sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Jean Willys critica os cultos evangélicos na Câmara


O deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) chuta o balde em seu Facebook. Reclama do que classifica de discriminação: o direito de a bancada evangélica promover cultos na Câmara dos Deputados. Aí vai o texto do protesto.

“Acabo de passar pelo culto religioso que a bancada evangélica realiza periodicamente no Plenário 1 ou 2 da Câmara, conduzido por um fervoroso deputado, João Campos (PSDB-GO). E um dos fiéis é Benedita da Silva (PT-RJ).

É importante dizer que APENAS a bancada evangélica goza do privilégio de realizar cultos religiosos nos plenários da Câmara. De vez em quando (uma vez por mês), há uma missa também, feita pela CNBB. A mesa diretora, porém, negou, aos adeptos das religiões de matriz africana, o direito de realizar um xirê nas dependências da Câmara.

Também não há cerimônias budistas, judaicas, zoroastristas e etc. nas dependências da Câmara. A liberdade de culto aqui é só pra alguns! Sendo o Estado laico (sem paixão religiosa de nenhum tipo), ou se permite TODOS os cultos ou, melhor, não se permite NENHUM!

Vocês cidadãos de outros credos deveriam reclamar na Ouvidoria da Câmara sobre essa postura discriminatória e contra a laicidade. É preciso reagir às discriminações e fazer da Câmara – a casa do povo – um espaço de TODOS de verdade: liguem, mandem email, reclamem! Ou a Câmara mantém a NEUTRALIDADE que o princípio da LAICIDADE exige ou abre espaço para TODOS os credos desse Brasil plural!”

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/10/18/privilegio-evangelico/

2 comentários:

  1. Prezado Pr. Eliel, algumas coisas:
    1) Acho correta a reclamação, a Câmara não é igreja. Discordo radicalmente de Jean em outros temas, mas agora, não. Podemos até ter cultos e missas alusivas a determinadas datas, mas cultos ou missas regulares é coisa pra igreja;
    2) O culto não deve existir porque o Estado é laico, é que a Câmara é espaço plural, cujo objetivo é a formulação de leis. A premissa de Jean nos obrigaria a tirar Deus do preâmbulo da Constituição. Nos gabinetes os deputados poderiam fazê-lo, desde que fora do horário de trabalho e uma vez que é o espaço particular de cada um com sua convicção;
    3) Poucos deputados evangélicos honram o mandato parlamentar. A promoção do culto é pura perda de tempo, contradiz a vocação da Casa para a produção de leis e desperdiça o objetivo para o qual os deputados foram colocados lá. Diria o mesmo dos que se ausentassem no horário de trabalho para ir a uma igreja;
    4) Os debates já giraram em torno de temas mais importantes!

    Abraços!

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  2. Meu amigo Pr. Eliel,

    Shalom!

    Assisti a entrevista do big brother e deputado federal Jean pela BandNews.

    Veja o que alçou esse deputado: BIG BROTHER! Já saiu alguma coisa boa de um Big Brother?!?!

    Foram ridículas as ideias apresentadas, inclusive sob o prisma jurídico. O deputado, que é homossexual, chegou a dizer que seria ilegal um pastor condenar o homossexualismo em público, como na TV, Rádio, etc. Ou seja, CENSURA.

    Foi de doer, mas por outro lado percebi o quanto são frágeis as teses e ideias de Jean Wyllys.

    Quanto a ideia do culto na Câmara, me perdoem aqueles que condenam os espaços que criamos nos órgãos públicos, sob o argumento de IGUALDADE ou Estado LAICO.

    Até aqui, vivemos sob a influência católica, através de feriados santos (nada santos) que institucionalizaram crenças e ninguém parece mais se importar com isso. Tem capela em tudo quanto é lugar público. Desde hospitais, escolas, etc.

    Agora, dizer que o cultinho dos crentes na Câmara fere alguma coisa!?!? Atrapalha os trabalhos!?!?! Bobagem.. Deixe os deputados fazerem os cultinhos.. Se não ajuda, tenho certeza que também não atrapalha nada, aliás já até participei de um!

    Forte abraço amigão.

    Pr. Luciano.

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