quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O cristão deve praticar ioga?



A ioga está espalhada. Ela pode ser encontrada tanto no oriente quanto no ocidente. Aulas de ioga são oferecidas na América Central, Rússia, Austrália, etc... Panfletos sobre esta prática estão nos painéis de informações das universidades, em lojas de comida natural, nos elevadores de prédios altos no centro da cidade de Los Angeles e até fazem parte de alguns programas de educação física da YMCA (Associação Cristã de Moços). Será que a ioga é apenas um exercício físico?


Com referência à ioga asanas ou posturas físicas Swami Vivekananda escreve em seu livro Raja Yoga: "Uma série de exercícios físicos e mentais, deve ser feita freqüentemente todos os dias até que estágios mais altos possam ser alcançados. As correntes de energia devem ser liberadas e um novo canal deverá se abrir. Novos tipos de vibrações começarão: a natureza corpórea será remodelada por completo, como o era".


Alain Danielou, um erudito francês em ioga, escreve em sua obra The Method of Re-Intergation (O Método de Re-integração) que o verdadeiro significado da ioga é que ela atua "como um processo de controle do corpo bruto objetivando a liberação do corpo sutil." O corpo sutil é descrito como extremamente complexo e consistindo de 72.000 canais sensitivos invisíveis chamados nadis que se comunicam com o corpo físico. O corpo bruto e o sutil estão conectados por sete pontos primários ou chakras que se estendem do alto da cabeça até a base da espinha.
Acredita-se que os chakras controlam a consciência de um indivíduo. Ao manipular a espinha através de várias posições da ioga, a energia que flui do corpo sutil aumenta e conseqüentemente provoca uma alteração na consciência da pessoa. A ioga Kundalini e a ioga Hatha manipulam diretamente os chakras através das suas posições e dos exercícios de respiração.


Dentro deste tipo de relacionamento em que a mente é superior ao corpo a ioga mantra procura alterar a consciência de uma pessoa através da repetição de mantras, os quais o Guru Dev, o guru de Maharishi Mahesh Yogi, considera os "nomes favoritos dos deuses". Os mantras são repetidos silenciosamente ou de forma audível por várias horas e produzem alteração do estado de consciência.


A ioga tem uma ligação muito estreita com as religiões orientais metafísicas e não é uma forma inocente de relaxar o corpo e a mente. Seu objetivo é o mesmo do hinduismo, ou seja, tomar consciência de que a pessoa é Brama, o subjacente e impessoal Deus do Universo no hinduismo. De acordo coma obra Psychic Forces and Occult Shock – Força Psíquicas e o Impacto do Oculto (Wilson e Weldon): "Os exercícios físicos da ioga são designados para preparar o corpo para uma mudança psicoespiritual vital e para inculcar esta idéia (a percepção de que a pessoa é Brama) dentro da consciência e ser do indivíduo. Por essa razão falar em separar a prática da ioga da teoria é algo sem sentido. Sob uma perspectiva Cristã, se ambas podem ser separadas é duvidoso. Dizer: ‘eu faço ioga, mas o hinduismo não está no meio disso,’ é uma afirmativa incorreta".


Uma publicação “Projeto de Simulações Espirituais” (A Spiritual Counterfeits Project -Berkeley, California) sobre "ioga" afirma: "Por enquanto torna-se mais conveniente aceitar a concepção secular para estabelecer apenas o aspecto selecionado (o físico) da ioga, o qual se ajusta à noção burguesa do que se espera que a ioga faça (por exemplo, tornar um corpo bonito). Todavia, o fato ainda permanece o mesmo: a ioga física está inextricavelmente atada às religiões orientais metafísicas. De fato, podemos dizer de maneira precisa que a ioga física e a metafísica hindu são mutuamente interdependentes; na realidade, você não pode ter uma sem a outra."


Na tradição Shankara, que impregna a maioria do hinduismo contemporâneo, a gota de chuva é retratada como o símbolo do eu e o oceano é o símbolo da alma universal. (J.Isamu Yamamoto, SCP Newsletter). "A absorção da gota de chuva dentro do oceano é a absorção simbólica da pessoa dentro do universo impessoal. Logo que a pessoa alcança a iluminação, ela perde a identidade própria e torna-se uma com o todo. A absorção é o objetivo do hindu monista" (J.Isamu Yamamoto, SCP Newsletter , March-April 1983).


"A chama da vela é uma imagem budista do eu; ela é a luz da vida que tremula na escuridão do sofrimento. A busca de cada budista ardente é extinguir a própria chama. Eles não procuram apenas uma morte física, mas uma morte que os irá libertar tanto da vida física quanto da espiritual. A extinção é a meta do budista tradicional" (J. Isamu Yamamoto, SCP Newsletter , op.cit.).


Para este autor mais persuasivo do que qualquer autoridade é sua experiência pessoal na ioga mantra, na ioga hatha e na ioga kundalini. Definitivamente a ioga produz estados alterados de consciência. Entretanto, estes estados de consciência inicialmente anestesiantes tornam-se uma prática constante da ioga mostrando-se de caráter opressivo, resultando numa dissociação do mundo externo. As entradas sensoriais são acentuadas e produzem uma reação exagerada ao estímulo interno desencadeando uma forte ansiedade. Nos cursos de meditação osana o autor experimentou vários desmaios durante as sessões do mantra, desmaios que duravam cerca de uma hora e meia. Não há lembranças do que aconteceu durante esse período de tempo em que ficou inconsciente.


Lidar com estes estados alterados de consciência produziram no autor uma tensão crescente tornando-o irritado com coisas mínimas tais como (o bater de uma porta, o barulho de um avião e o tráfego). De várias maneiras a experiência da meditação/ioga é a clássica experiência do sofrimento e da ansiedade tão bem documentada pela doutora australiana Claire weeks em sua obra clássica Hope and Help For Your Nerves (Esperança e Ajuda Para Seus Nervos), que também oferece o melhor tratamento não clínico para curar o sofrimento e a ansiedade os quais têm como sintomas, por exemplo, os ataques de pânico.


A meditação e a ioga em muitos casos levam ao sofrimento e à ansiedade. Esta experiência do autor é que as técnicas resultam em sentimentos irreais, de desintegração da personalidade e de depressão. Este autor está convicto de que muitos dos chamados "estados avançados de consciência" não são mais do que resultado de uma exacerbada sensibilização, um estado em que nossos nervos reagem de uma forma exagerada ao stress induzidos pelas técnicas da ioga/meditação, produzindo uma irrealidade sensorial difusa parecida àquela induzida pelas drogas que alteram a consciência.


A ioga é comercializada sob o aspecto de uma técnica saudável e inocente, mas ela está longe disso. H.Rieker adverte: "A ioga não é nenhum jogo insignificante se consideramos que qualquer equívoco na prática da ioga pode levar à morte ou à loucura", e que se a respiração é "prematuramente acabada, há o perigo imediato de morte para o iogui" (Rieker, The Yoga of Light – A Ioga de Luz (Los Angeles: Dawn House) 1974, p. 135). Desmaios, estados estranhos de transe ou loucura estão listados como "os erros mais elementares..." da prática da ioga. O livro "Ioga e Misticismo" de Swami Prabhavananda lista como perigos potenciais à má prática da ioga os danos cerebrais, as doenças incuráveis e a loucura.


Se alguém estiver passando por uma situação de stress e precisar relaxar, existem muitas maneiras de fazê-lo: sair para uma caminhada, ver uma exposição de quadros, praticar esportes, jantar fora ou tirar férias. Para fortalecer o corpo você pode levantar pesos, correr, nadar etc... no lugar de praticar as posições da ioga.


No livro Psychic Forces and Occult Shock ("Forças Psíquicas e o Impacto do Oculto"), Wilson e Weldon afirmam, "A ioga é na verdade puro ocultismo, tal como numerosos textos o comprovam (R.S Mishra's Yoga Sutras and Fundamentals of Yoga , J. Brennan's Astral Doorways and H. Chaudhuri's Philosophy of Meditation ). As forças do oculto são muito comuns com a prática da ioga, e os numerosos perigos do ocultismo estão evidentes em muitos estudos (Indica-se como referência a obra de K. Koch Christian Counseling and Occultism –" Aconselhamento Cristão e Ocultismo") Mishra, um erudito em ioga e autoridade em sânscrito, afirma: 'Por fim, deve se dizer que por detrás de cada investigação psíquica, detrás do misticismo, ocultismo, etc., estando ciente ou não, o sistema da ioga está presente. (Mishra, op.cit.)'" Kurt Koch em seus vários livros também correlaciona as influências do oculto com as experiências subsequentes da ansiedade e da depressão que levam algumas vezes ao suicídio.


A Bíblia nos informa que Deus criou Adão do pó da terra e soprou dentro de suas narinas o fôlego de vida (Gênesis 2:7). O homem é um ser criado e separado. Ele pode ter um relacionamento com o Deus Vivo ao aceitar Seu Filho, a encarnação física de Deus, Jesus Cristo. A Bíblia não ensina que através da ioga o homem pode alcançar níveis mais altos de consciência de tal maneira que ele descobrirá que é um com Deus e se fundirá com Brama como o ensina o hinduismo. Ela também não diz que a personalidade do homem pode ser extinta da mesma forma que uma chama o é como o budismo ensina. A Bíblia não menciona ou reconhece a ioga ou qualquer outro sistema onde o homem pode se tornar um com Deus.


Deus está muito acima do homem e o homem não pode chegar até Deus através de suas próprias ações. Por causa do pecado original de Adão e Eva o homem está fatalmente ferido de morte. Ele foi nascido do pecado. Mas Deus o amou de tal maneira que elaborou um plano de redenção. Ele Mesmo se tornou homem (João 1:14) para prover o sacrifício perfeito para limpar o pecado do homem. O sacrifício perfeito tinha que ser o Próprio Deus uma vez que apenas Ele é sem pecado. Aceitar a provisão de Deus para o pecado, Seu Filho, dá ao homem uma vida eterna na presença de Deus. O corpo terreno se acaba e é substituído por um corpo eterno no momento da morte. O homem não se torna Deus nem se funde com Ele. A salvação é um dom gratuito dado pela graça e, não alguma coisa pela qual o homem tem que trabalhar.


Tanto o hinduismo quanto o budismo crêem na reencarnação, a transmigração de almas de um corpo para um outro através do tempo. Uma pessoa se reencarna para superar o karma de uma outra ou o apego ao mundo material e seus padrões recorrentes que prendem um indivíduo ao mundo material. Somente elevando a consciência do indivíduo através da ioga e rompendo o "véu da ilusão," que é o mundo material, uma pessoa pode transcender e fundir-se com Brama ou extinguir sua chama e alcançar o Nirvana.


A Bíblia ensina que aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo (Hebreus 9:27). Para aqueles que aceitaram Jesus Cristo não há julgamento a decisão de passar a eternidade com a fonte de toda a bondade, regozijo e pureza, o Deus pessoal do Universo, já foi tomada. Para aqueles que nunca conheceram Cristo, Deus julgará com absoluta justiça, mas para os que rejeitaram Cristo, a eternidade será em lugar horrível onde não existe Deus, um lugar ao qual Jesus, mais do que ninguém, referiu-se na Bíblia como um lugar de eterna agonia... o inferno (Marcos 9:48).


A ioga não é uma panacéia, ela é um sistema onde o homem tenta se esforçar para alcançar a Deus. Ela não é necessária e todas as obras do homem não são coisa alguma senão trapos sujos ante à justiça de Deus. Por que desperdiçar a vida numa escravidão, perseguindo uma miragem, passando incontáveis horas fazendo exercícios de ioga e meditando, esperando desprender-se de samsara, a roda da reencarnação. O homem jamais poderá ser Deus. Por causa do pecado de Adão o homem morre. Que homem mortal pode se comparar a um anjo de Deus? Daniel viu o anjo Gabriel e aqui temos sua descrição fascinante:


"E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão. E só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se.Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma.(Daniel 10: 5-8)".


O homem não tem que se tornar Deus. O Senhor estende Sua mão (Apocalipse 3:20) e tudo o que você tem a fazer é pegá-la e fazer uma decisão consciente ao aceitar Jesus Cristo. Com palavras simples, peça-Lhe em humildade para tomar o controle de sua vida. Então o Espírito Santo fará morada em seu coração e você terá paz, alegria e segurança. Só assim você se desprenderá de seu velho casulo e experimentará a metamorfose de Deus.



Um comentário:

  1. Shalom Pr. Eliel,

    Estive em 3 Estados da India ano passado e constatei que a yoga está intimamente relacionada ao hinduísmo, religião que difunde, entre outras, a meditação como forma de ligação com seus diversos deuses, inclusive a natureza.

    Existe um relato de um cristão que se libertou do hinduismo, porém continuou com algumas práticas de meditação. Seu nome era Sundar Sigh, um sadu, cuja biografia está num livro muito interessante chamado "O apóstolo dos pés sangrentos", pela CPAD, o qual recomendo.

    Melhor que a meditação pura e simples é a meditação na Palavra, a oração e a adoração ao Senhor. Estas sim garantem um bem estar físico e mental.

    Um forte abraço e um ótimo 2012.

    Pr. Luciano.

    ResponderExcluir