quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Gafanhotos Demônios


 
GAFANHOTOS DEMÔNIOS – ANÁLISE À NATUREZA METAFÓRICA DA LINGUAGEM TEOLÓGICA
 
O gafanhoto é freqüentemente mencionado no Antigo Testamento, por causa de seus hábitos devastadores.

Usos figurados do gafanhoto:

a)    Grandes números, como os exércitos dos assírios. Naturalmente, temos aqui, igualmente, o poder destruidor de tais números (Is 33.4,5; Nm 3.15,17).

b)    Os julgamentos divinos usam as forças da natureza, ou literalmente, como no caso das pragas dos gafanhotos, ou mediante algum outro poder, simbolizados pelos gafanhotos (Jl 1.1,6,7; 2.2-9).

As pragas de gafanhotos eram algumas vezes interpretadas como visitações da indignação de Deus. Uma praga de gafanhotos foi um dos mais severos males que poderiam sobrevir ao  mundo antigo (Dt 28.38; Jl 2.1,12).

Dias especiais de oração, jejum e toque de trombeta foram prescritos para remover a praga (1 Rs 8.37; 2 Cr 6.28; Jl 2.1.11).

Qualquer estudioso da Bíblia Sagrada sabe, através de Comentários Bíblicos ou de Bíblias com versículos comentados sabe que a praga dos gafanhotos relatadas no livro do Profeta Joel capítulo primeiro era real, a ponto de cobrir a terra e devorar as colheitas. Joel previu a invasão do Norte pelos exércitos da Assíria e da Babilônia ao tipificá-lo como gafanhotos (Jl 2.20). Os teólogos, por sua vez, são unânimes em concordar que a praga dos gafanhotos foi apenas o prenúncio do Juízo Divino que acontecerá no Dia do Senhor, ainda que haja muita controvérsia entre eles para explicar essa expressão.

“O “Dia do Senhor” é uma frase que aparece com freqüência no Antigo Testamento e no livro de Joel (2.1,11,31; 3.14). Ela sempre se refere a algum fato extraordinário, que pode acontecer no presente (como a praga dos gafanhotos), no futuro próximo (como a destruição de Jerusalém ou a derrota das nações inimigas) ou no período final da história quando Deus derrotará todas as forças do mal.

Mesmo quando o “Dia do Senhor” se refere a um fato presente, essa frase também prenuncia um dia final estabelecido pelo Senhor. Esse derradeiro evento da história tem dois aspectos: (1) o último julgamento sobre todo o pecado e todo o mal; e (2) a recompensa final que será concedida aos crentes que se mantiveram fiéis. A justiça e a verdade prevalecerão, mas sempre acompanhadas de muito sofrimento (Zc 14.1-3)”.  (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD)

Alister E. McGrath, professor de Teologia Histórica na Universidade de Oxford, Inglaterra, considerado um dos mais influentes pensadores cristãos da atualidade, autor de diversas publicações nas áreas de Teologia Sistemática, Ciência da Religião, Espiritualidade e Apologética, quando trata da Natureza da Linguagem Teológica, cita três tipos de abordagem: Analogia, Metáfora e Acomodação.

“Com relação à metáfora, Aristóteles a definiu como o processo que envolve “o uso de uma palavra, por transferência, cujo uso originário designa outro objeto ou qualidade”. Tão ampla é essa definição que abrange quase todas as figuras de linguagem, inclusive a analogia. A metáfora é uma maneira de falar sobre uma coisa em termos que sugerem uma outra. Ela é, para usar a famosa frase de Nelson Goodman, “uma questão de atribuir um novo significado a uma palavra conhecida”.

“Em geral, as metáforas apresentam traços emocionais bastante fortes. As metáforas teológicas são capazes de expressar dimensões emocionais da fé cristã, de maneira a torná-las apropriadas à adoração. Ian G. Barbour sintetiza esse aspecto da linguagem metafórica da seguinte maneira: Quando as metáforas poéticas são usadas apenas momentaneamente em um contexto, em benefício de uma idéia ou percepção imediata, os símbolos religiosos tornam-se parte da linguagem de uma comunidade religiosa em suas Escrituras e liturgia, assim como continuamente em seu pensamento e em sua vida. Símbolos religiosos expressam emoções e sentimentos humanos, além de ser poderosos em inspirar respostas e compromissos”. (Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica – Uma Introdução à Teologia Cristã, Shedd Publicações-São Paulo-SP, 1ª Edição – Junho de 2005, 2ª Reimpressão – Setembro de 2008).

Metáfora é uma figura de linguagem em que um termo substitui outro em vista de uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam. É o emprego de palavras ou expressões com sentido figurado, é uma espécie de comparação abreviada, nascida da relação de semelhança ou característica comum entre dois seres ou fatos.

Alegoria é uma figura de linguagem que está dentro do que se classifica como figura das palavras, ou seja, relaciona-se a semântica, e encontra seu significado dentro das abstrações. De acordo com o dicionário Aurélio, Alegoria significa: “Simbolismo concreto que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado”, isto é, além de servir como figura de linguagem para textos, bastante comum em fábulas e parábolas, cabe também a obras de arte.

Em muitos casos, lições de moral são utilizadas como forma de alegoria, pois elas representam situações a partir de artifícios que significam alguma coisa por meio de outras coisas. A própria construção etimológica da palavra alegoria, que vem do grego allegoria, identifica sua função que significa, “dizer o outro”.

Embora opere de maneira semelhante a outras figuras retóricas, a alegoria vai além da simples comparação da metáfora. A fábula e a parábola são exemplos genéricos (isto é, de gêneros textuais) de aplicação da alegoria, às vezes acompanhados de uma moral que deixa claro a relação entre o sentido literal e o sentido figurado.

Quintiliano, afirma que alegoria é “metáfora continuada que mostra uma coisa pelas palavras e outra pelo sentido”.

João Adolfo Hansen estudou a alegoria e publicou seu estudo em Alegoria: construção e interpretação da metáfora, distinguindo a alegoria greco-romana (de natureza essencialmente linguística, não obstante o anacronismo) da alegoria cristã, também chamada de exegese religiosa (na qual eventos, personagens e fatos históricos passam também a ser interpretados alegoricamente).

A alegoria tem sido uma forma favorita na literatura de praticamente todas as nações. As escrituras dos hebreus apresentam instâncias freqüentes dela, uma das mais belas sendo a comparação da história de Israel ao crescimento de uma vinha no Salmo 80. Na tradição rabínica, leituras alegóricas tem sido aplicadas em todos os textos, uma tradição que foi herdada pelos cristãos, para os quais as semelhanças alegóricas são a base da exegese.

Vejamos um exemplo contido em Joel 1.4 (A.R.A.), que diz:

“O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor”.  

Com base na natureza metafórica da linguagem teológica, acima descrita, podemos, perfeitamente, comparar os tipos de gafanhotos referidos por Joel, com quatro tipos de demônios, pelas semelhanças e diferenças existentes entre as duas coisas que estão sendo comparadas, neste caso, gafanhoto e demônio, levando-se em conta o alto poder de destruição que ambos são capazes de ocasionar na vida dos seres humanos.

A metáfora sempre tem o caráter de “ser” e “não ser”: uma declaração é feita mais como um provável relato do que como definição. Isto é, ao dizer que os gafanhotos são comparados aos demônios, não se pretende definir gafanhoto como demônio, nem afirmar a existência de uma identidade entre os termos gafanhoto e demônio.

Segundo Sallie McFague, a característica mais atrativa da metáfora para a Teologia Cristã seja seu caráter aberto. Segundo ele, embora alguns críticos literários tenham sugerido que as metáforas possam ser reduzidas a um conjunto de expressões literais equivalentes, outros têm insistido no fato de que nenhum limite pode ser estabelecido no âmbito da comparação.

Dessa forma, a metáfora de gafanhoto como demônio, não pode ser reduzida a um conjunto de declarações específicas sobre gafanhoto, que sejam válidas para todos os tempos e lugares. Explica McFague, que a metáfora busca ser sugestiva, permitindo aos futuros leitores e intérpretes encontrar nela um novo significado. A metáfora não é simplesmente uma descrição elegante ou uma frase memorável sobre alguma coisa já conhecida. É um convite à descoberta de novos significados, que outros podem ter negligenciado ou esquecido.

Em Apocalipse 9.1-11, os gafanhotos não são insetos, mas referem-se a demônios, a hostes demoníacas, saídos do poço do abismo. Uma invasão de demônios cuja missão principal é atormentar os homens (9.4-5).

O Reverendo Hernandes Dias Lopes explica as características destes gafanhotos demônios: 1ª) são espíritos de obscuridade (9.2-3); 2ª) são espíritos de destruição (9.11); 3ª) são espíritos que tem poder e domínio (9.7); 4ª) são espíritos que tem inteligência (9.7); 5ª) são espíritos de sensualidade (9.8); 6ª) são espíritos de violência (9.8b); 7ª) são espíritos inatingíveis.

Outrossim, a menção dos gafanhotos contidos na quinta trombeta, como demônios propriamente ditos, vem corroborar com a interpretação metafórica em questão, ou seja, comparar os gafanhotos de Joel 2.4-10, com tipos de demônios que agem na vida das pessoas, destruindo suas famílias, a saúde, os bens materiais, etc..

Para concluir, leiamos o texto de Joel 2.25-27 (ARA):

“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado. Sabereis que estou no meio de Israel e que eu sou o SENHOR, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado”.

Aqui vemos claramente a promessa de restituição. Em Lucas 6.38, vemos a lei da reciprocidade divina, na qual o Senhor nos abençoa de quatro maneiras diferentes: boa medida; recalcada; sacudida; transbordante.

Recomendo que você faça um conserto de fidelidade, de honestidade, de santidade e de generosidade e todo poder dos gafanhotos (demônios), da ruína e da miséria será destruído em nome de Jesus!

 Texto do Pr. Wagner Tadeu dos Santos Gaby

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Procrastinação pode esconder problemas mais sérios


A mania de deixar tudo para depois vai muito além da preguiça e pode esconder o medo do fracasso. Veja se você é um procrastinador.

A procrastinação assume perfis diversos. O procrastinador por criação de problema adia as tarefas para mais tarde porque acha que terá mais tempo. O procrastinador comportamental até faz listas e planos, mas não segue nada do que foi planejado. E o procrastinador retardatário faz várias coisas antes de cumprir uma tarefa determinada anteriormente.

Segundo o psiquiatra norte-americano Bill Knaus em artigo publicado no “Psychology Today”, estes são os três perfis de quem tem mania de deixar tudo para depois. Mas, para a professora-titular da USP e terapeuta analítica comportamental Rachel Kerbay, a definição vai além.

Rachel trabalha há mais de 15 anos com o assunto e define o “autocontrole” – ou melhor, a falta dele – como a palavra-chave para entender este distúrbio. “O procrastinador quer sempre usufruir do resultado imediato. Não sabe planejar e criar condições para que as coisas aconteçam. Como ele segue só aquilo que é de seu interesse, perde o que poderia ganhar a longo prazo”, explica a professora.

Cada um com os seus motivos

É exatamente o que Carina Martins faz repetidas vezes. Redatora publicitária, ela precisa trabalhar em dupla com o responsável pela arte. Mas a fama de “deixar tudo para a última hora” já é bem conhecida entre os colegas e, no último emprego, chegou aos ouvidos do chefe. “Como eu também sou DJ, é muito fácil começar o dia procurando música e, quando me dou conta, passei o expediente inteiro fazendo outra coisa que não era o trabalho”, diz.

Carina também é do tipo que demora muitos dias para cumprir uma tarefa muito fácil, exatamente pelo grau de exigência ser menor. Só que quando o assunto é difícil, ela também trava. Daí o motivo é ter medo de encarar um desafio.

“Geralmente, o procrastinador tem medo do resultado e de uma avaliação pública. Daí o bloqueio e a decisão de não fazer nada. Para isso, ele encontra várias desculpas –muitas vezes externas, como tempo ruim, pouco dinheiro, falta de sorte – ou apela para a emoção para adiar os compromissos”, analisa Rachel.

O problema é que, na maioria dos casos, ele joga o trabalho para frente com a desculpa de que precisa de mais tempo para fazer determinado projeto, e nem por isso faz melhor. “Eu sempre falo, ‘semana que vem eu faço com mais calma’. Apesar da sensação ruim de angústia, acabo me enrolando de novo e dedico menos tempo do que o trabalho de verdade precisa. A saída, então, é o improviso”, confessa Carina.

Missão dada não é missão cumprida

Nesse nó de desculpas e enrolação, a preguiça – ao contrário do que muita gente acredita – não é a resposta do problema. É só ver a disposição da Carina para pesquisar música e fazer outras atividades que lhe dão prazer. Foi também o que concluiu Christian Barbosa, especialista em produtividade e autor do livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer”. Christian elaborou uma pesquisa e perguntou a mais de 4 mil pessoas a seguinte questão: “você procrastina atividades ao longo da sua rotina?”. 97,4% dos entrevistados responderam “sim”.
De acordo com o levantamento, exercício físico, leitura, saúde e planejamento financeiro são as quatro coisas mais adiadas. Por outro lado, casamento, comprar apartamento, mudar de emprego e férias são aquelas que as pessoas realizam com mais facilidade. “Não há nada de errado em procrastinar de vez em quando, o problema é quando isso começa a ficar crônico e passamos a adiar frequentemente coisas que não poderiam ser adiadas”, define.

“De maneira geral, as coisas pessoais acabam sendo as que mais adiamos. Talvez porque na vida pessoal ninguém fique cobrando que você leia determinado livro ou organize seu armário. Mas, no trabalho, você tem chefe e clientes que esperam o resultado de sua produção”, ressalta Christian.
A falta dessa figura pode ser uma das razões que faz o estudante Marcio Vincler viver sempre no atraso. Há alguns anos, ele passou a trabalhar com a mãe. Como precisa de dedicação semi-integral na faculdade de veterinária, e ainda dá expediente em uma clínica, o tempo disponível para escritório é bem reduzido e as regalias são muitas.

Apesar de admitir que não se incomoda com as brincadeiras dos colegas, ele sabe o quanto esse comportamento cria rótulos. “Eu não consigo chegar no horário em nenhum lugar e as pessoas já contam com a minha demora”, diz.

O presente é o momento ideal

A pergunta diante deste jogo de empurra-empurra é: há uma luz no fim do túnel? Sim. “É preciso mudar as ações, as habilidades e a fala. Ou seja, o jeito de fazer das coisas”, afirma Rachel. É o que também acredita Christian Barbosa. “Infelizmente, na vida nem sempre teremos apenas coisas interessantes para fazer. É preciso aceitar isso”, diz.

Segundo ele, em muitos casos, adotar uma estratégia de produtividade dá bons resultados. Outra dica valiosa é defendida por Rachel. “Planeje os compromissos, crie alternativas factíveis e avance aos poucos. A recompensa neste caso não é material. É o sentimento de dever concluído que dá impulso à mudança e se torna mais satisfatório do que o mal-estar de um comportamento procrastinador”.

Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/2012-11-11/procrastinacao-pode-esconder-problemas-mais-serios.html. Acesso em 11.11.12



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A origem do Dia das Crianças


O Dia das Crianças foi criado no Brasil antes de ser comemorado no restante do mundo. A idéia foi de um político brasileiro (deputado federal Galdino do Valle Filho), em 1920, e oficializada em 5 de novembro de 1924 pelo então presidente Arthur Bernardes. Somente entre 1955 e 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela, em parceria com a Johnson & Johnson, lançou a Semana do Bebê Robusto (intenção comercial de aumentar a venda de brinquedos nessa semana) é que ela passou a ser comemorada em 12 de outubro (aqui no Brasil).

Em 20 de novembro de 1959, a UNICEF oficializou a Declaração Universal dos Direitos da Criança e, a partir de então, essa data (20 de novembro) passou a ser comemorada na maioria dos países do mundo.

De acordo com a história e seu significado, alguns países têm outras datas para essa celebração: no Japão, por exemplo, os meninos comemoram no dia 5 de maio (como na China) e as meninas no dia 3 de março, ambos com exposições de bonecos (para os meninos eles lembram samurais). Em Moçambique, essa celebração ocorre no dia 1º de junho para marcar o dia em que as forças nazistas, em 1943, assassinaram cruelmente muitas crianças pequenas. Na Nova Zelândia, aproveitando esse dia para passar mais tempo com a família e sem fins comerciais, essa lembrança ocorre no primeiro domingo de março.

Origem de alguns brinquedos

Já que estamos falando sobre origens, você sabia que alguns dos brinquedos que usamos ou presenteamos hoje foram criados há séculos e até há milênios?

As bonecas, que foram criadas como estatuetas de barro na África e na Ásia, se transformaram em brinquedos há cerca de 5.000 anos no Egito. As casas para essas bonecas parecem ter tido sua primeira aparição na Alemanha, perto de 1.558 como um presente do Duque de Albrecht para sua filha mais velha. Conta-se que essa casa teria quatro andares e teria levado dois anos para ser construída com quarto de vestir, banheiro e outros ambientes. Até 1930, a maioria das crianças no Brasil brincava com bonecas de pano feitas por costureiras e carrinhos de madeira feitos em pequenas oficinas por artesãos.

As bolinhas de pedra, argila, madeira ou osso de carneiro foram as precursoras das bolinhas de gude. As mais antigas eram de pedras semi-preciosas encontradas em um túmulo de uma criança egípcia há 5.000 anos. Mas foi só no século XV que elas se transformaram em bolinhas de vidro (Veneza e Boêmia) e no século XVII de porcelana e louça. Foi através do Império Romano e suas conquistas que houve a disseminação de seu uso como brinquedo pelo mundo. No Brasil, elas são conhecidas por vários nomes (buraca, búrica, firo, bolita).

Já a bicicleta tem sua origem em 1790, conhecida como celerífero (celer=rápido e fero=transporte) por um conde francês (Sivrac), feita de madeira, sem pedais ou correntes, empurrada com os pés no chão. Os carrinhos de brinquedo apareceram ao mesmo tempo que os carrões originais, nos primeiros anos do século XX e o autorama em 1956, na Inglaterra, enquanto o primeiro trem elétrico em miniatura foi feito em 1835 por um ferreiro em Nova York. No Brasil, a Metallurgica Matarazzo foi a primeira fábrica a fazer jipes, carrinhos e aviões de lata. A fábrica Estrela foi a primeira a produzir brinquedos em variedade e quantidade significativa, a partir de 1937, porque com a Segunda Guerra Mundial as importações foram dificultadas e a indústria nacional se desenvolveu em vários setores, inclusive na produção de brinquedos.

Assim também a caixinha de música (1170, Suíça), o bilboquê ou emboca-bola (século XVI, França), o pião (strombo na Grécia ou turba na Roma antiga), entre outros fizeram parte da história até chegarmos aos brinquedos de hoje.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/a-origem-do-dia-das-criancas/. Acesso em 12.10.2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O que o estado laico não é


Antes de qualquer outra coisa, é preciso dizer que o Estado laico não é confessional. O Estado confessional é aquele que privilegia uma certa religião ou um grupo de religiões, transferindo para ela(s) recursos financeiros públicos, direta ou indiretamente, sancionando legalmente suas diretrizes morais e introduzindo nos currículos escolares das escolas públicas sua(s) doutrina(s). O Estado confessional pode ter uma religião exclusiva, proibindo as demais, ou privilegiar uma(s) e tolerar outras. O Estado brasileiro era confessional durante o Império, assim como são confessionais Estados contemporâneos, como a Grã-Bretanha, o Irã, Israel e a Dinamarca, que têm, religiões privilegiadas, respectivamente o Cristianismo de Confissão Anglicana, o Islamismo, o Judaísmo e o Cristianismo de Confissão Luterana.

Algumas pessoas pensam que basta a separação jurídica entre o Estado e as sociedades religiosas (separação Igreja–Estado) para que a laicidade exista. Não é assim. Há países que não têm religião oficial e nem por isso são laicos. Por outro lado, existem antigas monarquias, com religião oficial, que são mais laicas do que certos Estados latino-americanos. Por exemplo, a Grã-Bretanha e a Dinamarca são mais laicas do que o Brasil e a Argentina, que se separaram formalmente da Igreja Católica há mais de um século.

O Estado laico tampouco é um Estado concordatário. Concordata é um termo próprio do universo simbólico da Igreja Católica, a única organização religiosa que tem um Estado para representá-la, o Vaticano. Concordatas são, então, tratados firmados entre os governos de dois Estados, o Vaticano e um outro. Se a concordata com a Itália não foi a primeira, constitui a matriz das que a Igreja Católica estabelece com diferentes governos, com esse nome ou outro. O governo fascista italiano firmou com o Vaticano uma concordata (Tratado de Latrão), pelo qual o primeiro reconheceu certas propriedades eclesiásticas, introduziu o catecismo católico no currículo das escolas públicas e símbolos religiosos católicos nas escolas e outros estabelecimentos públicos, além de outros privilégios econômicos e políticos. O Vaticano, por sua vez, reconheceu o Estado italiano (que se constituiu a partir da unificação estatal, em 1870, que incorporou os Estados pontifícios). Mesmo depois da queda do fascismo, o Estado italiano vem renovando a concordata com o Vaticano.

O Estado laico também não é ateu. O Estado ateu é aquele que proclama que toda e qualquer religião é alienada e alienante, em termos sociais e individuais. Para combater a alienação, o Estado ateu combate, então, toda e qualquer religião. Se não consegue proibi-la, completamente, dificulta ao máximo suas práticas, inibe sua difusão e desenvolve contínua e sistemática propaganda anti-religiosa. A União Soviética e os Estado socialistas constituídos no leste europeu, assim como a República Popular da China estabeleceram regimes ateus, com base na concepção de que toda e qualquer religião seria fonte de alienação do povo. Houve diferentes graus na efetivação da política ateísta, mais radical na Alemanha Oriental do que na Polônia, por exemplo, onde todo o aparato formativo da Igreja Católica manteve-se em operação, acabando por se tornar um dos principais elementos de dissolução do “socialismo real”.

Fonte: http://www.nepp-dh.ufrj.br/ole/conceituacao4.html. Acesso em 08.10.2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Salmo 137 e a mensagem imprecatória



Como entender a passagem bíblica do Salmo 137.9, que diz: “Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras”?

O Salmo 137 contém uma mensagem imprecatória, ou seja, contém apelos a Deus para que derrame sua ira sobre os inimigos do salmista. O termo “imprecação”, do latim “imprecatione”, expressa o desejo de infortúnios a alguém. Outros salmos demonstram essa mesma ideia, por exemplo, 7, 12, 35, 55, 59, 69, 79, 109 e 139. Além dos salmos, outros textos expressam esse sentimento, como Gn 9.25, Êx 9.16, Jz 5.24-31, 1Sm 13.13,14; 15.28, 1Rs 21.17-24; 22.19-23, Am 9.9,10 e Jeremias 11. No Novo Testamento, por exemplo, verifica-se imprecação em 1Tm 1.20; 2Tm 4.14 e Ap 6.9-11, onde os santos que estão no céu clamam por vingança a Deus.

A dificuldade na interpretação de textos imprecatórios encontra-se quando os comparamos com as passagens bíblicas de Mt 5.43-48 e Rm 12.17, onde o espírito de vingança humano deve ser rejeitado. As imprecações descritas na Bíblia são entendidas como clamores dos justos contra a manifestação do mal, isto é, um pedido de um justo para execução de justiça.

O contexto desta passagem nos remete à Babilônia e seu terrível rei Nabucodonosor. Babilônia é tratada, em especial no Apocalipse, em contraposição a Sião. Babilônia é a representação do mal e simboliza a idolatria, a prostituição, o sistema pecaminoso e o próprio mundo. Nabucodonosor é símbolo de Satanás, o opositor de Deus, que aprisiona o homem no pecado. É neste contexto que o desejo do salmista se expressa na vontade de que a justiça seja executada. A observância dos princípios estabelecidos na Lei, descritos em Dt 27 e 28, mostram que o julgamento divino abençoava os que a observavam, e, amaldiçoava os que a desprezavam. 

A Bíblia relata que Edom teve sua origem em Esaú e que Israel foi originado em Jacó. Por causa dos confrontos em relação à primogenitura, descritos em Gn 25.31-34, constantes batalhas foram travadas pelos povos originados por Esaú e Jacó. Quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém e o povo de Israel foi levado cativo, os edomitas se regozijaram com o sofrimento dos judeus, esquecendo-se de que o próprio Deus (Dt 23.7) havia ordenado ao seu povo que os amassem.

O antagonismo não deve ser verificado aqui como um sentimento de ódio pessoal, mas pelo zelo do nome de Deus, uma vez que a luta era travada entre Deus e o seu povo contra os seus inimigos e o próprio mal.

Abram de Graaf, na análise desta passagem, observa que “este salmo é baseado numa profecia. O autor não usa as suas próprias palavras, mas ele usa uma profecia. Esta profecia encontra-se em Isaías 13.9-20. O autor pede que Deus seja fiel. Ele deve cumprir as suas promessas. Babilônia faz parte da maldição. Esta cidade sempre se rebelou contra Deus. Esta cidade simboliza a sociedade sem Deus. A sociedade que vive sem Deus. Deus vai cumprir sua promessa, começando com a Babilônia antiga, e terminando com a Babilônia moderna, que nós encontramos no Apocalipse”.

Quando foi proferido este desejo de vingança, seu autor falou por si, e, não em nome do próprio Deus. O conceito acentuado neste texto é o desejo de que a justiça perfeita de Deus seja implementada. A vingança no Antigo Testamento é baseada na justiça de Deus.

A felicidade do salmista não está ligada a morte de crianças inocentes, mas, no triunfo do bem contra o mal.
 
Fonte: Eliel Gaby. Mensageiro da Paz - CPAD - agosto/2012
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quem ouve música no trabalho rende mais



Quem ouve música durante o trabalho tende a completar as tarefas com mais rapidez e a ter ideias melhores.
Em termos biológicos, sons melodiosos ajudam a encorajar a liberação de dopamina na área de recompensa do cérebro, o mesmo efeito de se comer algo gostoso, olhar para algo bonito ou sentir um aroma agradável, segundo diz o Dr. Amit Sood, médico de Medicina Integrativa da Clínica Mayo.

A mente das pessoas tende a divagar, “e nós sabemos que uma mente que divaga fica infeliz”, disse Dr. Sood. “Na maior parte do tempo, nós acabamos nos concentrando nas imperfeições da vida”. A música pode trazer-nos de volta ao momento presente.

“Ela tira você desses pen­­­­­samentos”, disse Teresa Lesiuk, professora assistente no programa de musicoterapia na Universidade de Miami.

A pesquisa da Dra. Lesiuk se concentra no modo como a música afeta o desempenho no local de trabalho. Em um estudo envolvendo especialistas em Tecnologia da Informação, ela descobriu que aqueles que ouviam música completavam suas tarefas com maior rapidez e chegavam a ideias melhores do que os que não ouviam música, porque ela melhorava seus humores.

“Quando você está estressado, pode acabar tomando suas decisões com maior pressa; você tem um foco de atenção muito pequeno”, disse ela. “Quando você está com um humor positivo, você é capaz de aceitar mais opções”.

A Dra. Lesiuk descobriu que a escolha pessoal de música era muito importante. Ela permitiu que os participantes de seu estudo selecionassem qualquer música de que gostassem e que ouvissem por quanto tempo quisessem. Os participantes com habilidades moderadas em seus trabalhos foram os que mais se beneficiaram, enquanto os especialistas tiveram pouco ou nenhum efeito. Alguns iniciantes foram da opinião que a música lhes distraía.

A Dra. Lesiuk também descobriu que, quanto mais velho o funcionário, menos tempo ele passa ouvindo música no trabalho.

POLÍTICA INTERNA

Poucas empresas têm políticas sobre ouvir música no trabalho, disse Paul Flaharty, vice-presidente regional da Robert Half Technology, uma agência de RH. Mas ainda assim é uma boa ideia verificar antes com o supervisor, mesmo que veja outros funcionários com fones de ouvido no escritório.

Ele disse que alguns supervisores podem achar que os funcionários usando fones de ouvido não estão plenamente envolvidos com o trabalho e que estão evitando interações importantes “porque estão se isolando em seu próprio mundo”.

“Se alguém não está trabalhando direito”, ele disse, “aí pode vir um dos gerentes e dizer que ele só fica ouvindo música o dia inteiro e isso está atrapalhando a produtividade”.

Para aqueles que escolhem ouvir música, o melhor é estabelecer limites, porque usar fones de ouvido o tempo inteiro pode ser visto como falta de educação por quem estiver por perto.

CONCENTRAÇÃO

O Dr. Sood, da Clínica Mayo diz que um tempo de apenas 15 minutos a meia hora de música já basta para recuperar a concentração. Músicas sem letras costumam funcionar melhor, segundo ele.

Daniel Rubin, colunista do Philadelphia Inquirer, disse ter o costume de ouvir jazz e concertos de piano durante a maior parte de sua carreira de 33 anos no jornal – mas só quando escrevia próximo do prazo. Ele começou usando um Sony Walkman, mas agora faz uso dos seus 76 dias de música disponíveis na playlist de seu iTunes.

“O colega batucando com os dedos a três mesas de distância e o outro cantarolando do meu lado fazem uma quantidade igual de barulho e é difícil de ignorar”, ele disse.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

É correto orar por animais?



Na Bíblia encontramos os mais diversos tipos de orações, não só quanto a forma, mas também quanto ao conteúdo. A própria coletânea dos salmos é um exemplo disso!

O centro de nossas orações de pedidos deve ser as necessidades humanas e as que dizem respeito à realização do reino de Deus em nossa vida. (Mt 6.33: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas).

Agora vejamos que relação têm os animais com o homem:

“(Dou) a todos, os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo que se arrasta sobre a terra e em que haja sopro de vida... (ao domínio humano)” (Gn 1, 30).

O homem é chamado a usar com prudência tudo que Deus lhe deu, inclusive os animais, tendo consciência de que tudo foi feito em função do próprio homem. Nesse sentido orar pelos animais tem fundamento quando se faz relação com os homens. Depois precisamos saber o que pedir a Deus em relação aos animais. Seria inútil pedirmos, por exemplo, que Deus os leve para o céu, uma vez que os animais não possuem alma como nós seres humanos.

Podemos orar pelos animais, porém nunca atribuindo a eles necessidades exclusivamente humanas, tais como salvação, resistência à tentação, etc. Ademais Paulo muito bem diz: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.” (1Ts 5.18).