domingo, 13 de setembro de 2009

INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DA MENSAGEM BÍBLICA



O acróstico do Salmo 119 e a mensagem espiritual para o homem

1) Álefe (Salmo 119.1-8) – A Bênção em Guardar a Lei

Os versículos introdutórios ditam o tom de todo o poema. “Felizes são os irrepreensíveis”, “os perfeitos, retos, sem culpa”, que andam na lei do Senhor.

- Aqueles que seguem os princípios da ação que a sua Palavra estabelece e que o buscam de todo o coração:

a) são verdadeiramente abençoados;
b) andam em seus caminhos;
c) são dirigidos por Deus
O Salmista mostra que está confiante em que o que lê pedir a Deus, Ele fará.

2) Bete (Salmo 119.9-16) – A Palavra Purificadora

Muitos concluem, com base no versículo 9, que o autor do salmo era um jovem. No entanto, existe a possibilidade de que essa expressão reflita o interesse dos mestres da sabedoria no bem-estar dos jovens da nação.

Jovem ou velho, nosso caminho é purificado ao vivermos conforme a palavra de Deus e a escondermos em nosso coração.

3) Guímel (Salmo 119.17-24) – O alvo da vida

O conhecimento e a observância da palavra de Deus são o alvo da vida, e são força e conforto em tempos de desprezo e perseguição.
A palavra de Deus é:

- v.17: fonte de vida
- v.18: visão
- v.19: orientação
- v.20: aspiração

4) Dálete (Salmo 119.25-32) – A grande escolha

Em angústia de espírito, o poeta clama por avivamento “(v.25) A minha alma apega-se ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra”.
Em 2 Crônicas 17.7-10, a Bíblia nos mostra que Josafá produziu um avivamento espiritual em Judá mediante o ensino da Palavra de Deus.

5) Hê (Salmo 119.33-40) – Oração por firmeza

Esta estrofe é composta de uma série de petições centradas no desejo do salmista por instrução e entendimento e na ajuda de Deus.
Mais profundo do que a informação é o entendimento, que leva à obediência da lei de todo coração (v.34)

6) Vav (Salmo 119.41-48) – Não há vergonha da Palavra

A sexta estrofe continua com expressões de anseio e desejo por auxílio e orientação que vêm através da Palavra de Deus.
“O v.48 Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amo, e meditarei nos teus estatuto”

7) Zain (Salmo 119.49-56) – A Palavra que dá Vida. Em meio às dificuldades, o salmista encontra esperança e consolação na Palavra de Deus.
“(v.50) Isto é a minha consolação na minha angústia, que a tua promessa me vivifica”.

8) Hete (Salmo 119.57-64) – A Companhia dos Comprometidos

Deus e sua Palavra são o principal tesouro do salmista, e o trouxeram para uma comunhão com os tementes a Deus entre o seu povo.
O salmista encontrou companheirismo com todos os que temem ao Senhor e guardam os seus preceitos.

9) Tet (Salmo 119.65-72) – O valor da aflição

O autor aprendeu o valor disciplinador da aflição. O castigo que foi difícil de suportar produziu “um fruto pacífico de justiça (Hb 12.11)”.
A aflição lhe ensinou a obedecer “Antes de ser afligido, eu me extraviava; mas agora guardo a tua palavra”.

10) Iode (Salmo 119.73-80) – O clamor pela integridade da Alma

Os caminhos do Senhor com o seu povo são encorajamento para os justos e confusão para os ímpios.
O salmista sabe que é beneficiário da providência e bondade de Deus.
Foi Deus quem o fez, e ele, portanto, deseja ser ensinado por Ele.

11) Kaf (Salmo 119.81-88) – Apoio sob pressão

O salmista está em profunda dificuldade, possivelmente em virtude de uma doença e por causa da perseguição ativa daqueles que são inimigos da retidão.
Sua alma está desfalecida, seus olhos fracos, enegrecido, enrugado e quase irreconhecível.
Estava sob forte pressão de seus inimigos.
v.88 Vivifica-me segundo a tua benignidade, para que eu guarde os testemunhos da tua boca.

12) Lâmede (Salmo 119.89-96) – A inabalável Palavra de Deus

Embora as circunstâncias e o conhecimento dos homens mudem e sejam inconstantes, a Palavra do Senhor permanece no céu para sempre.
v. 89 Para sempre, ó Senhor, a tua palavra está firmada nos céus.
v. 90 A tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece.

13) Mem (Salmo 119.97-104) – Sabedoria por meio da Palavra

O valor da lei do Senhor em conceder sabedoria e entendimento ao obediente é o tema dessa estrofe.
Ao meditar nos ensinos da Palavra de Deus, o salmista havia recebido sabedoria maior que a dos seu inimigos (cf vv.97,98)
97 Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo.
98 O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo.
99 Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.

14) Nun (Salmo 119.105-112) – A Luz da Vida

A palavra de Deus oferece luz para o caminho, passo a passo, ao longo desse caminho.

15) Samech (Salmo 119.113-120) – Caminho de Vida e Caminho de Morte

Aborrecimento à duplicidade.
No Senhor, o poeta encontra segurança e proteção dos ataques contínuos de malfeitores.
Para ele, esperança e segurança só são encontrados no Senhor.

16) Ain (Salmo 119.121-128) – Tribulação e Testemunho

No meio da opressão e da tribulação, o salmista testifica da sua lealdade à lei de Deus e ora por um suporte contínuo.

17) Pê (Salmo 119.129-136) – Liberdade à Luz da Lei

O poeta acha os testemunhos do Senhor maravilhosos e por isso os guarda.
Uma vida de acordo com o padrão de Deus será livre do domínio de qualquer tipo de iniqüidade. Aqui temos no Antigo Testamento uma oração pela perfeição do Novo Testamento.
Encontramos a libertação da opressão do homem e o favor contínuo de Deus aos que guardas os seus estatutos.

18) Tsadê (Salmo 119.137-144) – A justiça duradoura de Deus

A justiça, pureza e verdade da lei de Deus eram responsáveis pelo profundo amor e reverência do salmista.
v.137 Justo és, ó Senhor, e retos são os teus juízos.
v.140 A tua palavra é fiel a toda prova, por isso o teu servo a ama.

19) Cofe (Salmo 119.145-152) – A verdade ajuda a vencer a dificuldade

Profundamente angustiado, o poeta promete obediência à Palavra de Deus, e clama por ajuda.
v.145 Clamo de todo o meu coração; atende-me, Senhor! Eu guardarei os teus estatutos.
v.146 A ti clamo; salva-me, para que guarde os teus testemunhos.

20) Rexe (Salmo 119.153-160) – Oração por avivamento e Livramento

A petição: vivifica-me, repetida três vezes (154,156,159), domina esse clamor por livramento dos perseguidores.
Otras versões também traduzem “preserva minha vida”, “conserva-me vivo”, “dá-me vida”.

21) Chin (Salmo 119.161-168) – Perseguido, mas em Paz

O salmista experimenta paradoxalmente a paz em meio à perseguição e todo o tumulto envolvido.

22) Tav (Salmo 119.169-176) – Oração por Ajuda e Orientação

Em oração e súplica, o salmista conta com a palavra do Senhor.
Seus lábios e sua língua serão colocados a serviço da Palavra.
Escolheu os preceitos de Deus, tem desejado a sua salvação e seu prazer está na Lei de Deus.
v. 174 Anelo por tua salvação, ó Senhor; a tua lei é o meu prazer.

Fonte: CHAPMAN, Milo L., PURKISER, W.T., WOLF, Earl C., HARPER, A.F.
Comentário Bíblico Beacon. Volume 3. CPAD.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O ABACAXI



Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação:

- Patrão tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. “O Luiz, que está conosco há somente seis meses, está ganhando mais do que eu.”

O patrão, fingindo não ouvi-lo disse:

- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá ate lá e verifique se eles têm abacaxi.

Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.

- E ai, Álvaro - perguntou o patrão.
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
- E quanto custa?
- Isso eu não perguntei não.
- Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários? - Quis saber o patrão.
- Também não perguntei isso não.
- Há alguma outra fruta que posso substituir o abacaxi?
- Não sei não…
- Muito bem Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco. – O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luiz. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Álvaro. Em oito minutos, o Luiz voltou.
- E então? - Indagou o patrão.
- Eles têm abacaxi sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal e se o senhor preferir, tem também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$ 1,50, cada; a banana e o mamão a R$ 1,00, o quilo; o melão R$ 1,20, a unidade e a laranja a R$ 20,00, o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luiz.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado e perguntou-lhe:

- Álvaro, o que foi que você estava mesmo me dizendo?
- Nada sério não patrão. Esqueça. Com sua licença.
E o Álvaro deixou a sala.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

QUAL O SIGNIFICADO DA PREGAÇÃO DE CRISTO AOS ESPÍRITOS EM 1Pe 3.19


Jesus pregou aos espíritos em prisão?

“No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão...” (I Pe. 3:19)

Qual é o sentido de IPe. 3.19, que se refere à pregação de Cristo aos espíritos em prisão no Hades? Pregou Cristo a eles, dando-lhes a oportunidade de salvar-se, após terem morrido? Se examinarmos essa sentença cuidadosamente, em seu escopo total, descobriremos que a passagem não ensina tal coisa — pois contrariaria Hb. 9:27 - “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”.

Na versão NASB, IPe. 3:18-20 foi traduzido assim: Porque Cristo morreu pelos pecados, de uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus, tendo sido sentenciado à morte na carne, mas vivificado no espírito; no qual ele foi também e fez proclamação aos espíritos agora na prisão, que outrora foram desobedientes, quando a paciência de Deus esperou nos dias de Noé, durante a construção da arca, pela qual uns poucos, isto é, oito pessoas, se salvaram das águas. Observamos, pela tradução acima, que o verbo que se traduz por pregou em King James Version não equivale ao grego euangelizomai (“pregar ou levar boas-novas”), que certamente significaria que depois de sua crucificação Cristo realmente levou uma mensagem de salvação às almas perdidas no Hades; antes, o verbo é ekëryxen, derivado de kërysso (“proclamar uma mensagem”, da parte de um rei ou potentado). O que o v. 19 diz na verdade é que Cristo fez uma proclamação às almas que estavam aprisionadas no Sheol ou Hades.

Há duas possibilidades para o conteúdo dessa proclamação: 1º) a proclamação feita pelo Cristo crucificado no Hades a todas as almas dos mortos pode ter sido essa: o preço do pecado havia sido pago, e todos os que haviam morrido na fé deveriam aprontar-se para subir ao céu, o que ocorreria logo, no domingo da ressurreição. 2º) a proclamação poderia dizer respeito àquela urgente advertência que Noé havia feito à sua própria geração, no sentido que se refugiassem na arca, antes que o grande dilúvio destruísse toda a raça humana.

Dessas duas opções, a primeira diz respeito a uma ocorrência real (cf. Ef. 4:8); essa proclamação teria sido feita a todos os habitantes do Hades, em geral, ou então só aos redimidos, em particular. Mas a segunda, significa que Cristo, mediante o Espírito Santo solenemente advertiu os contemporâneos de Noé, por meio do próprio Noé (conforme descrição em IIPe. 2:5) como pregador ou arauto da justiça.

Portanto, parece-nos muito evidente que a passagem discutida nos assegura que até mesmo naqueles tempos antigos, nos dias de Noé, quando o Senhor estava em estado de pré-encarnação, o Verbo estava interessado na salvação dos pecadores. Assim é que o ato pelo qual a família de Noé se salvou mediante a arca foi um evento profético, apontando para a provisão graciosa de Deus pela expiação substitutiva numa cruz de madeira — à semelhança do instrumento de livramento, a arca, que salvou Noé do julgamento divino sobre a humanidade culpada. Em ambos os casos apenas os que pela fé se refugiam no meio de salvação proposto por Deus podem livrar-se da destruição.

Esse relacionamento entre tipo/antítipo é equacionado com clareza em IPe. 3:21 - “a qual, figurando [ARA traduz assim antitypon] o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação [epërótëma] de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”. Em outras palavras, o arrependimento do pecado e a confiança só em Cristo, para a salvação com base em sua expiação e ressurreição, são os elementos que suprem o livramento do pecador culpado e tornam possível que esse obtenha “uma boa consciência”, com base na convicção de que todos os seus pecados foram pagos completamente pelo sangue de Jesus.

Diante das conjecturas podemos pressupor que: 1º) Jesus desceu ao Hades e proclamou a sua vitória ou 2º) Podemos concluir também que a proclamação a que se refere o v. 19 ocorreu, não quando Cristo desceu ao Hades, após sua morte no Calvário, mas em Espírito, o qual falou pela boca de Noé, durante aqueles anos em que a arca era construída (v. 20). Portanto, uma coisa é certa, o v. 19 nenhuma esperança oferece de uma “segunda oportunidade” para aqueles que rejeitaram Cristo durante sua vida aqui na Terra.

Fonte: www.cacp.org.br

sábado, 8 de agosto de 2009

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO VAZIO



Já se foi o tempo em que a sociedade pautava seus valores e pensamentos acerca da vida buscando a moral, ética e a riqueza de conteúdo para seu crescimento. A sociedade encontra-se em crise. Não é difícil identificarmos o esvaziamento da convicção, o pragmatismo exagerado e a limitação do pensamento. Podemos afirmar que vivemos em uma sociedade fútil e manipulada pelo mundo do entretenimento e do espetáculo vazio.

Parece que estamos proibidos de pensar, de raciocinar. Os meios de comunicação exibem programações cada vez mais inúteis, com conteúdos rasteiros e insignificantes. No Brasil, a TV é a principal fonte de informação, em detrimento ao rádio, ao jornal impresso e aos livros – estes quase que ignorados por grande parte da população.

Em matéria intitulada “Brasileiro assiste mais de 3h de TV por dia” o Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação, publicação mensal da Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, edição de novembro de 2005, informa que este é um dos maiores índices do mundo. Alemães são os que menos ficam em frente à televisão. Afirma também que o excesso de tv pode trazer conseqüências como a erotização precoce e a banalização da violência.

Segundo pesquisa da Eurodata TV Worldwide divulgada, recentemente, pela Folha de S. Paulo, as crianças brasileiras são as que mais ficam em frente da telinha. Em média, são três horas e 31 minutos por dia. Os alemães são os que menos ficam em frente da TV, cerca de 30 minutos por dia. Na Alemanha, 90% da população tem televisores em casa.

O excesso de tv na adolescência, por exemplo, pode aumentar o risco de depressão na fase adulta, concluiu um estudo publicado na edição de fevereiro da revista Archives of General Psychiatry. Pesquisadores usaram dados de uma análise com mais de quatro mil jovens que não estavam deprimidos no começo do estudo. Depois de sete anos de acompanhamento, mais de 7% apresentaram sintomas de depressão.

Concluiu-se que, enquanto 6% dos que assistiram a menos de três horas de TV por dia eram depressivos, mais de 17% dos que assistiram por mais de nove horas ao dia tinham sintomas de depressão. Não houve nenhuma associação da doença com jogos de computador, videocassetes ou rádio. "Não sabemos se foi especificamente a exposição à TV que estava associada à depressão, um tipo especial de programação ou outro fator contextual, como assistir sozinho ou com outras pessoas", alerta, cauteloso, Brian Primack, autor do estudo, da Universidade de Pittsburgh. Informações de Nicholas Bakalar [The New York Times, 10/2/09].

A falta de interesse pela leitura, pela reflexão crítica e pela busca de informações nos diversos meios de comunicação é bastante preocupante.

As telenovelas, consideradas orgulho da produção cultural no Brasil, apresentam-se carregadas de conteúdo imoral e cheias de futilidade, fazendo que milhares de pessoas desperdicem seu tempo. O enredo é sempre o mesmo, com repetições de temas e reflexões esporádicas. O que me chama atenção, é o incentivo à “não família”, apresentando-a sempre de forma ultrapassada e desnecessária. O adultério é ingrediente indispensável nas produções. O poder é tão arrebatador, que mesmo aqueles que possuem uma família bem estruturada sempre defendem que a “bela moça” abandone seu esposo para “ser feliz” com outro.

Em recente estudo do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, verificou-se uma ligação entre as populares novelas e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130noveladivorciobrasil_np.shtml)
.
Para Nivaldo Ximenes, em artigo intitulado “Telenovelas – resta alguma esperança?”, não é de hoje que organismos internacionais acompanham a história de nosso país e alertam "aos que se preocupam" com este tema, afirmando que nossa política, valores familiares, relacionamentos e costumes são influenciados e modificados pelas telenovelas brasileiras. A quem interessa? Com certeza a homens ímpios descompromissados com os valores da palavra de Deus.

Os programas de auditório literalmente “enrolam”os seus telespectadores, que param diante da tv durante horas para se envolver com um conteúdo pobre, superficial e, em muitos casos, perigoso para nossa saúde espiritual.

É crescente o número de mulheres, vestidas de forma sensual, que se apresentam nestes programas, com o objetivo de manter os índices de audiência elevados sem nenhuma preocupação de apresentar algo útil e relevante. A aparência vale mais que o conteúdo.

Até os programas humorísticos foram embalados pela onda da futilidade e falta de valores. Com conteúdo cada vez mais indecente, tem sido difícil para uma família, poder sentar todos juntos na sala para participarem de um momento de entretenimento. Quase que na totalidade, os programas humorísticos brasileiros apresentam um lixo no sentido cultural e uma mensagem imoral.

A cultura está em crise! As letras das músicas perderam a criatividade poética e a mensagem sadia. Não importa o que diz a letra, se a plástica for boa, vale tudo!

O que dizer então de programas como Big Brother? Expõem de forma clara a superficialidade das pessoas, que confinadas num espaço físico, não conseguem apresentar absolutamente nada de relevante. O conteúdo deste e de outros reality shows são de exibição de corpos, diálogos fúteis e pensamentos medíocres.

A internet, em contrapartida aos seus benefícios, empolga seus usuários, não pelo que tem de útil, mas pela futilidade que apresenta. Bisbilhotar a vida de alguém no site de relacionamento Orkut ou ficar horas conversando com alguém no MSN tem maior validade do que pesquisar um conteúdo sadio.

A futilidade comanda os movimentos. A. W. Tozer, conhecido escritor evangélico, afirmou que o homem tornou-se um parasita, incapaz de viver um só dia sem o sentimento que a sociedade lhe forneça algo. O que vemos são pessoas que não produzem, não refletem, afinal os meios de comunicação é que tem esta obrigação segundo os mesmos.

A mente humana, parece que à semelhança de uma lata de lixo, está com a tampa aberta, sem nenhum tipo de filtro, aceitando tudo o que é despejado. Nem mesmo os cristãos de hoje estão preocupados em buscar sabedoria de Deus para suas vidas.

Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus, diz Provérbios 2.1-5.

Como orienta Paulo, em sua carta aos filipenses, no capítulo 4 e versículo 8, devemos ocupar a nossa mente com virtudes: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Eliel Gaby

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O LIVRO DE JONAS É UMA HISTÓRIA REAL OU É FICÇÃO



PROBLEMA: Os eruditos bíblicos tradicionais sustentaram que o livro de Jonas registra acontecimentos que de fato ocorreram na história. Entretanto, devido a seu estilo literário e à narração de surpreendentes aventuras vividas pelo profeta Jonas, muitos eruditos da atualidade propõem que não se trata de um livro que narra fatos reais, mas sim uma história de ficção com o propósito de comunicar uma mensagem. Os fatos narrados no livro de Jonas realmente aconteceram, ou não?

SOLUÇÃO: Há uma boa evidência de que os fatos registrados no livro de Jonas são literais e que aconteceram na vida desse profeta.

Primeiro, a tendência de negar a historicidade do livro de Jonas provém de um preconceito contra coisas sobrenaturais. Se é possível acontecer milagres, não há razão alguma para se negar que o livro de Jonas Seja histórico.

Segundo, Jonas e seu ministério profético são mencionados no livro histórico de 2 Reis (14:25). Se sua profecia sobrenatural é mencionada num livro histórico, por que rejeitar então o aspecto histórico de seu livro?

Terceiro, o argumento mais devastador contra a negação da precisão histórica do livro de Jonas é encontrado em Mateus 12:40. Nessa passagem, Jesus prevê a sua própria morte e ressurreição, e prove aos incrédulos escribas e fariseus o sinal que eles lhe pediram. O sinal é a experiência de Jonas. Jesus diz: "Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra".

Se a história da experiência de Jonas no ventre do grande peixe fosse apenas uma ficção, isso não daria respaldo profético algum ao que Jesus declarava.

O motivo de Jesus fazer referência a Jonas era que, se eles não acreditavam na história de Jonas ter estado no ventre do peixe, também não acreditariam na morte, no sepultamento e na ressurreição de Cristo. Para Jesus, o fato histórico de sua própria morte, sepultamento e ressurreição tinha a mesma base histórica de Jonas no ventre do peixe. Rejeitar uma seria o mesmo que rejeitar a outra (cf. Jo 3:12). De igual modo, se cressem numa dessas bases, teriam de crer na outra.

Quarto, Jesus prosseguiu mencionando detalhes históricos significativos. A sua própria morte, sepultamento e ressurreição era o sinal supremo que atestaria suas reivindicações. Quando Jonas pregou aos gentios descrentes, eles se arrependeram. Mas achava-se Jesus na presença de seu próprio povo, do povo de Deus, e assim mesmo eles recusavam-se a crer. Portanto, os homens de Nínive se levantariam em juízo contra eles, "porque [os de Nínive] se arrependeram com a pregação de Jonas" (Mt 12:41).

Se os eventos do livro de Jonas fossem simplesmente parábolas ou ficção, e não uma história real, então os homens de Nínive na realidade nunca teriam se arrependido, e seu juízo sobre os fariseus impenitentes seria injusto e indevido. Por causa do testemunho de Jesus, podemos ter certeza de que Jonas registra uma história real.

Finalmente, há confirmação arqueológica da existência de um profeta de nome Jonas, cujo túmulo encontra-se no Norte de Israel. Adicionalmente, foram desenterradas algumas moedas antigas, com a inscrição de um homem saindo da boca de um peixe.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia
Norman Geisler e Thomas Howe

terça-feira, 21 de julho de 2009

POR QUE DEUS PERMITIU QUE SALOMÃO TIVESSE TANTAS MULHERES, SE ELE CONDENA A POLIGAMIA?



Em 1 Reis 11:3, lemos que Salomão tinha 700 mulheres e 300 concubinas. Mas as Escrituras repetidamente nos advertem contra manter mais de uma mulher (Dt 17:17) e violar o princípio da monogamia - um homem para uma mulher (cf. 1 Co 7:2).

A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro nos seguintes fatos:

1) Desde o princípio Deus estabeleceu este padrão ao criar o relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25).

2) Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), seguindo o exemplo estabelecido por Deus, até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23).

3) A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17:17).

4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem que dá o número das muitas mulheres de Salomão (1 Reis 11:2): “Não caseis com elas, nem casem elas convosco”.

5) Jesus reafirmou a intenção original de Deus ao citar esta passagem (Mt 19:4) e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” e os juntou em casamento.

6) O NT enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2).

7) De igual forma, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3:2; 12).

8) Na verdade, o casamento monogâmico é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).

A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram, como se pode ver pelo seguinte:

1) A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (GN 4:19,23).

2) Deus repetidamente advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” de Deus (Dt 17:17; cf. 1 Rs 11:2).

3) Deus nunca ordenou a poligamia - como o divórcio, ele somente a permitiu por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8).

4) Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Crônicas 14:3), pagou um alto preço por seu pecado.

5) Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16).

Em resumo, a monogamia é ensinada na Bíblia de várias maneiras:

1) pelo exemplo precedente, já que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher;

2) pela proporção, já que as quantidades de homens e mulheres que Deus traz ao mundo são praticamente iguais;

3) por preceito, já que tanto o AT como o NT a ordenam (veja os versículos acima);

4) pela punição, já que Deus puniu aqueles que violaram o seu padrão (1 Rs 11:2); e

5) por prefiguração, já que o casamento de um homem com uma mulher é uma tipologia de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).
Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.

Fonte: Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia
GEISLER, Norman L.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

C. FINNEY E SUAS TÉCNICAS DE PREGAÇÃO PARA QUE NINGUÉM PUDESSE SER SALVO


Longe de ser parecido com os "Astros de Cristo" da atualidade, Finney era até "assustador" na sua aparência. Não andava com ternos listrados e nem usava sapatos de coro de jacaré. Não tinha o hábito de usar uma toalinha com o seu nome bordado (falando nisso, quem foi o sujeito que inventou esse negócio de toalinha bordada?) e não chegava só no horário de pregar no culto.

Tinha paixão pelas almas, e não pelo que as almas poderiam dar à ele. Prosperidade era sinônimo de salvação.
O texto de Finney é antigo, mas sua aplicação é surpreendente para os dias de hoje.

Fonte do texto abaixo: http://abracodedeus.blogspot.com

O famoso pregador Charles Finney ensinava seus alunos sobre técnicas de pregação para que ninguém pudesse ser salvo. Se você não quer ver pessoas salvas, use as dicas abaixo.

1. Que sua motivação para pregar seja a sua popularidade e não a salvação das pessoas.

2. Procure agradar a sua congregação, mantendo diante dela uma boa reputação em vez de agradar a Deus.

3. Pregue sobre coisas que o povo gosta, sobre temas sensacionais que atraiam as pessoas, e evite pregar a essência da doutrina da salvação.

4. Seja discreto na hora de denunciar o pecado, e nem mencione os pecados que assolam sua congregação.

5. Pregue apenas sobre o amor e as virtudes da glória celestial, e não mencione sobre os perigos do pecado.

6. Reprove os pecados dos que não estão no culto, e faça com os que estão nos cultos sintam-se bem consigo mesmos, para que seu sermão lhes agrade e não deixem o culto com seus sentimentos machucados.

7. Dê a entender aos crentes mundanos, membros da igreja de que Deus é bom demais para mandá-los pro inferno, se é que este existe.

8. Pregue sobre a fraternidade universal de Deus e a fraternidade dos homens e não fale a respeito da necessidade de um novo nascimento.