sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Padres curitibanos substituem vinho por suco de uva


Medida que autoriza padres a substituir a bebida alcoólica foi tomada em virtude das regras mais rígidas do Contran, que pune motoristas com qualquer quantidade de álcool no sangue.

A Arquidiocese de Curitiba oficializou no dia 01.02.2013 a autorização para que padres utilizem suco de uva ou vinho sem álcool na consagração da Eucaristia das missas nos 11 municípios sob a responsabilidade da entidade.

A medida foi tomada depois que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tornou as regras mais rígidas com relação à ingestão de álcool antes de os motoristas dirigirem.

A arquidiocese de Curitiba é responsável por dez municípios no entorno de Curitiba, onde a regra da substituição do vinho valerá: Balsa Nova, Campo Largo, Campo Magro, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, Porto Amazonas e Palmeira, além da capital.

De acordo com a nova regra, regulamentada no último dia 29 de janeiro, qualquer quantidade de álcool no sangue pode justificar a aplicação de multa de R$ 1915,40, com possibilidade de suspensão da carteira de motorista por um ano. A partir da quantia de 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, em um motorista, a conduta é considerada crime, que pode gerar até a prisão do condutor.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo. Matéria de Antonio Senkovski. 05/02/2013.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Facebook - A rede da inveja


 
Um estudo realizado pela Universidade Humboldt em conjunto com a Universidade Técnica de Darmstadt, ambas na Alemanha, publicado na última semana de janeiro de 2013, é a primeira tentativa de medir cientificamente a intensidade dessa emoção na internet.

A conclusão é espantosa: uma em cada cinco pessoas ouvidas na pesquisa aponta o Facebook como a origem de sua experiência de inveja. Um bilhão de pessoas, um sétimo da população mundial, participam dessa rede social.

O que fazem nela, basicamente, é colocar fotos, contar detalhes pessoais ou simplesmente fofocar. Sabe-se, pelas pesquisas, que parte considerável desses usuários mantém uma atitude passiva no Facebook. Apesar de passarem muito tempo on-line, limitam-se a seguir o que é postado por amigos que parecem ser mais felizes e saber aproveitar melhor a vida.

Nesse cenário, eles se sentem solitários, excluídos do ciclo de atividade, felicidade e camaradagem on-line das outras pessoas. É nesse caldo de cultura que nasce a gama de emoções angustiantes dissecadas pelos pesquisadores alemães.

O levantamento feito com 584 usuários assíduos do Facebook, constatou que um em cada três deles se declara frustrado e triste imediatamente após se desconectar da rede. Para três em cada dez, o principal motivo do desgosto é a sensação de que os amigos on-line levam uma vida melhor que a sua.

No ranking elaborado pelo estudo, a inveja é o sentimento mais frequentemente associado à frustração no Facebook. Em segundo lugar, atingindo 19% dos entrevistados,  vem a sensação de que suas publicações não recebem atenção. Em seguida, com 10%, está a solidão. Os cientistas alemães descreveram a emoção mais frequente, a inveja, como "uma desagradável mistura de sentimentos por vezes doloridos, causados pela comparação com uma pessoa ou um grupo que possui algo que queremos".

Explica a VEJA Hanna Krasnova, autora da pesquisa: "No Facebook, compartilham-se 30 bilhões de mensagens todos os meses, e esse ambiente serve como vitrine para o narcisismo e a supervalorização de conquistas pessoais. É natural que, ao percorrerem esse amontoado de informações, as pessoas se comparem aos outros". O foco de Hanna é o estudo de sistemas de informação, um campo relativamente novo da ciência da computação.

Os pesquisadores puderam listar o tipo de publicação que mais instiga sentimentos negativos. Em primeiro ligar figuram comentários e fotos de viagens e de momentos de lazer. Ao ver as imagens do turismo alegre do amigo, o solitário que navega pela web sem nunca arredar o pé da própria casa é tomado por um sentimento de inferioridade.

Em segundo lugar está a percepção de que os posts dos amigos alcançam grande repercussão.

Em terceiro lugar vem o paradoxal sentimento de tristeza diante da felicidade alheia. Aos 21 anos, a paulistana Camila de Freitas está na faixa de idade dos participantes do estudo alemão e passa o dia conferindo atualizações no Facebook. Recentemente, ela teve uma desagradável surpresa na rede social. "Senti uma raiva imensa quando deparei com fotos de meu ex-namorado beijando uma menina que se dizia minha melhor amiga. Para piorar, os retratos eram de uma viagem a Miami, cidade que sonhava em visitar com ele quando estávamos juntos".

 A infelicidade virtual nasce, muitas vezes, de uma percepção exagerada da felicidade alheia e da própria infelicidade. "Os usuários do Facebook tendem a selecionar e exibir na rede apenas o melhor da sua vida", diz Hanna Krasnova. "Quem se sente inferiorizado não percebe que o que vê não é a vida real do outro e, sim, apenas uma versão editada de seus melhores momentos". No ano passado, período em que estudou moda em Milão, a pernambucana Laíse Nogueira, de 24 anos, postava fotos nas quais aparecia sorridente ao lado de colegas. "Só que o sorriso não refletia minha real situação", conta Laíse. "Estava triste e me sentia solitária vendo as fotos de meus amigos se divertindo no Brasil". Os amigos brasileiros, que não sabiam disso, invejavam sua vida na Itália. É o caso típico de o gramado do vizinho ser mais verde.

Apesar de ser estigmatizada como um dos sete pecados mortais, a inveja não é um sentimento absolutamente perverso. Ao contrário, desejar o que já foi alcançado por outra pessoa pode servir de incentivo para melhorar a própria vida. Mas também pode ser o inferno em vida, pois fomenta o rancor e a angústia.

Um estudo do Instituto Nacional de Ciência Radiológica, no Japão, revelou que a área do cérebro ativada pela inveja é também responsável por processar sensações como a dor física. O alemão Christian Maier, da Universidade de Bamberg, que estuda a irritação sentida por usuários em redes sociais, disse a VEJA que "a tensão causada pela necessidade de se adaptar às regras de um novo mundo transformou o Facebook numa fonte de stress". No caso da inveja, forma-se um ciclo vicioso. Muitos solitários recorrem ao Facebook, permanecem muito tempo on-line, mas interagem pouco com os amigos virtuais. O que veem na rede social são pessoas em festas e viagens. Isso faz com que se sintam ainda mais excluídos.

A frustração os deixa desmotivados a sair de casa e os prende ainda mais ao Facebook. É o ciclo da rede de inveja.

Fonte: A rede da inveja. Reportagem de Carolina Melo e Renata Lucchesi. Revista Veja. Edição 2306 - ano 46 - nº 5. 30 de janeiro de 2013. Editora Abril.
 
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Não perca tempo com críticos


 
1. Uma pessoa crítica é alguém que nada vê de bom no que você faz. Como poderiam aqueles que criticavam a Jesus não terem ouvido ou visto Seu ensino poderoso e milagres? Uma pessoa crítica não vê nada de bom no que você faz. É assim que partidos políticos na oposição se comportam. Não importa o que, eles não veem nada de bom no partido governista.

2. Pessoas críticas são frequentemente pessoas frustradas, que fracassaram na vida. A frustração cria amargura. A amargura se manifesta pela crítica.

3. Pessoas críticas são frequentemente desapontadas e desiludidas com suas vidas pessoais. Não esqueça de perguntar alguma coisa a respeito daquele que mais o critica. Você ficará assombrado em descobrir que ele ou ela é um indivíduo imoral, mentiroso e ladrão.

4. Pessoas críticas são frequentemente pessoas que constroem suas vidas destruindo os outros. Essas pessoas não são bem sucedidas em nada. Tudo o que fazem é puxar alguém para baixo de seu nível de não realização.

5. As pessoas críticas frequentemente não vivem muito. A Bíblia é muito clara neste princípio. Se você ama a vida, guarde sua boca de dizer coisas erradas. "Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano" (1Pedro 3.10).

6. As pessoas críticas frequentemente têm problemas psicossociais. Tais pessoas são frequentemente rejeitadas e não amadas, não tiveram o amor de um pai ou mãe. Suas críticas são frequentemente um grito por atenção.

7. Jesus não respondeu aos seus críticos. Jesus respondeu à fome e à sede das multidões, mas não ao ódio dos seus inimigos. "E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém. E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia. E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência" (Lucas 23.7-10).

8. As críticas são parte do ministério. Não há ministério sem crítica. Jesus era perfeito. Se Ele foi criticado, acusado e assassinado, o que você pensa que acontecerá a alguém como você, que não é perfeito?

9. Não é possível ministrar sem acusação. É parte do pacote. Jesus prometeu recompensas com perseguição. "Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna" (Marcos 10.30).

10. Alguém disse: "a crítica é o gargarejo mortal de um não realizador". Pense a respeito disso!

11. Eu não conheci um indivíduo crítico que seja uma boa pessoa. A crítica parece um sintoma de muitos males guardados dentro de um indivíduo. As pessoas que são contaminadas e incrédulas veem impurezas em tudo. "Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados" (Tito 1.15).

12. As pessoas críticas estão frequentemente tentando envolvê-lo em uma discussão ou um debate. Não se engane. Satanás quer suas emoções revoltas por causa de acusações e críticas incríveis.

13. Pessoas críticas estão frequentemente tentando pegá-lo em suas palavras. Críticos são cheios de suspeição. Eles suspeitam de você com todos os tipos de males. Eles querem mais evidência para justificar suas suspeitas.

14. Você pode aprender alguma coisa de seus críticos. Seus amigos não são inclinados a apontar seus erros. Seus inimigos são mais inclinados a ampliar seus erros em uma tentativa de rebaixá-lo. Vale a pena anotar o que eles dizem para que você possa fazer os ajustes necessários.

15. Inimigos não fazem críticas construtivas. Seu inimigo não está tentando erigir (construir) sua vida. Como poderia dar-lhe alguma coisa "construtiva"? Não é errado rotular tudo o que vem a você de seu inimigo como destrutivo. Decida obter sabedoria e direção dessa crítica perigosa sem ser contaminado.

16. Recuse escutar certas críticas porque elas são flechas de acusação cuja intenção é ferir seu coração. Guarde seu coração com toda a diligência porque dele fluem os assuntos da vida.

17. As pessoas críticas são frequentemente ignorantes. Muita crítica é baseada em informação incompleta. Muitas pessoas críticas são ignorantes.

18. As pessoas críticas são frequentemente inexperientes. Muita crítica vem da boca de homens de palha. Eles são homens sem substância. Eles não tem conhecimento nem experiência.

19. As pessoas críticas ministram veneno que se espalha àqueles que o ouve. As pessoas que lhe criticam frequentemente odeiam você profundamente. Elas querem que outros o odeiem também.

Fonte: Coisas que todo líder deveria saber sobre crítica e pessoas críticas. Dag Heward-Mills. A arte da liderança. Editora Parchment House Publishers.