresentar o corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus não é o mesmo que um processo de santificação, pois a santificação se dá única e exclusivamente pela vontade de Deus através da oferta do corpo de Cristo ( Hb 10:10 ).

Apresentar o ‘corpo’ em sacrifício vivo, santo e agradável também não é o mesmo que apresentar os ‘membros’ a Deus como instrumento de justiça, pois apresentar os membros como instrumento de justiça é abster-se da concupiscência, e apresentar o corpo em sacrifício, um culto racional ( Rm 6:12 -13).

Enquanto o culto racional refere-se à voluntariedade do cristão em aceitar qualquer pessoa, independente das suas origens e condições sociais, como sendo participante do corpo de Cristo, apresentar os membros a Deus como instrumento de justiça refere-se ao comportamento do cristão após tornar-se servo da justiça ( 1Pe 2:11 ).

Observe que a estrutura de texto da primeira epistola do apóstolo Pedro, apesar de não ter o mesmo contexto (judeus versus gentios), demonstra que os sacrifícios agradáveis a Deus ( 1Pe 2:5 ) é anunciar as virtudes daquele que chamou os cristãos para a luz ( 1Pe 2:9 ). Como a vontade de Deus é que os ignorantes não tenham do que acusar os cristãos ( 1Pe 2:15 ), o apóstolo roga, do mesmo modo que o apóstolo Paulo, que os cristãos abstenham das concupiscências carnais (1Pe 2:11 ).

Fica claro após uma releitura do verso em análise que a ‘transformação pela renovação do entendimento’ se traduz em aceitação das diferenças socioculturais dos cristãos, pois após a reconciliação efetivada na cruz ( Ef 2:16 ), todos pertencem a uma mesma família ( Ef 2:19 ; Rm 12:5 ), são membros de um mesmo corpo, pois não há diferença entre judeu e grego ( Rm 10:12 ), o que demanda aos cristãos, que ainda não ofereciam um culto racional, transformarem-se pela renovação do entendimento, ou seja, oferecendo voluntariamente os seus corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é aceitar a eficácia do sacrifício de Cristo (culto racional), que faz (bara) ambos, judeus e gentios, nova criatura.

Por quê? Porque após oferecer o corpo em sacrifício o cristão deixa de considerar os membros do corpo de Cristo segundo a carne (judeus e gentios), como alertou o apóstolo Paulo "Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo" ( 2Co 5:16 ).

Cristo morreu, segue-se que todos cristãos morreram ( 2Co 5:15 ), portanto, é necessário trazer sempre ‘por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos’. Ou seja, aqueles que obtiveram nova vida em Cristo sempre estão entregue à morte por amor de Jesus, ou seja, é um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, para que ‘a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal’ ( 2Co 4:10 -11).

Ao oferecer o corpo em sacrifício vivo, santo e agradável, que é o culto racional, o cristão compreendeu que na unidade do corpo de Cristo há servo, livre, judeu, grego, homem, mulher, etc. É o mesmo que “... amar a Deus de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo...”, ou seja, oferecer sacrifício de louvor “... é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios" ( Mc 12:33 ; Sl 50:23 ).

Fonte: http://www.ibiblia.net/artigos/como-oferecer-sacrificio-vivo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Origem do Carnaval

A própria origem do carnaval ainda é algo indefinido para os historiadores. Muito embora o Carnaval, segundo a Enciclopédia Barsa, seja definido como “um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda”, podemos afirmar, com toda a certeza, de que se trata de uma festividade totalmente pagã, que não guarda nenhuma relação com o cristianismo.

O carnaval tem sido atribuído à evolução e à sobrevivência do culto de Ísis, dos festejos em honra de Dionísio, na Grécia, e até mesmo às festas dos "inocentes" e "doidos", na idade Média, dando origem aos carnavais dos tempos modernos.

Segundo relata o estudioso e pesquisador Hiram Araújo em seu livro Carnaval, a origem das festas carnavalescas não têm como ser precisamente estabelecidas, talvez possam estar ligadas aos cultos agrários, às festas egípcias e, mais tarde, ao culto a Dionísio, ritual que acontecia na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C.


Para a maioria dos pesquisadores, é provável que o Carnaval tenha se originado no Império Romano, ainda antes do nascimento de Cristo. Nessa época, celebravam-se as Saturnálias, festas em homenagem ao deus do tempo, Saturno. Elas aconteciam nos meses de novembro e dezembro, e todos os segmentos da sociedade participavam. Dos membros da nobreza aos escravos, todos se misturavam nas ruas para as comemorações, que incluíam muita comida, bebida, música e dança, nada muito diferente do que ocorre hoje.

Nos primeiros séculos a Igreja Católica não tinha expressão dentro do mundo greco-romano. Somente no século 4, o imperador Constantino publica o Edito de Milão (313 d.C.), que torna o catolicismo a religião oficial do Império e proíbe a perseguição de cristãos. A partir do século 4, a Igreja cria uma estrutura mais forte e elabora um cronograma oficial para as festas litúrgicas – Natal, Quaresma e Páscoa – dentro do calendário Juliano.

Como a Igreja pautava-se nos padrões éticos e morais, não permitia uma série de excessos na Quaresma, como a realização de bacanais e saturnálias. Então, as pessoas passaram a aproveitar o último dia antes do início da Quaresma para fazerem tudo a que “tinham direito”. O carnaval é realizado justamente neste período e remonta às características das festas pagãs.

Assim estas festividades pagãs foram movidas para antes do início desse período - a mesma data atual - e ganharam o nome de “carnem levare”, que em latim significa "adeus à carne", ou seja, uma despedida dos chamados prazeres carnais, dos tais excessos que caracterizavam as Saturnálias e eram, como ainda são, reprovadas pela Igreja.

É importante ressaltar que antes das Saturnálias (Romanas), no Egito, no período da estação do outono realizava-se a festa do boi Apis (animal sagrado). Escolhia-se o boi mais belo e todo branco o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais cabalísticos (branco = pureza, então, pintar o boi significa torná-lo impuro). O boi era conduzido pelas ruas e levado até o rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças, fantasiados grotescamente, iam atrás dele (o boi) dançando, cantando em promiscuidade até seu afogamento.

Frise-se que na mitologia Grega, Júpiter se fez passar por um boi, seduziu a princesa Europa e a conduziu para o mar até uma praia deserta onde a possuiu. É fato que estes relatos estão entrelaçados, pois o inimigo sempre atuou no mundo de forma discreta e às vezes até imperceptível para levar as almas à perdição, como na Babilônia, como mais adiante explico.

No entanto, a Saturnália iniciava-se com César e eram protegidas por Baco, o deus do vinho (daí o termo Bacanal). Nos dias de folia, tudo se invertia e ao participar dessa inversão, as pessoas representavam papéis, e fingiam ser o que não eram. Tanto que o rei da festa, o Rei Momo, era um escravo (da classe mais baixa de Roma) e podia ordenar o que quisesse durante as festividades. Durante seu reinado, era praticado, sobre o seu comando, todo tipo de orgia, bebedeira e lasciva. No término das festividades, ou seja, no final do quarto dia, o rei Momo era sacrificado de forma brutal no altar de Saturno. Mas quem afinal é a entidade Momo?

Momo era o deus da irreverência, e irreverência, segundo os léxicos, é sinônimo de desrespeito, profanação, sacrilégio, ofensa, desconsideração, desculto, desveneração e relaxo. E aqui eu faço uma pausa e chamo sua atenção! Diante desta definição de Momo dada pelos dicionários, pode-se afirmar com tranqüilidade que Momo nada mais é do que o próprio Satanás que se insurge contra o próprio Deus e leva os homens à profanarem seu próprio corpo que é o templo do Espírito Santo.

A própria Mitologia Grega relata que, por ser irreverente e profanador, Momo teria sido expulso do Olimpo (local onde os gregos acreditavam morar os deuses da sua mitologia). Mas porque afirmar que essa entidade era cultuada em Roma se a sua origem é Grega? Momo é uma das formas de Dionísio, o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo (para os Romanos), daí também se origina o termo Bacanal que significa festas orgísticas.

Frise-se que Saturno (deus cultuado nas saturnálias) também é conhecido como o deus sol e isso nos retrocede bem antes da época dos reinados Romano, Grego e Egípcio, nos levando até um homem chamado Ninrode (Gênesis, 10:8 a 12).

O princípio do reino de Ninrode foi Babel. Babel nos faz lembrar da torre, derrubada por DEUS, e o surgimento de várias línguas (Gênesis, 11:1 a 9). Ninrode e seu povo decidiram levantar uma torre, no intento de tocarem o céu, para levantarem seu nome. Desejaram o mesmo que Lúcifer desejou, colocar seu nome acima do nome do único DEUS. A essência da atitude de Ninrode e seu povo é: nós somos poderosos na terra e também seremos poderosos nos céus. Não haverá ninguém como nós.

Mas o SENHOR destruiu todo esse intento e colocou um nome acima de todo nome, o nome de Jesus. Essa torre representa a declaração de que “nós entramos nos céus, nós dominamos os céus, nos tornamos poderosos na terra e nos céus”.

Voltando ao relato, Ninrode foi o homem que, com seu poder, deu início a uma civilização chamada Babilônia. Localizaremos em Babilônia o início de todas as profanações, todos os cultos a outros deuses. Ali, milhares de deuses eram cultuados, mas Javé, o verdadeiro DEUS, não era cultuado.

Quando Ninrode morre, sua mulher, Semirames, declarou que Ninrode era o deus sol e seu filho Tamus era a reencarnação de Ninrode, ou seja, Tamus era o deus sol encarnado.

Voltando para os dias de hoje, antes do carnaval é feita uma eleição, e é escolhido um homem, que é coroado rei, para reinar e comandar os dias da festa, que é chamado rei Momo, que nada mais é do que uma representação viva de Satanás. Pode-se afirmar que o carnaval de hoje é a mesma festa que acontecia no passado, com algumas mudanças estratégicas feitas por Satanás, já que nos dias de hoje não seria aceitável o sacrifício do representante Momo, Satanás troca essa vida (o sacrifício do rei Momo) pela vida de todos os que são brutalmente assassinados no período do carnaval.

Mas o pior de tudo vem agora, pois após ser coroado, essa representação da entidade maligna, Momo, Baco, Dionísio, Saturno, deus sol (Ninrode, Tamus), recebe das mãos do prefeito da Cidade ou da autoridade máxima daquela localidade, Estado ou País, as chaves “da cidade” e este ato de entrega das chaves, no mundo espiritual tem uma repercussão devastadora, pois chave na Bíblia significa poder, autoridade, domínio, ligar, desligar e abrir e fechar. Isaias 22:22, Apocalipse, 1:18, 3:7, 9:1 e 20:1. Mateus, 16:19 “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céu; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

Assim, Satanás e sua legião de demônios literalmente passam a reinar no carnaval ao receber as chaves da cidade através de Momo e ligam espiritualmente os foliões ao inferno. Satanás é tão astuto que traz para todas as culturas e povos um modo de ser adorado, e ainda mais, faz com que ações sejam tomadas para afirmar sua posse sobre a terra (Mt. 4:8 e 9).

Por fim, em Mateus 4:10-11 está escrito: “Então Jesus o ordenou : Retira-te, Satanás, porque está escrito: ao SENHOR, teu Deus, adorarás, e só a ELE darás culto. Com isto o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram”.

Enfim, trago essa reflexão, para que nós, cristãos, pensemos coerentemente antes fazer parte desse festejo, pois há muitos que curtem o carnaval hoje em dia e até acham que o carnaval é bom, porém eles não têm consciência da armadilha maléfica que estão sendo induzidos a participar.

Fonte: http://www.canaldagraca.com.br/artigo_57.htm