sexta-feira, 29 de março de 2013

Liderança e Solidão



“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado” (2Tm 4.16).

A natureza da liderança o torna uma pessoa solitária. Ser líder significa estar à frente da multidão. Líderes são pessoas solitárias. Muitas decisões são deixadas para eles. Eles não têm ninguém para ajudá-los quando se trata de certas coisas.

Líderes que experimentaram a solidão

1. Jesus orou só no Jardim do Getsêmani enquanto todos os demais dormiam

“E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras” (Mt 26.39, 43,44).

Ele foi à cruz sozinho enquanto todos fugiam.

“Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (Mt 26.56b).

2. Elias estava sozinho no deserto quando ele foi alimentado pelos corvos

Foi lá que ele ouviu o chamado de Deus.

“Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais. E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come” (1Rs 19.4,5)

3. João Batista viveu uma vida solitária no deserto

Ele foi descrito como sendo a voz que clama no deserto.

“Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas” (Lc 3.4).

4. Davi passou muitos anos solitário fugindo do rei Saul

Até os de fora notavam que ele estava sozinho.

“Então veio Davi a Nobe, ao sacerdote Aimeleque; e Aimeleque, tremendo, saiu ao encontro de Davi, e disse-lhe: Por que vens só, e ninguém contigo?” (1Sm 21.1).

5. Moisés estava sozinho quando ele encontrou o Senhor na sarça ardente

Ele também estava sozinho quando subiu à montanha.

“E só Moisés se chegará ao SENHOR; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele” (Êx 24.2).
 
Fonte: HEWARD-MILLS, Dag. A arte da liderança. Tradução Zoica Bakirtzief. Parchment House Publishers, 2011.
 

terça-feira, 26 de março de 2013

Sola Scriptura



"Nada na igreja funciona sem a Bíblia. E se funcionar, já não é mais igreja".

Em um mundo no qual o mote “viver sem regras” vende filmes, livros de auto ajuda e produtos de alta tecnologia, a ideia de uma “regra de fé” não soa muito bem. Até mesmo em contextos religiosos o discurso sobre uma espiritualidade “sem regras” dá uma sensação de liberdade, de frescor, de algo orgânico e vital.

Mas a vida tem regras; está cheia delas. De leis matemáticas à legislação de trânsito, da biologia humana, que insiste em seguir as mesmas leis sem nenhum interesse especial pelos anseios libertários da cultura hipermoderna à linguagem de programação oculta por trás de uma tela retina de alta tecnologia na qual até uma criança escreve com o dedo. Alguns desses processos são bem mecânicos e intencionais; outros são orgânicos e automáticos; mas as regras estão lá, e não podem ser ignoradas sem que os processos que dela dependem sejam destruídos. E no campo da fé não é diferente.

Continue lendo em http://ultimato.com.br/sites/guilhermedecarvalho/2013/03/20/a-regra-da-fe/.

quinta-feira, 21 de março de 2013

CFM apoiará direito de mulher abortar até a 12ª semana


O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu romper o silêncio e defender a liberação do aborto até a 12.ª semana de gestação. O colegiado vai enviar à comissão do Senado que cuida da reforma do Código Penal um documento sugerindo que a interrupção da gravidez até o terceiro mês seja permitida, a exemplo do que já ocorre nos casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de estupro.
 
O gesto tem um claro significado político. “Queremos deflagrar uma nova discussão sobre o assunto e esperamos que outros setores da sociedade se juntem a nós”, afirmou o presidente do CFM, Roberto D’Ávila. A entidade nunca havia se manifestado sobre o aborto.
 
A movimentação em torno do tema vem perdendo força nos últimos anos, fruto sobretudo de um compromisso feito pela presidente Dilma Rousseff com setores religiosos, ainda durante a campanha eleitoral. Diante da polêmica e das pressões sofridas de grupos contrários à legalização do aborto, a então candidata amenizou o discurso e se comprometeu a não adotar nenhuma medida para incentivar novas regras durante seu governo. 
 
O comportamento da secretária de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, é um exemplo do quanto o compromisso vem sendo seguido à risca. Conhecida por ser favorável ao aborto, em sua primeira entrevista depois da posse ela avisou: sua posição pessoal sobre o assunto não vinha mais ao caso. “O que importa é a posição do governo”, disse ela, na época. A decisão da entidade foi formalizada na quarta-feira (20), dia em que Dilma Rousseff se encontrou com o papa Francisco, em Roma.
 
Por enquanto não há sinais de que uma nova onda de manifestos favoráveis possa mudar a estratégia do governo. O Ministério da Saúde disse que a discussão do tema cabe ao Congresso. A ministra Eleonora, por sua vez, afirmou que não se manifestaria. “Não podemos deixar que esse assunto vire um tabu. O País precisa avançar”, afirmou D’Ávila. Ele argumenta que mulheres sempre recorreram ao aborto, sendo ele crime ou não. Para o conselho, a situação atual cria duas realidades: mulheres com melhores condições econômicas buscam locais seguros para fazer a interrupção da gravidez. As que não têm recursos recorrem a locais inseguros. “Basta ver o alto índice de morte de mulheres por complicações. Não precisa ser assim.” O aborto é a quinta causa de morte entre mulheres - são 200 mil por ano.
 
O CFM sustenta que a mulher tem autonomia para decidir. “E essas escolhas têm de ser respeitadas.” A proposta do CFM avança em relação ao texto da comissão do Senado, que também permitia o aborto até a 12.ª semana, mas desde que houvesse aprovação médica. “Seria uma burocracia desnecessária. Sem falar de que poderia começar a ocorrer fraude com tais laudos”, avaliou.
 
Legislação

D’Avila é enfático ao dizer que o CFM não é favorável ao aborto. “O que defendemos é o direito de a mulher decidir.” A divulgação do manifesto, diz, não mudará em nada a forma como o conselho trata acusações de médicos que realizaram aborto ilegal. “Não estamos autorizando os profissionais a fazer a interrupção da gravidez nos casos que não estão previstos em lei. Queremos é que a lei seja alterada.” O presidente do CFM reconhece haver resistência a essa alteração. “Vivemos em um Estado laico. Seria ótimo que as decisões fossem adotadas de acordo com o que a sociedade quer e não com o que alguns grupos permitem.”
 
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1355703&tit=CFM-apoiara-direito-de-mulher-abortar-ate-a-12-semana


sexta-feira, 15 de março de 2013

Honra e Lealdade



SIGNIFICADO DE LEALDADE

A palavra Lealdade vem do latim, o qual quer dizer legale, de acordo com a probidade e honra. Probidade = observância rigorosa dos deveres justiça e moral.

No dic. - Procede conforme as leis da honra e dever; fidelidade aos compromissos assumidos. s.f. Franqueza; sinceridade. Retidão; probidade.

Fidelidade vem do latim fidelis que quer dizer crer em alguém (pisteo – grego – Rm 3.3). Qualidade do fiel, fé, lealdade, verdade, veracidade.

Rm 3.3 E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?

A fidelidade tem a ver com a obediência e a lealdade com a honra. Pode ser fiel por obediência a liderança, mas não é leal por não honrá-la.

Lealdade e fidelidade são muito parecidas, mas o foco deste estudo está na lealdade.

1Sm 26.23 - “Pague, porém, o SENHOR a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o SENHOR te havia entregado, hoje, nas minhas mãos, porém eu não quis estendê-las contra o ungido do SENHOR”.

É no sentimento de lealdade e fidelidade e na ausência deste que descobrimos, conhecemos ou podemos avaliar o que há de mais nobre ou vil no caráter de uma pessoa. O que há de mais honroso ou mais baixo no ser humano.

REBELDIA E DESLEALDADE

A Bíblia está repleta de histórias de pessoas que foram leais e de outras que foram traiçoeiras e há muito do que se aprender com esses relatos. Um exemplo clássico é de Arão e Miriã. Miriã foi rebelde, se levantou contra uma liderança, mas Arão foi desleal, pois não defendeu Moisés e ainda ficou do lado de Miriã.

Nm 12.1,2 ”Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita. 2 E disseram: Porventura, tem falado o SENHOR somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O SENHOR o ouviu”.

Muitos não têm chegado a ponto de ser rebeldes, mas tornam-se desleais, pois ouvem falar mal ou criticar sua liderança e se calam consentindo, não são rebeldes porque não participam, mas são desleais porque consentem.

O diabo tornou-se num especialista em destruir igrejas, trabalhando do lado de dentro dela. Quando um líder é fiel, satanás sabe que terá poucas chances de destruir um ministério trabalhando do lado de fora. Então ele precisa usar alguém que está dentro. Sua tática hoje é enfraquecer o cristão e desviá-lo da fé cristã, mas fazendo com que ele permaneça dentro da igreja com o objetivo de usá-lo na hora certa. Estes se tornam seus agentes infiltrados.

Ele sempre usará alguém que está dentro da igreja. Estas pessoas usadas por satanás dentro da igreja são de caráter duvidoso, que há muito tempo se desviaram e se tornaram desleais, que tem duas caras, ou seja, falsas, mentirosas, invejosas, frustradas, incoerentes, desobedientes, descontentes. E todos estes descontentes da igreja, normalmente se encontram e murmuram contra o líder, semeando contenda, ódio e murmuração e esses sentimentos são como uma fumaça que enche toda a casa e a única maneira de se livrar da fumaça e se livrar do fogo. Quero salientar, que estas conversas sempre chegam nos ouvidos da liderança.

A Bíblia ensina o que fazer:

“Lança fora o escarnecedor, e se irá a contenda, e cessará a questão e a vergonha” (Provérbios 22.10).

Jesus disse: “Quem não é comigo, é contra mim” (Mateus 12.30).

1. Lealdade é a principal qualificação de toda pessoa que venha liderar alguma coisa na obra do senhor. Uma pessoa inexperiente, sempre pensará que quanto mais dons, carisma, talento, simpatia, boa oratória, formação acadêmica, alguém possuir, tanto mais ela estará qualificada para o ministério.

Porém as pessoas mais qualificadas para desenvolver qualquer ministério dentro da igreja são as fiéis e leais. Paulo Ensinou: “Que os homens nos considerem como ministros de cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (1Coríntios 4.2).

2. Lealdade é a principal qualificação para se ter um ministério duradouro. Qualquer líder pode ter apenas por alguns anos um ministério prático e efetivo. Porém, para um ministério duradouro é necessário ter lealdade.

O ministério de Jesus durou três anos e meio, mas ele estendeu sua influência por todo o mundo através de uma equipe leal e eficaz, o qual, já dura quase dois mil anos. Esta Igreja não depende de sua liderança para continuar, não somos eternos, mas de uma equipe de líderes e obreiros leais e capazes.

Muitos se levantaram em nosso meio com grande carisma e habilidade, mas, alguns se demonstraram desleais e com falhas de caráter.

3. Precisamos de Lealdade para colher nossa plena recompensa. No fim, os que serão abençoados serão os fiéis e leais. Um líder de visão sabe honrar aqueles que permanecem com ele nos tempos difíceis; estes são diferentes daqueles que chegam quando tudo está bem. E ficam só quando as coisas estão boas.

Jesus justificou a razão dessa recompensa especial, dizendo: “E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. E eu vos destino o Reino, como meu Pai me destinou, para que comais e bebais a minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22.28,29).

Em tempos bons, todos parecem leais. Os leais são reconhecidos em tempos difíceis. Tem pessoas que são leais aos times de futebol, a uma loja, a uma marca, mas não conseguem ser leais a igreja e a liderança.

Exemplo: Quando seu time perde, faz questão de sair com sua camiseta, mas, quando sua igreja passa por dificuldade, é o primeiro a sair, não levando em consideração que sua saída só aumenta com o problema. E esta falha em seu caráter faz com que eles sejam também desleais a Deus, honrado a si mesmo e não a Deus.

QUATRO CAUSAS COMUNS DA DESLEALDADE

1. Perda da Direção de Deus. Muitos alegam que estão sendo dirigidos pelo “espírito” de Deus quando rompem e se rebelam no ministério. Muitas pessoas estão seguindo seu próprio coração.

Infelizmente, quando algumas pessoas se frustram ou se decepcionam, ou imaginam algo em seu coração e isto não acontecem, se tornam desleais, se escondendo atrás da frase: “Deus me falou que meu tempo aqui acabou”. Para eles é mais fácil colocar a culpa na igreja, no pastor ou no irmão tal, do que admitir que elas precisem de cura, de crescimento ou de liberação perdão. Por serem desleais, não firmam raízes em lugar algum, não crescem e não realizam a vontade de Deus.

Ou quando a pessoa vem para o evangelho, quebrado, cheio de problemas, os pastores acompanham, libertam, jejuam, sobrem ao monte para orar por ela, quando ela está limpa, instruída, a vida já está encaminhada, ela acha que é alguém, então sai sem ao menos dizer: obrigado pastor, pelas orações, pelo cuidado, pelo alimento da palavra. Simplesmente vão embora e nós ficamos sabendo por terceiros que estão em outro lugar. Não levando em consideração o trabalho e dedicacão do pastor por ela.

2. Razão Financeira. 1 Tm. 6.10 – o dinheiro é a raiz de todos os males. Os dois males ativados pelo amor ao dinheiro são deslealdade e rebelião. A ganância faz com que a pessoa saia de um emprego que lhe proporciona benefícios ou probabilidade de crescimento, que talvez tenha lhe dado esta específica qualificação por outro só porque paga R$ 100,00 a mais! Tornou-se desleal por ganância.

3. Uma personalidade instável. Há pessoas que tem disposição para tomar decisões precipitadas. Elas podem alterar o plano de sua vida em minutos. Essa é uma característica muito perigosa. Essa pessoa pode estar com você hoje, mas pode não estar mais amanhã. Essas pessoas normalmente tendem a se esconder atrás de ministério itinerante, são conferencista e oradoras talentosas, mas elas mudam de direção sem aviso prévio.

4. Mau Caráter. Existem também pessoas de mau caráter, são desleais por conveniência, o seu deus é a si próprio. Não honram a Deus, nem liderança ou qualquer um que seja, mas procuram ser honrados.

Um exemplo bíblico é Judas, esteve com Jesus, era um de seus discípulos, mas o seu deus era ele mesmo.

Deuteronômio 32.20 e disse: "Esconderei deles o rosto, verei qual será o seu fim; porque são raça de perversidade, filhos em quem não há lealdade".

OS ESTÁGIOS DA DESLEALDADE

Ninguém se torna desleal da noite para o dia. A deslealdade é um processo frio e silencioso. Muitas pessoas nem sequer sabem que estão no processo de se tornar desleais e muitos líderes não percebem que seus liderados estão se tornando desleais.

De que me servirá o conhecimento desses estágios?

Haverá pelo menos dois benefícios: Irá ajudá-lo a detectar e eliminar qualquer uma dessas características que possa surgir dentro de você e com qualquer pessoa que você trabalha não apenas no ministério, mas também no mundo secular.

1. Espírito Independente. A tal da independência é tão sutil, que nem é reconhecida como deslealdade. É quando uma pessoa faz parte de uma organização, mas não segue as regras da instituição fazendo o que ela quer.

O líder marca um jejum para quinta feira, mas como ele já tinha planejado jejuar na quarta, é o que ele faz. O pastor convoca várias reuniões, mas ele só vai à que achar que é importante. O líder do ministério de louvor marca orações, consagrações e ensaios, o que tem espírito independente resolve que só irá participar dos ensaios. Não há nada de errado em ser independente, mas independência tem vez e hora.

Quando nos engajamos em algo, não podemos agir independente daquela instituição e fazer o que pensamos ser certo e ignorar as ordens que vem da liderança e se achamos que não podemos obedecer, devemos renunciar. Imagina alguém entrar no casamento e não dar satisfação ao marido ou a esposa, porque tem como estilo de vida a independência.

2. O Estágio Crítico. Uma pessoa desleal se torna critica e murmuradora. Olha as falhas com lente de aumento.

Miriã tornou-se critica de seu irmão Moisés (Números 12.1). Devemos olhar as coisas com olhos espirituais. Quando alguém começa a criticar demais sua liderança, ela está sendo desleal.

Nós somos testados o tempo todo em nossa lealdade e fidelidade. Quando o chefe sai da sala, o trabalho continua ou paramos para conversar? Nossa lealdade está sendo testada.

O chefe não está, mas o Chefe Maior, Jesus está. Se não somos fieis aos nossos líderes, sejam chefes, pais, pastores ou líderes, a quem vemos e falamos, não seremos leais a Deus a quem não vemos.

O EXEMPLO DE JESUS E SUA LEALDADE

O que mais nos chama atenção na vida de Jesus são os seus milagres, mas poucos percebem a lealdade e Fidelidade de Jesus para com o Pai. O melhor professor de lealdade foi Jesus. Ele foi leal e fiel ao Pai e a visão do Pai. Ele nunca se desviou de sua linha de conduta, mas tudo o que Ele fez foi o que viu e ouvir de Deus. Jo 5.19

1. Jesus reconheceu publicamente a Deus - Jo.5.18. Alguns não falam que foram instruídos por alguém, ou influenciados por alguém. Uma pessoa leal não se envergonha de dizer quem ela está seguindo, quem é seu líder. Ela se sente honrada por ter um líder, por ser cuidada por alguém.

Quer perceber um exemplo de resquício de deslealdade: Quando uma pessoa fala, prega ou conversa sem mencionar alguma vez o que seu líder ou pastor falou e ensinou, ele demonstra ter resquício de deslealdade e independência, significa que ele é auto-suficiente. Outro fator que representa também deslealdade é quando a pessoa cita referência de outra como sendo dela.

Jesus não procurou fazer a sua Própria vontade, mas a do Pai (Jo 5.30).
Não faça a sua vontade, mas a vontade de Deus e dos líderes que te incumbiram de uma missão.

2. Jesus não se exaltou a si mesmo - Jo 5.44. Jesus não se engrandeceu nem se exaltou a si, mas engrandeceu e exaltou a Deus. A pessoa que se exalta e se auto-promove não foi enviada por Deus, porque Deus não divide a glória dele. Não há necessidade de dizer o que fez, isto é, os milagres que realizou como se partisse da própria pessoa o poder, mas precisamos engrandecer e exaltar a Deus que realizou o milagre.

3. Jesus não deixou-se influenciar por propostas que traziam engrandecimento ministerial - Mt 4.4. Satanás quis tentar a Jesus dizendo que daria o reino deste mundo se o adorasse. A pessoa leal não se deixa seduzir por palavras e insinuações de grandeza, ou convite de terceiros, porque ele sabe quem ele é, qual sua posição no Reino, sua tarefa e a quem ele serve.

4. Jesus foi leal a visão - Mt 16.22,23 – “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia.

E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: " Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.

Jesus não se tornou desleal mudando as regras do ministério a partir do momento que Ele teve repercussão e propriedade para fazê-lo. (enquanto a pessoa está debaixo de nossa autoridade ela diz crer como nos cremos, a partir do momento que se torna líder faz as coisas do seu jeito = isto demonstra pluralidade na teoria, mas é na prática um imperialista e tirano).

OS BENEFÍCIOS DA LEALDADE

Mt 5.21- Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

A lealdade traz crescimento profissional. Veja pessoas que mudam de empregos a cada seis meses. Como podem crescer e prosperar profissionalmente se elas são desleais!

Quem vai investir em alguém que murmura do emprego, da empresa, do chefe, do salário. Se você quer crescer em uma empresa seja leal a ela. Não critique, não murmure, trabalhe, e faça com excelência como se fizesse para Jesus.

A lealdade traz crescimento ministerial. Ninguém investe em desleal. O irmão que a cada ano troca de igreja, fala contra o pastor ou a liderança, não é leal a visão que Deus deu a igreja, achando sempre que ele tem a visão do momento. Seu coração não está conosco quer apenas uma igreja que dê o título a ele.

Quem é desleal não cresce ministerialmente e não é culpa da igreja e do pastor. Todo aquele que vem com a historinha que a igreja não me reconhece ou o pastor só consagra quem ele quer, este é desleal por isso não cresce. Muitos culpam a igreja ou ministério por suas frustrações pessoas por uma razão ou outra não prospera na vida e no ministério então preferem culpar mais ou outros a reconhecer suas próprias debilidades.

A lealdade traz prosperidade. Deus prospera pessoas que são fieis e leais aos seus compromissos, honrando os pagamentos em dia. Tem gente que espera vencer para pagar, isto é deslealdade, porque você se comprometeu a pagar até aquela data. Deus não pode abençoar o desleal, não apenas aquele que é desleal nos dízimos e nas ofertas, mas também porque é desleal com seus compromissos.

A lealdade traz confiança. Melhor coisa é ter alguém para confiar. A lealdade traz paz e segurança no casamento. Deixe-me exemplificar o que é lealdade no casamento. O marido, por exemplo, pode ser fiel, mas não leal. Pode ser fiel por suas convicções, mas no seu pensamento ser desleal. Sabe o homem ventilador? Aquele que olha para todos os lados na rua? É desleal, não é infiel porque não traiu, mas desleal porque não honrou a esposa. Amados, precisamos ser leais em nosso casamento.

A pessoa leal experimenta o favor de Deus. A segunda benção da fidelidade é entrar no gozo do Senhor. Isso significa experimentar o favor de Deus. Quando o favor de Deus está sobre você, seus inimigos não florescerão em redor.

Seja uma pessoal leal e terá grande crescimento em seus negócio e ministério. Seja uma pessoa leal para poder ter o favor de Deus sobre tudo o que você colocar a mão para fazer.


Fonte: http://www.comunhaoagape.net/site/wp-content/uploads/PRINCÍPIO-DA-LEALDADE.pdf. Acesso em 15.03.2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Zumbis refletem uma sociedade infeliz


Americana estudou fenômeno que inclui séries, filmes, jogos e caminhadas. 'É uma alegoria óbvia. Sentimos que, de certa maneira, estamos mortos'.

A moda de marchas, séries de TV, filmes e games de zumbis pode indicar uma insatisfação da sociedade, aponta a pesquisadora americana Sarah Lauro, professora da Universidade Clemson, na Carolina do Sul.

Durante seu trabalho de doutorado na Universidade da Califórnia em Davis, ela estudou programas como "The Walking Dead", que no Brasil é transmitido pelo canal a cabo Fox, filmes, jogos de videogame e, principalmente, caminhadas de "mortos-vivos" esfarrapados e maquiados que têm ocupado ruas e parques mundo afora para cambalear, grunhir e dançar.

Sarah destaca que esse fenômeno não é uma febre casual – nem prejudicial –, mas parte de uma tendência histórica que reflete um nível de insatisfação cultural e uma revolução econômica.
"Ficamos mais interessados em zumbis nos momentos em que, como cultura, nos sentimos impotentes. (...) Quando vivenciamos uma crise econômica, a maioria da população se sente desestimulada. E simular um zumbi ou ver uma série como 'The Walking Dead' serve como uma válvula de escape para as pessoas", diz Sarah.

Mas a pesquisadora destaca que essa insatisfação nem sempre é uma expressão consciente de um sentimento de frustração.

"Para mim, é uma alegoria óbvia. Sentimos que, de certa maneira, estamos mortos", afirma.

As marchas de zumbis se originaram em 2003 em Toronto, no Canadá, e a popularidade desses encontros aumentou drasticamente nos EUA em 2005, junto com a insatisfação da população pela Guerra do Iraque.

"Foi uma forma que as pessoas encontraram (de se manifestar), pelo fato de se não se sentirem ouvidas pelo governo Bush. Ninguém queria a guerra, mas estávamos indo de qualquer maneira", ressalta.

Em meados dos anos 2000, essa moda foi impulsionada com o lançamento de filmes como "Dawn of the dead" ("Despertar dos mortos", no Brasil) e "28 days later" ("Extermínio"). Depois, vieram outras histórias, como "Meu namorado é um zumbi", deste ano.

Desde 2012, caminhadas de zumbis já foram documentadas em 20 países, segundo a pesquisadora. O maior dos encontros reuniu 4 mil participantes no New Jersey Zombie Walk, no Parque Asbury, em Nova Jersey, em outubro de 2010, segundo o Guinness, o Livro dos Recordes.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/03/moda-de-zumbis-e-reflexo-de-uma-sociedade-infeliz-diz-pesquisadora.html

sábado, 9 de março de 2013

Chorão sabia que precisava de Deus



"Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais", diz Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, hoje músico evangélico, sobre o cantor do Charlie Brown Jr encontrado morto na quarta-feira (6).

Rodolfo falou ao G1 por telefone sobre a época em que Chorão era "um dos poucos que podia dizer que era amigo" entre a geração de bandas dos anos 90, na qual Raimundos e Charlie Brown Jr se destacaram. Ele também destacou o interesse de Chorão pela conversão religiosa do roqueiro evangélico, no início da década passada.

"Chorão estava ouvindo, absorvendo, não me julgou", diz sobre a conversa de 2003, registrada em foto que ele recebeu no celular no dia da morte do cantor.

G1 - Qual era sua relação com o Chorão?

Rodolfo Abrantes - O Chorão era um dos poucos caras que eu podia dizer que era meu amigo das bandas daquela época da década de 90. Ia na minha casa, eu ia na dele. Chegou até a me dar um skate, saíamos juntos. E tocávamos juntos, fazíamos shows. Gostava muito dele porque era uma pessoa real. Não era um personagem, ele era aquela figura. Ainda que você não concorde muito com coisas que pessoas fazem, tem que admirar quando elas são verdadeiras, esse é um terreno sagrado.

G1 - Você já falou que o Chorão pediu para que você pregasse para ele. Como aconteceu isso?
Rodolfo Abrantes - Quando comecei a ter minhas experiências com Deus, saí do Raimundos e minha vida mudou. Reencontrei o Chorão em show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, em 2003. No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: "Conta como foi a parada". É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo.

Rodolfo também falou com o G1 sobre as letras de Chorão e sobre a o seu potencial para "levar multidões para Cristo". Na discografia do Charlie Brown Jr, há doze músicas em que Deus é citado diretamente. Chorão gostava de "trocar uma ideia com Deus", frase usada por ele para batizar a faixa bônus que fecha o disco "Preço curto, prazo longo", de 1999.

 G1 - O Chorão fez várias músicas que citam Deus. Isso já te chamou atenção?

 Rodolfo Abrantes -
O Chorão não tinha nenhuma rejeição à coisa de Deus. Só não se sentia confortável com religião. Eu lembro nessa conversa, em Belo Horizonte, que ele me mostrou a música em que canta "azul é a cor da parede da casa de Deus" ["Lugar ao sol", de 2001]. E cantou inteira. É uma musica muito bonita. Não bíblica, mas sobre a impressao dele de Deus. Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus, e do jeito dele, fez muito bem.
Fiquei muito triste ao saber da morte dele, porque eu tinha certeza que um dia ele ia fazer uma coisa que o tirasse da depressão. Infelizmente agora não pode fazer mais nada. Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam.

G1 - Você também já falou em uma entrevista que "se esse cara [Chorão] começar a falar de Jesus, você vai ver multidões vindo para Cristo". Por quê?

Rodolfo Abrantes - Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo.

G1 - Qual foi a última vez que viu o Chorão?

 Rodolfo Abrantes -
A última vez foi em 2007. Eu fui gravar um CD ao vivo em São Paulo. A gente tinha muitos amigos em comum, um dele é o Tarobinha, skatista profissional, e hoje faz parte da mesma igreja que eu. Ele convidou o Chorão, ele estava em Santos. Ele pegou o carro dele, foi lá ao show, a gente conversou bastante e eu fiquei muito feliz de vê-lo ali.

Fonte: Braulio Lorentz e Rodrigo Ortega. Publicado no portal G1 (g1.com.br) em 09.03.2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Religião e Magia

 
Muitos crentes têm confiado no poder de objetos e ditos mágicos. Podemos chamar de magia à prática de se conferir valor espiritual a objetos, rezas ou artifícios místicos. Poderes mágicos, ou sobrenaturais, costumam ser atribuídos pelas pessoas a uma determinada crença ou sacerdote. E é da natureza do negócio religioso a crença de que esses sacerdotes, ou agentes mágicos da religião, possuem um poder especial para manusear objetos ou proferir rezas, tornando-os sagrados ou amaldiçoados. Tais supostos poderes podem ser estendidos a substâncias como água ou sal. Assim, se o sacerdote faz determinada prece ou rito, a água já não é simplesmente água – passaria a ter um valor agregado, capaz de proporcionar benefícios a quem tomá-la ou tocá-la. Sal abençoado, nessa lógica, já não é simplesmente um composto de cloro e sódio; passa a ter poderes para afastar os espíritos ruins que perturbam as pessoas. Por isso é que surgem líderes que nada mais são do que charlatães, prontos a diagnosticar problemas espirituais nas pessoas e a oferecer-lhes soluções mágicas – quase sempre, em troca de dinheiro. E esse sistema não é exclusivo das crenças de outras religiões; o cristianismo traz em sua essência religiosa esses elementos estranhos à vivência comunitária de Jesus Cristo e à primeira geração de discípulos.

 No cristianismo reformado, por exemplo, não se percebia, até algum tempo atrás, a crença no poder e mediação de objetos ou símbolos mágicos. Nunca, tampouco, a tradição evangélica atribuiu poderes especiais a declarações positivas ou chavões. Sou filho da geração evangélica que não acreditava, por exemplo, no poder dos objetos usados como amuletos para gerar benefícios ou malefícios sobre as pessoas. Havia, na Igreja protestante, uma percepção crítica e uma rejeição explícita tanto à água benta como à suposta incorporação de Jesus Cristo na hóstia – crenças típicas do catolicismo romano. Surpreendentemente, o pão e o vinho abençoados no rito protestante, mesmo que usados, também, para punição e discriminação das pessoas, em geral, não foram submetidos à mesma critica. Quando os objetos se tornam sagrados, passam a ter mais importância do que as pessoas.

 Que dizer, então, de práticas ocultistas, mecanismos de amarrações do mal e consagrações de amuletos? Diante de necessidades, medo, opressão e dependência, os clientes da fé vão fortalecendo e gerando enriquecimento das empresas religiosas, por meio da mercantilização do Evangelho. Essa lógica inescrupulosa tem contaminado várias religiões brasileiras, incluindo muitos segmentos evangélicos. De fato, o cristianismo brasileiro passa por um processo de sincretismo interno e externo. Basta observarmos que, do ponto de vista da liturgia, o catolicismo adota práticas dos ritos do pentecostalismo. Por outro lado, grandes grupos evangélicos apropriam-se de terminologias e práticas de magia estranhas à tradição reformada. A questão grave é a militância e a competição acirrada entre as religiões na busca ávida por adeptos a serem explorados..

 Magia, mercado e idolatria (a visível e a invisível) formam um conjunto favorável para o sucesso das indústrias da fé. Nesse contexto, a aspiração pelo sacerdócio ou liderança religiosa precisa ser avaliada, a fim de se identificar se a opção é pela vocação mesmo ou mera resposta à tentação por poder e dinheiro. Da mesma forma, os fiéis precisam discernir quanto à opção por um ambiente religioso que atenda às expectativas essencias da religião – que é o de favorecer um ambiente onde se desenvolvam valores, princípios e uma boa ética. Contudo, se esse ambiente gera dependência, medo e discriminação, provavelmente, não representa a matriz estabelecida por Jesus Cristo e a primeira geração de discípulos, que anuncia libertação, resgate da dignidade humana e justiça solidária.

Sem emitir um juízo de valor no que diz respeito às negociações dos símbolos e expressões religiosas, há que se levantar outra possibilidade quando se exercita uma espiritualidade fundamentada excessivamente pela prática da magia. Nesta situação, a missão tende a ser uma interferência exclusiva pela via da magia milagrosa, e não como desdobramento de uma práxis evangélica, como sinal do Reino de Deus. Se as coisas são supostamente resolvidas por uma frase positiva ou por determinado fetiche, acentua-se a alienação quanto às explorações e injustiças sociais, comprometendo a missão que exige transformação do coração das pessoas e das conjunturas e estruturas políticas e econômicas injustas da sociedade. Se a religião é o ópio do povo, a magia é o narcótico. Que Deus nos ajude a encontrar uma espiritualidade permeada de discernimento.
 
Fonte: Texto de Carlos Queiroz. Disponível em http://www.cristianismohoje.com.br/materia.php?k=780